— Eu nunca disse isso — Luana respondeu, cruzando os braços. — O menino vai embora com você, mas Isabele vai pode ir se despedindo da sua vidinha medíocre aqui mesmo. A ameaça fez um frio gélido percorrer a espinha de Álvaro. Ele deu um passo à frente, o olhar flamejando de ódio. — Se quiser matar alguém, mate a mim. — Eu jamais machucaria você, apesar de ter desprezado meu amor ,eu ainda te amo ,Álvaro. - Luana murmurou, com uma expressão quase triste. — Mas ela… Ela roubou você de mim. Isabele sentiu o coração disparar, mas não demonstrou medo quando Luana encostou a arma engatilhada em sua cabeça. — Cuide de Davi e Maria Vitória — sussurrou, fechando os olhos, pronta para o pior. Álvaro sentiu algo se romper dentro dele. Se Luana fizesse aquilo, ele a mataria com as próprias mãos. — Se poupar a vida de Isabele, eu vou embora com você — disse, jogando sua última cartada. Vera olhou para Luana, desconfiada. — Isso é uma armadilha! Não se deixe enganar pelo bonit
— Onde está o Álvaro? Como ele está? — Ainda não sabemos… — sua voz saiu embargada. — Meu filho… — Gabriel passou as mãos pelos cabelos, aflito. Angélica se aproximou e segurou as mãos de Isabele. — Você precisa ser forte, filha. — Eu estou tentando… — Vou levar Davi para casa. Você precisa focar no Álvaro agora ,tenha fé, filha , que tudo vai dar certo . Isabele assentiu e se abaixou ao lado do carro para beijar a testa de Davi antes de entregá-lo à avó. — Mamãe volta logo, meu amor. Ela os assistiu irem embora, e só então se permitiu desmoronar. O tempo parecia não passar. Isabele andava de um lado para o outro na sala de espera, o estômago revirado pela angústia. A cada porta que
Isabele observava cada movimento dele com o coração acelerado, esperando por qualquer sinal de que ele realmente estava ali, com ela. Quando ele finalmente olhou em seus olhos, a esperança brilhou no rosto dela. — Isso mesmo, amor. Aposto que pensou que eu perdi a memória, não é? — sua voz saiu rouca, mais fraca do que ele lembrava, mas ainda carregada com aquele tom brincalhão. Por alguns segundos, ela ficou paralisada, como se seu cérebro estivesse tentando processar o que ele tinha acabado de dizer. Então, sem aviso, lhe deu um tapa leve no braço, fazendo-o soltar um gemido de dor. — Seu safado! Como tem coragem de brincar com uma coisa tão séria?! Álvaro tentou rir, mas sua própria fraqueza o pegou de surpresa. O peito subia e descia com esforço, e ele franziu a testa ao sentir a dor pulsante no local do tiro. — Ai… — gemeu, f
Isabele riu e caminhou até ele, ajudando-o a se levantar. Com cuidado, ela levou Álvaro até o banheiro e começou a ajudá-lo a se despir. Quando retirou sua camisa, ficou impressionada com o quanto ele havia emagrecido. Seu peito ainda era forte, mas os músculos estavam menos definidos. Ainda assim, ele continuava lindo… e perigoso para seu autocontrole. Ao abaixar suas calças, preparando-se para ajudá-lo a entrar no chuveiro, Álvaro a surpreendeu ao segurá-la pela cintura e puxá-la para perto. — Álvaro! — ela exclamou, surpresa. Ele não respondeu, apenas selou seus lábios nos dela em um beijo ardente, carregado de saudade e necessidade. A água quente começou a cair sobre os dois, escorrendo pelos corpos que há tanto tempo ansiavam um pelo outro. Isabele sentiu a pele arrepiar-se sob o toque firme das mãos de Ál
Ele enterrou o rosto na curva do pescoço dela, beijando e mordiscando suavemente sua pele enquanto aumentava o ritmo, guiado pelos gemidos de Isabele. — Eu te amo, Isabele… nunca mais vou te deixar. Ela apertou-se mais contra ele, sentindo o clímax se aproximar como uma onda arrebatadora. Os dois estavam tão conectados, tão entregues um ao outro, que o ápice veio ao mesmo tempo, arrancando-lhes suspiros e gemidos sôfregos. Quando finalmente pararam, ainda ofegantes, Álvaro encostou a testa na dela, um sorriso satisfeito nos lábios. — Definitivamente, o melhor banho da minha vida. Isabele riu, acariciando seu rosto com carinho. — Você deveria estar fraco, mas acho que subestimei seu fogo. Ele sorriu de
Álvaro a observava com um sorriso satisfeito. Nada no mundo o fazia mais feliz do que ver o brilho nos olhos dela. — Eu queria um lugar onde pudéssemos esquecer tudo de ruim que vivemos. — ele disse, segurando a mão dela. — E já que fomos tão felizes aqui em nossa lua de mel eu comprei a ilha para você e ela é toda sua. Isabele piscou, confusa. — Minha? Ele sorriu, puxando-a para mais perto. — Comprei a ilha para você, meu amor. Toda essa beleza, esse refúgio… é todo seu . Os olhos dela se encheram de lágrimas. — Álvaro… isso é um sonho. — Um sonho que tive prazer de tornar realidade — ele murmurou antes de beijá-la, sel
O som contínuo dos motores do avião preenchia o ambiente com uma calmaria quase hipnotizante. Isabele olhava pela pequena janela, vendo as luzes de Florianópolis desaparecerem ao longe enquanto o avião se afastava da cidade que havia sido sua casa nos últimos anos. Seu coração estava inquieto, mas ela tentava se concentrar no presente.Ao seu lado, Davi dormia profundamente. O pequeno menino de 6 anos estava enrolado em uma coberta, e o rosto sereno exibia um leve sorriso. Isabele não conseguiu evitar um sorriso ao observá-lo. Ele era sua razão de viver, o motivo pelo qual ela enfrentara tantas dificuldades e superara tantos obstáculos.Ela passou os dedos delicadamente pelos cabelos macios do filho, sentindo uma mistura de amor e orgulho inundá-la. Davi era tudo para ela. Sempre fora. Mesmo quando tudo parecia perdido, ele tinha sido a luz que a guiara.Mas voltar a São Paulo trazia lembranças que ela preferia esquecer.Isabele fechou os olhos e deixou que as memórias a envolvessem,
A porta se abriu quase imediatamente, e sua mãe, com um sorriso largo e olhos marejados, a recebeu com um abraço caloroso.— Minha filha! Que saudade! — disse ela, apertando Isabele com força. Depois, abaixou-se para encarar Davi, que, tímido, se escondia atrás da mãe.— E você, meu príncipe, ficou ainda mais lindo! Desde que a vovó te viu a última vez, quando estava em Floripa, era apenas um bebezinho, agora está um lindo rapazinho.Davi sorriu timidamente, permitindo que a avó o abraçasse. Isabele observou a cena com um aperto no peito. Apesar de tudo, era bom estar de volta ao lado de sua mãe.Depois de um tempo conversando e desfazendo as malas, sua mãe sugeriu:— Vamos sair para jantar? Quero que conheça meu noivo e o filho dele. Eles estão nos esperando em um restaurante maravilhoso.O restaurante era elegante, com seu ar sofisticado e acolhedor, como se cada detalhe tivesse sido pensado para criar uma experiência inesquecível. Isabele estava sentada ao lado de sua mãe, Angélica