Thalia— Thalia, você está bem? — Marcelo entrou no quarto com a expressão alarmada e olhando para todos os cantos, buscando a causa do meu surto.Parei, sorri largo e pulei em seus braços. Ele me segurou e me abraçou forte. Arrepiei-me quando colocou o rosto na curva do meu pescoço e inspirou meu cheiro discretamente, mas que fez as borboletas do meu estômago dar cambalhotas.— Eu estou feliz, Marcelo, eu estou muito feliz. — Gritei e gargalhei depois que ele me colocou de volta ao chão. Ele também acabou rindo, mesmo que uma expressão confusa ainda se fizesse presente em seu belo rosto.— Fico feliz por você, mas será que posso saber o motivo dessa felicidade toda?— Eu fui promovida. Sou a nova supervisora do Vila Esmeraldas. Eu tenho um emprego, Marcelo, eu tenho um emprego. — Gritei, rodopiando, feliz.Ele riu alto, seu sorriso era grande, lindo e sincero, e voltou a me abraçar apertado.Sentia-me tão bem entre seus braços. Protegida, segura, em paz.— Parabéns, você merece.Afas
Marcelo.Após o episódio da minha quase morte causada por Federico, o pinscher da minha nova amiga, nós fomos para a casa dela e agora, horas depois, estávamos indo a um restaurante jantar. Raquel já havia resolvido as coisas referentes à sua promoção e ligado para contar a boa nova a Thalia. Nunca vi uma pessoa tão feliz ao receber uma promoção quanto ela e isso me deixou ainda mais satisfeito por tomar a decisão certa.Thalia merecia isso e muito mais.Ela merecia toda a felicidade do mundo e eu estaria ao seu lado para vê-la realizar cada sonho.Abri a porta do carro e saí. Dei a volta e alcancei Thalia do outro lado. Eu iria abrir a porta em um ato de cavalheirismo, mas ela não havia me esperado e já tinha descido do automóvel. Coloquei a mão em suas costas e, ao entrarmos no restaurante, seguimos até a recepção. Solicitamos uma mesa e um dos garçons nos encaminhou para ela.— Gostei daqui. — falei ao nos sentarmos. Era um restaurante confortável e elegante.Já havia ido a lugares
Capítulo 32.Marcelo.— Quer que chamemos uma ambulância ou algo do tipo?— Não precisa, logo estarei melhor. — Foi Thalia quem respondeu.— Obrigado. Pode voltar a fazer o seu trabalho, peça desculpa a todos por nós, por favor. Sei o quanto é chato algo desse tipo quando se está fazendo uma refeição.— Não se envergonhem, isso é completamente normal na condição dela. Sua esposa está gerando uma vida e isso é uma dádiva, não há do que se envergonhar.Sorri, grato, tanto por suas palavras de compreensão como por ele dizer que Thalia era minha esposa.Isso parecia tão certo que me deixou com uma sensação boa no peito.— Me desculpe por isso. — Thalia parecia sentida.— Está tudo bem. — Falei, ajudando-a a ficar de pé e tocando seu rosto com delicadeza, lhe oferecendo um sorriso caloroso e reconfortante. Depois, virei-me para o garçom e o agradeci mais uma vez.O rapaz nos deixou sozinhos e fiquei confortando-a até que sua onda de enjoo passasse e ela pudesse se sentir melhor.— Vou te e
Marcelo.Vaguei pelas ruas de São Paulo por longos minutos, horas. Thalia mantinha sua atenção nas imagens que surgiam pela janela do carro, enquanto eu criava que sua mente vagava para longe dali. Estávamos em silêncio desde que saímos do restaurante e isso estava me deixando inquieto.Sempre que algo saía do controle, as pessoas surtavam, brigavam, falavam sem parar. Mas Thalia se fechava em si e repassava tudo em sua mente, discutindo consigo mesma o que errara para merecer isso. Sabia que essa era uma forma errada de agir e sentir.Falar, se expressar, dividir seus problemas não nos ajuda a resolvê-los, mas alivia o peso que eles causam em nós. Aprendi isso na prática. As dores nos sufocam e, sem alguém para nos estender a mão, tendemos a nos colocar em um precipício sem nem percebermos.Aconteceu exatamente isso comigo no passado e, se não fosse a minha família a me ajudar a sair da escuridão que me tomou, eu não saberia dizer o que seria de mim hoje. Talvez nem vivo eu estivesse
MarceloEla suspirou, parecendo carregar o peso de uma vida inteira naquele único gesto.— Você não me conhece. Não sabe o que eu carrego, Marcelo. Sua vida é perfeita, enquanto a minha... eu nem sei como será o dia de amanhã.— Você tem um emprego agora, não é? — Lembrei-a e ela abriu um sorriso tímido. — Pode achar que minha vida é perfeita, mas eu sei o que é ser traído, o que é sentir que o mundo inteiro virou as costas. Também sofri, Thalia. Meu passado é doloroso, sombrio até, mas ter pessoas ao meu lado me ajudou a superar e sei que isso também ajudará você.— Vivian me ajuda bastante. — sorri. Ela já tinha me falado de sua amiga.As duas eram próximas, mas Thalia escondia muita coisa. Ela buscava não levar seus problemas para sua amiga, pois acreditava que estava se aproveitando dela. Pelo que me falou, Vivian sempre a ajudava, mas a jovem diante de mim carregava um sentimento de culpa que a consumia. Era como se, ao aceitar ajuda, ela estivesse acrescentando mais peso à própr
Marcelo.— Por que essa dor parece não ter fim, Marcelo? — Sua voz saiu abafada por estar com o rosto grudado em meu peito. — Por que minha vida tinha que ser tão ferrada? Por que eu tive que engravidar de um homem casado? Por quê? Eu sou tão burra.Afastei-me e toquei seu rosto.— Você não é burra. Diego, que é um canalha, filho da puta.— Eu sei, é só que...Limpei suas lágrimas.— Essa sensação de tristeza, essa dor, é por ter sido enganada, Thalia, é culpa. Você se culpa por ter se deixado enganar, quando, na verdade, não teve culpa alguma.— Eu deveria ter investigado, buscado saber se ele era realmente solteiro. Deveria ter enrolado mais antes de ceder. Fui tão fraca em relação a isso, Marcelo. — Sua voz saiu angustiada. — Como pude me deixar envolver e cair tão fácil assim?Doeu-me a dor transmitida em sua voz, era a mesma dor que senti quando fui enganado por Andressa no passado. Deixar uma pessoa entrar em seu coração para depois descobrir que foi a pior escolha é terrivelmen
Marcelo.Sem domínio próprio, juntei nossos rostos e tomei seus lábios nos meus. Thalia abriu os lábios, dando-me acesso ao interior de sua boca gostosa. Ao sentir seu sabor em minha boca, foi como atingir o céu. Meu corpo entrou em combustão e meu pau pulsou na cueca. Senti seus braços em meu pescoço e seu corpo colar no meu, sua boca emitia sons baixos. Eram gemidos de deleite. De prazer. Devorei seus lábios como um sedento por água em meio ao deserto escaldante. Fazendo-a andar para trás até estar presa entre mim e o carro. Minha língua brincava com a dela, duelando por espaço, eu queria mais, queria tomá-la por inteiro.Segui beijando-a, tomando tudo dela. Minhas mãos desceram para sua bunda farta e a pressionei, flexionando um pouco os joelhos e fazendo meu pau roçar na frente de seu jeans. Ergui uma de suas pernas e ela a prendeu em minha cintura, deixando nossos sexos encaixados, embora ainda estivéssemos vestidos.Queria estar nu e poder me enfiar nela até que estivesse sem f
Thalia.Finalizei a ligação para Vivian assim que a viatura parou em frente à delegacia. Ela me disse que entraria em contato com Arthur. Marcelo também já havia ligado para seu advogado, ele iria nos encontrar aqui.O guarda que nos atuou abriu a porta para descermos. Marcelo desceu primeiro e depois estendeu a mão, ajudando-me a sair do carro. Ao estar do lado de fora do automóvel, projetei meu corpo para trás do de Marcelo, na tentativa de me proteger e me esconder da vergonha, ao mesmo tempo. O outro policial se aproximou e nos mandou seguir para dentro da delegacia. Lá, encontramos alguns delinquentes algemados e mais alguns policiais. Ele seguiu para dentro da delegacia e nos levou direto para a sala do delegado. Bateu na porta e depois a abriu quando a autoridade maior daquele lugar o mandou entrar.— Senhor, detivemos esses dois indivíduos por ato obsceno. Eles estavam transando em rua pública.— Não estávamos transando na rua! — Marcelo nos defendeu. Ele apertava a minha mão