Capítulo 33.

Marcelo.

Vaguei pelas ruas de São Paulo por longos minutos, horas. Thalia mantinha sua atenção nas imagens que surgiam pela janela do carro, enquanto eu criava que sua mente vagava para longe dali. Estávamos em silêncio desde que saímos do restaurante e isso estava me deixando inquieto.

Sempre que algo saía do controle, as pessoas surtavam, brigavam, falavam sem parar. Mas Thalia se fechava em si e repassava tudo em sua mente, discutindo consigo mesma o que errara para merecer isso. Sabia que essa era uma forma errada de agir e sentir.

Falar, se expressar, dividir seus problemas não nos ajuda a resolvê-los, mas alivia o peso que eles causam em nós. Aprendi isso na prática. As dores nos sufocam e, sem alguém para nos estender a mão, tendemos a nos colocar em um precipício sem nem percebermos.

Aconteceu exatamente isso comigo no passado e, se não fosse a minha família a me ajudar a sair da escuridão que me tomou, eu não saberia dizer o que seria de mim hoje. Talvez nem vivo eu estivesse
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