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#4 - Cicatrizes e Reencontros

《Matteo》

O dia está uma loucura. Estou ajudando minha irmã com os preparativos para a grande inauguração do seu restaurante. Nossa mãe está orgulhosa da pirralha — e, para ser sincero, eu também. Apesar de ter sugerido que ela seguisse Medicina em vez de Gastronomia, Melyssa sempre sonhou em se tornar uma grande chef e abrir seu próprio estabelecimento. Então, aqui estamos nós, transformando esse sonho em realidade.

— Eu falei que queria essa mesa ali, e não aqui! — ela reclama, irritada.

— Tenho certeza de que você disse lado esquerdo — respondo calmamente.

Ela suspira pesadamente e leva a mão à cabeça, demonstrando frustração.

— Estou muito nervosa e ansiosa...

— Fica calma, vai dar tudo certo — digo, tentando tranquilizá-la.

— Parece que não. As coisas estão dando errado! As encomendas atrasaram e...

— Relaxa. Nossa mãe já está resolvendo isso com os fornecedores. Só tenta se acalmar, tá bom?

Ela me encara por um instante antes de assentir.

— Ok... Você tem razão.

— Eu sempre tenho — brinco, tentando aliviar a tensão.

— Não se ache muito — retruca, dando um soco no meu ombro. Antes que eu possa responder, seu celular toca. Assim que desliga, seu semblante se ilumina.

— Nossa mãe conseguiu resolver com os fornecedores? — pergunto.

— Não… na verdade, não sei. Mas Wendy disse que Phani já chegou e está no apartamento! — Ela me abraça, animada.

Meu corpo enrijece instantaneamente.

— Phani voltou? — pergunto, surpreso.

Poucos sabem, mas namorei Phani por um ano. Nos conhecemos na época da faculdade. Ou melhor, eu já a conhecia há muito tempo. Ela e minha irmã sempre foram muito amigas.

Nossa mãe trabalhava como assistente no escritório do Sr. Carter Miller e, com sua ajuda, conseguiu uma bolsa de estudos para Melyssa em uma das melhores escolas da cidade — onde Phani estudava. Minha mãe pediu que ela ajudasse minha irmã na adaptação e fizesse companhia para ela. Mas Phani fez muito mais do que isso: tornou-se sua melhor amiga.

Anos depois, quando Phani terminou o ensino médio, foi minha vez de retribuir o favor. A pedido de Melyssa, ajudei Phani na adaptação à faculdade e cuidei dela. O que eu não esperava era me apaixonar logo de cara.

Phani sempre foi bondosa, simpática e educada. Tratava todos como iguais, sem distinção de classe social. Ou, pelo menos, era o que eu pensava… Até que, do nada, ela terminou comigo. Sem explicação. Sem um motivo aparente.

Eu ainda tentava entender o que tinha acontecido quando descobri que ela não estava somente comigo. Ela também estava com Pablo. E os dois, em breve, se casariam.

— Sim! Estou tão feliz! — Melyssa sorri, sem perceber meu desconforto.

Engulo seco.

— Ela vem hoje para a sua inauguração?

Antes que minha irmã possa responder, o telefone toca novamente.

— A mamãe conseguiu resolver! As encomendas acabaram de chegar. Precisam de você nos fundos para receber o caminhão.

— Ok, estou indo — digo com certa relutância.

— Depois disso, está liberado. Já te explorei demais hoje.

— Ainda bem que você sabe — brinco, mas minha mente ainda está presa à notícia que acabei de receber.

— Só mais um favor… — Melyssa pede, hesitante. — Passa no apartamento e pega meu vestido? Vou me arrumar aqui no restaurante. Ainda tenho algumas coisas para resolver, e tem uma suíte nos fundos que posso usar.

— Tudo bem. Só vou passar em casa antes para me arrumar — respondo, sem nem ao menos questionar.

A verdade é que estou ansioso demais para ver Phani novamente, depois de tantos anos.

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