Inicio / Romance / Uma Nova Chance Para o Amor / #6 - Sentimentos que Não Morrem
#6 - Sentimentos que Não Morrem

《Matteo》

No restaurante, ela sai do carro com a mesma indiferença com que entrou. Seus movimentos são contidos, a expressão fechada.

— Vou levar o vestido para Melyssa. — Sua voz soa indiferente, sem qualquer emoção.

— Ok, vou estacionar o carro.

Observo-a se afastar sem sequer olhar para trás. Apesar do tempo que passou, ela continua a mesma em muitos aspectos, principalmente na maneira como esconde o que sente.

Assim que entro no restaurante, encontro minha mãe dando instruções a alguns funcionários. Não vejo Sthephania em lugar nenhum.

— Phani foi ajudar sua irmã a se trocar. — A voz da minha mãe me tira dos meus pensamentos.

— Eu não estava procurando por ela. — Respondo rápido demais.

Ela arqueia uma sobrancelha e cruza os braços, aquele olhar típico de quem me conhece bem demais para acreditar na minha mentira.

— Sei... Como se eu não conhecesse meu próprio filho.

Solto um suspiro discreto e desvio o olhar. Minha mãe descobriu sobre mim e Phani há muito tempo, nos pegando desprevenidos no meu quarto. Nunca conversamos abertamente sobre isso, mas ela sabia que eu estava apaixonado. E, quando terminamos, ela não gostou. Tentou me convencer a ouvi-la, a dar a Sthephania uma chance de se explicar, mas eu estava cego pela raiva e pela dor. Quando finalmente decidi procurá-la, já era tarde. Seu pai me disse, sem rodeios, que ela havia deixado o país. E pior, que assim que voltasse, se casaria com aquele babaca do Pablo.

Sinto a irritação crescendo dentro de mim e decido me afastar antes que minha mãe insista no assunto.

— Vou falar com Felix.

Caminho pelo restaurante até encontrar meu melhor amigo, que já me observa com um sorriso presunçoso nos lábios.

— Meu irmão, você não vai acreditar em quem acabou de chegar. — Ele provoca.

— Phani. — Respondo sem entusiasmo.

Felix arregala os olhos, surpreso.

— Então, você a viu?

— Na verdade, viemos juntos.

— Isso quer dizer que vocês voltaram?

— Eu só fui buscar o vestido da Melyssa e nos encontramos por acaso. — Dou de ombros.

Felix ri baixo, balançando a cabeça.

— E você, por suposto acaso, se ofereceu para trazê-la na sua Lamborghini, tentando impressioná-la?

— Eu não seria tão infantil. — Minto descaradamente.

Ele estreita os olhos, divertido.

— E aí, como foi?

— Ela agiu com total indiferença.

Felix cruza os braços e me encara com ceticismo.

— Você ainda acredita que ela te deixou porque você não era rico?

Eu solto um suspiro pesado.

— Sim, eu acredito. É a única explicação. Por que mais ela nunca quis me assumir ou contar para a família dela? O próprio pai dela me disse que ela e aquele playboyzinho medíocre se casariam assim que ela voltasse. E eu sei muito bem como Pablo é. Volta e meia vejo aquele babaca com outras mulheres, até mesmo com Valesca. Ela só pode estar aceitando esse casamento por dinheiro.

Felix balança a cabeça, pensativo.

— Não sei, irmão. As coisas podem não ser como você pensa. E você mesmo disse que, assim que as notícias saíram, ela negou qualquer envolvimento com Pablo enquanto vocês namoravam. Mas você nem quis ouvir a explicação dela. Só a deixou acreditar que você e Catarina estavam juntos... Por vingança.

Minha mandíbula se contrai.

— Não foi vingança.

— Claro que foi.

— Eu nunca tive nada com Catarina. Foi a Phani quem deduziu que dormimos juntos.

— E você não desmentiu.

Fico em silêncio.

— Você fez isso para magoá-la. — Felix insiste.

Passo a mão pelos cabelos, frustrado.

— Ok, talvez você esteja certo.

Um sorriso vitorioso surge nos lábios dele.

— Confessa logo que ainda gosta da Phani.

Desvio o olhar, hesitante.

— Talvez eu ainda goste dela.

— Talvez? — Felix arqueia as sobrancelhas.

Solto um suspiro exasperado.

— Ok, eu ainda gosto dela. Mas vou fazer o que estiver ao meu alcance para esquecê-la.

Felix solta uma risada debochada.

— Já se passaram cinco anos e você ainda está apaixonado por ela. Acha mesmo que consegue?

— É claro que consigo.

— Veremos.

Diego, nosso amigo, se aproxima, parecendo curioso com nossa conversa.

— O que vocês dois estão falando?

— Apenas sobre a ex do Matteo, que voltou. — Felix responde com um sorriso divertido.

Diego assente, pensativo.

— A famosa Phani?

— Exatamente.

Ele franze a testa por um momento e depois sorri malicioso.

— Se eu bem me lembro, ela é uma das melhores amigas da sua irmã, certo? Falando nisso... Você podia pedir para ela me apresentar aquela beldade.

Meu olhar se fecha imediatamente.

— Que beldade?

Diego aponta sutilmente para a direção de Sthephania e a observa descaradamente.

— Aquela ali.

Felix ri, já prevendo minha reação.

— Você está mesmo afim de morrer hoje, hein?

Diego franze a testa, confuso.

— O quê? Não é para tanto. Eu só quero que ela me apresente aquela gata.

Minha paciência se esgota.

— Aquela gata é a minha ex.

Diego arregala os olhos e levanta as mãos em rendição.

— Foi mal, cara, eu não sabia. Mas olha... Você tem bom gosto.

Ele ainda a observa, como se não estivesse se importando com minha irritação.

— Se você não parar de olhar para ela agora, vou acabar esquecendo que somos amigos.

Diego levanta as mãos, finalmente desviando o olhar.

— Ok, parei.

Eu respiro fundo, tentando controlar a raiva irracional que sinto ao vê-lo interessado em Sthephania. Ela pode ter me machucado, pode ter me deixado, mas a ideia de outro homem a olhando daquela forma me incomoda mais do que admito.

E isso só me faz perceber o óbvio: eu nunca deixei de amá-la.

Sigue leyendo en Buenovela
Escanea el código para descargar la APP

Capítulos relacionados

Último capítulo

Escanea el código para leer en la APP