Isadora

Na manhã seguinte, estacionei no prédio espelhado e fiquei por um momento no carro, imersa nos meus próprios pensamentos. O peso de tudo parecia estar sobre mim. Antes de sair de casa, liguei para Laila em uma chamada de vídeo. Conversamos bastante, mas, pela primeira vez, ela não tinha um conselho que pudesse realmente me ajudar. Era como se nem ela soubesse o que fazer com essa bagunça.

Danilo também tentou várias vezes. Chamadas perdidas no meu celular e mensagens que ele começava a digitar e apagava antes de enviar. Por fim, só recebi um seco “boa noite”. Não sabia se estava agindo certo em ignorar, mas, naquele momento, parecia a única coisa que eu podia fazer para manter minha sanidade.

Suspirei e olhei para o espelho retrovisor. Lá estava eu, com o rosto cansado, mas com a determinação de sempre. Baixei o vidro e disse para mim mesma:

— A Cinderela só teve até meia-noite e perdeu o sapatinho. Você está no lucro. Teve um fim de semana inteiro... e mais uma noite. Mas chega. Eu q
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