Assim, Rosana segurava com força a barra de sua roupa, tentando controlar a ansiedade e o medo que lhe afligiam, enquanto erguia o rosto para suportar as exigências de Manuel. Manuel parecia ainda mais insatisfeito. Seus beijos ficaram mais rápidos, mais agressivos. Ele pegou as mãos de Rosana, apertando-as em sua palma, forçando ela a se segurar em seu pescoço. Rosana se entregava passivamente, enquanto suas roupas iam sendo retiradas uma a uma. No fim das contas, Rosana não conseguiu superar o bloqueio em seu coração, e, com a voz embargada, suplicou: — Manuel, você ainda não se recuperou totalmente, não pode fazer isso. O médico disse... Mas antes que Rosana pudesse terminar sua frase, ela foi interrompida pela voz firme e cortante de Manuel: — Foi o médico quem disse que não pode, ou é você que não quer? Manuel segurou o queixo de Rosana, forçando ela a olhar para ele. — Eu posso. O que você quiser, eu posso fazer. Rosana mordeu os lábios, e em seus olhos negros
Rosana sabia muito bem que a pessoa que ela havia sido, já não poderia mais voltar. No entanto, para agradar e fazer Manuel feliz, ela sorriu e disse:— Eu escuto você.Manuel acreditava que havia ajudado Rosana a superar seu dilema, e soltou um suspiro aliviado:— Rosa, eu prometo que daqui para frente vou te tratar bem.Era uma promessa doce, mas, para Rosana, aquelas palavras já não conseguiam mais tocar seu coração....No dia seguinte, Manuel insistiu para que fosse liberado do hospital. Apesar de Dona Maria ainda querer que ele ficasse mais um tempo internado, no final, não conseguiu convencer o filho.Porém, quando chegou o momento de sua alta, surgiu uma nova dúvida. Onde Manuel iria morar a partir de agora? E onde Rosana ficaria?Dona Maria comentou:— Já que vocês dois se entenderam, é hora de pensarem no próximo passo. Não vão continuar morando separados, como quando estavam brigados, não é?— Eu escuto o Manuel. — Rosana olhou para ele, como se aguardasse sua decisão.Ante
Rosana ficou paralisada, chocada, no mesmo lugar. No instante seguinte, se virou e correu na direção do Hospital Cidade M.Enquanto corria, suas lágrimas não paravam de cair.Embora o pai de Rosana tivesse cometido erros no passado, e para Manuel ele fosse considerado um homem ruim, Diego era o pai de Rosana, o homem que a criou, que a protegeu desde pequena de todas as sombras que surgiram em seu caminho.Rosana soubera a verdade de muitos acontecimentos passados, e, por isso, já o odiara e o culpava. Porém, quando soubera que a vida de seu pai estava em risco, o mundo dela parecia prestes a desmoronar.Ao finalmente chegar ao hospital, Rosana assinou imediatamente o termo de consentimento para a cirurgia.Do lado de fora, guardas prisionais faziam a vigilância, e, mesmo que não estivessem lá, Rosana sabia que não teria permissão para entrar na sala de operações e ao menos ver o rosto do pai.Mesmo querendo saber notícias sobre a situação dele, ninguém dava uma resposta a ela.Os guar
Manuel não estava com cabeça para ouvir as provocações da mãe. Seu pensamento estava focado em Rosana. Ele se perguntava se ela não estaria tomando uma atitude impensada, considerando o estado de seu pai. Afinal, Diego, por mais que fosse um homem complicado, era o pai de Rosana, e Manuel conhecia o peso que ele tinha no coração dela.Ele se arrependeu de não ter conversado com a prisão naquela tarde, para evitar que fizessem Rosana passar por mais dificuldades.Enquanto Manuel se torturava com esses pensamentos, Rosana finalmente entrou em casa.Sra. Maria piscou para o filho e disse com um sorriso travesso:— Olha só, Rosana voltou. Você ficou só um pouquinho sem vê-la e já está sentindo falta, não é?Rosana estava completamente absorta em seus pensamentos, dominada pela preocupação com seu pai, e não percebeu as palavras da sogra.Quando ela começou a subir as escadas, Sra. Maria a chamou:— Rosana, querida, come ao menos um pedaço antes de subir. O jantar já está pronto e está te
Depois de pensar um pouco, Manuel foi até o escritório e ligou o computador.Ele navegou sem muito interesse por algumas pastas e pelo navegador, até que, de repente, percebeu várias pesquisas na barra de buscas.Quase todas estavam relacionadas a criminosos buscando autorização para tratamento médico fora da prisão. Também havia buscas sobre quais escritórios de advocacia na Cidade M tinham uma boa reputação.O olhar de Manuel escureceu. Era óbvio que Rosana não procuraria sua ajuda.Manuel pensou: "Embora Diego seja o assassino de meu pai, ele também é o pai de Rosana. Se ela precisar de ajuda, vou ajudá-la."Mas Manuel não entendia por que Rosana tinha escolhido não contar nada a ele e guardar esse segredo para si mesma.Talvez Rosana não quisesse colocá-lo em uma posição difícil.No entanto, essa atitude de Rosana deixou Manuel profundamente desapontado.Com um suspiro, Manuel desligou o computador e, tentando parecer calmo, voltou para o quarto.Naquele momento, Rosana já havia te
Agora, a situação estava nas mãos de Karen, e Rosana, sendo a parte passiva, não poderia simplesmente desmarcar ou adiar para outro horário.Enquanto Rosana se debatia entre as opções, seu celular tocou. Para sua surpresa, era uma mensagem de Dedé.Os olhos de Rosana brilharam ao ver a notificação, e ela rapidamente disse ao telefone:— Isabelly, vou desligar, a Karen me mandou uma mensagem, preciso dar uma olhada.Enquanto aguardava o sinal vermelho, Rosana abriu o WhatsApp. Dedé havia enviado a seguinte mensagem:[Srta. Rosana, peço desculpas, mas surgiu um imprevisto e eu preciso ir a outro lugar. Não estou mais na empresa. Se vocês ainda quiserem concluir a entrevista pela manhã, podem me encontrar. Vou te mandar o novo endereço.]Rosana suspirou aliviada, pensando consigo mesma: "Que sorte! Se eu chegasse atrasada daquele jeito e tivesse perdido a oportunidade, seria constrangedor. Agora, Dedé, que alterou o local, ainda por cima se desculpando."Diante da urgência de concluir a e
Dedé sorriu suavemente e, com um tom gentil, disse: — Claro que sim. Este escritório de advocacia tem parceria com a nossa empresa, e eu conheço todos os advogados aqui. Além disso, eles têm bastante experiência. — Depois disso, Dedé levou Rosana até o escritório de um advogado. — Este é o Sr. Dimitri, ele também é sócio deste escritório. Dedé se voltou para Rosana e falou: — Se tiver alguma dúvida, pode consultar ele. — E, se voltando para Dimitri, disse. — Dimitri, a Srta. Rosana é minha amiga. Se puder ajudá-la em qualquer coisa, fico muito grato. O Sr. Dimitri sorriu e respondeu: — Claro. Dedé, com a delicadeza de sempre, disse: — Srta. Rosana, eu vou indo agora. Fique à vontade para conversar com o Dimitri. Se tiver qualquer questão legal, pode perguntar sem problemas. Se precisar de algo mais, é só me ligar. Rosana acenou com a cabeça em agradecimento e disse: — Obrigada, Sr. Dedé. Depois que Dedé saiu, Rosana começou a conversar com o Sr. Dimitri sobre a ques
Tamires mordeu o lábio, com um olhar um pouco magoado, e disse, cheia de ressentimento:— Manuel, é porque você e a tia ainda guardam rancor do meu pai? Por causa dele, vocês também não gostam de mim e querem se afastar de mim?Manuel, com o rosto impassível, respondeu:— Seu pai é seu pai, você é você. Nunca enxerguei você como ele. Mas a situação dos meus sentimentos agora realmente não permite que tenhamos mais qualquer tipo de relação.Nos olhos de Tamires, uma sombra de resistência apareceu. Ela, com a voz baixa, perguntou:— Mas, a relação entre você e a Srta. Rosana é realmente boa? Ela gosta de você?Manuel sorriu de leve e, com um tom sarcástico, rebateu:— O que você acha? Se ela não gostasse de mim, por que estaríamos juntos?Tamires, visivelmente insatisfeita, murmurou baixinho:— Você gosta da Srta. Rosana, mas ela talvez não goste de você.Manuel apertou os olhos, sua voz agora carregada de uma ameaça sutil:— O que você quer dizer com isso?Tamires, com calma, respondeu: