184. Nosso reencontro

Gabrielle

     Eu me senti... ridícula. Observada. Mas estava longe de ter condições para protestar. Descalça, com os pés machucados, parecia mais apropriado me encolher em silêncio e ignorar o olhar curioso dos poucos transeuntes que nos viam passar.

     Não demoramos muito para chegar ao carro dele, estacionado a poucos metros. Murilo me colocou no chão com cuidado e abriu a porta do passageiro, sem dizer uma palavra.

     Eu não estava acostumada a andar de carro com ele. Poderia contar nos dedos as vezes em que isso aconteceu. Murilo raramente saía de sua cobertura, e, quando o fazia, preferia chamar um táxi. Sempre discreto e prático, ele dirigia uma Mercedes SUV simples e segura, um contraste gritante com os carros esportivos extravagantes que seus "camaradas" costumavam exibir.

     Quando ele entr

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