Quando ele acordou era como se a meses não tivesse dormido, apesar da dor de cabeça da ressaca sentia-se descansado e relaxado, e havia tomado uma grande decisão: ele tentaria se aproximar de Sol de outra forma, não como amigo ou irmão. Na mesa de café ela olhava para a caneca fixamente, estava com vergonha, até que Saul cortou o silêncio. -Como vocês chegaram? Me falaram que Gael teve que ser carregado. -Por mim, no caso. -Mentira, duvido que você ia dar conta de mim, eu devo ter vindo sozinho, pq até deitei no sofá capotei. Se fosse você me levaria pra cama né? - ela ficou ruborizada, deu um suspiro de alívio. -Você é pesado, ela não ia conseguir te levar mais a nenhum lugar, fez bem Sol. Ela pareceu menos incomodada depois dessa breve conversa, ela teve que levar os dois para o Hospital pois o carro de Gael estava lá, e de Saul estava na revisão. Ela somente respondeu com palavras curtas e acenos. -Vai cara, me conta, que aconteceu. Ela só ficou com essa vergonha qu
Quando conseguiu recuperar o fôlego ele pode ver que ela estava muito mais que surpresa, estava incrédula, então percebeu que era ele que teria que tomar a frente. -Entao Sol, vamos, podemos tentar? -Mas e se não der certo? Eu vou te perder até como irmão? -Como você pode saber que não vai dar certo? Toda a vida eu beijei as bocas erradas, eu abracei as garotas erradas e nunca senti nada... E agora com você tudo encaixa, é como se fosse você que eu esperei todo o tempo... A minha garota certa, a minha garota predestinada. Como pode não dar certo? -Você não me conhece de verdade, eu mudei muito, não sou aquela menina que gosta de pôneis e pirulitos, e se eu não combinar com você? -E se eu não combinar? -Você sempre foi o MEU garoto certo, o meu sonho e meu príncipe, mas eu não fui o seu sonho... -Como pode dizer isso? se eu só comecei a sonhar quando você voltou pra mim? E se a gente tentar? -Podemos fazer um teste, com calma e sem grandes expectativas, e se não der
Gael sabia que teria que ir com calma com ela, teria que dar passo a passo, pois ela ainda estava assustada e com dúvidas se eles poderiam ou não dar certo. Então ele só tinha uma escolha, ele seria perfeito pra ela, porque ela já era perfeita pra ele.-Saul vou sair antes, vou buscar ela na faculdade.-Ta bom, tenho umas coisas pra resolver.-Você vai atrás da anja de novo?-Ela não tem rede social, procurei por tudo, vou achar um detetive.-Não brinca.-Não tô.Ele sabia que o amigo não estava brincando, então naquele momento ele só deixaria ele com suas maluquices, mas sabia que em breve teria que intervir.Ela estava linda, de vestido longo preto e com seu cabelo solto voando com o vento. Conversava distraidamente com alguns colegas, o que o deixou um pouco inquieto pois um dos garotos só faltava babar nela. Então foi caminhando vagarosamente até eles, pra dar tempo do garoto limpar as babas.-Seu irmão está aqui pra te buscar...Ele não resistiu, a beijou delicadamente nas boch
Semanas já tinham passado e Saul estava pensando em achar outro detetive. Cada vez que olhava a foto de Angel (era um apelido carinhoso e com o intuito de parecer meio estranho e não por inteiro) seu coração apertava, quebrava e se derretia. As fofocas com a irmã haviam parado, ela estava com uma vida calma, fazendo suas aulas e tendo seu namorado perfeito (na verdade ele até estava enjoado deles). Ele ainda procurava sua Angel nas redes e com as ferramentas que podia. Naquele dia ele teria uma reunião novamente na cidade onde tinha a primeira filial do hospital, ele pensava consigo que deveria definitivamente mudar a sede para o hospital maior, aquele dia ele foi de carro, já estava cansado de ir de trem e nunca achar ela. -Ola diretor, será que o senhor hoje não poderia fazer uma cirurgia de emergência pra demonstrar aos nossos internos a sua excelência? -mais excelente que você professor? Impossível. Mas devido a boa conversa mansa de seu antigo tutor, ele estava na sala
*Saul* Os três estavam jantando no quarto, a espera da troca de medicação fazer efeito. Helen realmente era uma médica extraordinária, tinha artigos com pesquisas inovadoras, ele tentava não olhar muito pra ela pois aquele momento o que interessava era a sua irmã apenas. A medicação demoraria pra fazer efeito, depois da janta Gael ficaria com Sol, ele tinha ciúmes e vontade de mandar ele pra casa, pois ele estaria com as suas duas garotas. Mas ele precisava fazer algumas cirurgias e assinar alguns papéis. Ele havia pedido o histórico do atacante de sua irmã, era triste porquê ele era jovem, e mais da metade da vida passou em uma casa de cuidados. Quando terminou seus compromissos, e com uma pizza se juntou ao amigo e às duas mulheres da sua vida, e assim como uma cena de filme ela abriu os olhos e exigiu. -Eueuu quero pizzaaa... diz que é de Strogonoff-e a noite foi iluminada por sua Sol. Os três correram até ela com sorrisos nós rostos- Angel? -Obrigada, mas sou Helen, mesmo
A casa era igual de como ele lembrava, os móveis eram mais modernos e algumas decorações foram trocadas. Ele sabia que a irmã seria pedida em casamento naquela tarde na piscina, já haviam solicitado que enchessem ela de balões vermelhos e no meio estava um coração desenhado de balões brancos, tudo seria perfeito como ela escreveu no seu diário de treze anos de idade, na mudança para a cidade após que seus pais faleceram ele encontrou os diários da irmã de treze anos aos 15 anos, mas os de antes não tinha nenhum. Naquele momento ele tinha um amigo nervoso à espera de sua futura esposa. Ela havia ido para a consulta de revisão com Helen e tinham pedido o favor dela levar Sol pra casa. essa era uma jogada pra poder ver sua Anja, e ela ver como um amor de verdade poderia existir. Ele sabia que ela devia ter sofrido algo, mas o detetive não localizou nada sobre o porquê dela desistir de tudo no exterior. Ela tinha um cargo bom, um salário bom e até um noivo de infância. Sem ter fatos
-Gael, vamos conversar. - Saul amava seu amigo, mas temia que a irmã se perdesse ao entrar em um casamento tão cedo e depois de tantas decepções e abdicações - pensei que vocês demorariam mais. - Meu irmão, vocês sempre foram minha família, porquê você pensa que eu faria alguma coisa para prejudicar a ela? -Eu escutei sua declaração ontem pra ela, escutei ela também, ela não tem ideia do que quer ainda, eu acho que ela nem tem certeza do que gosta, de fazer, de comer, de cantar, de ver, ou de onde morar. Ela vai querer o que você quiser. Ele respirou fundo, ele parecia estar escolhendo as respostas. - Saul, eu também não tenho certeza, eu realmente não sei o que gosto, onde quero morar, nada além do trabalho. mas tenho certeza de uma coisa... ela é meu lar, tudo que eu gosto, tudo que eu amo está nela, e em você meu amigo. Então tudo o resto nos descobriremos com o tempo e juntos. Saul estava feliz por descobrir que o amigo estava disposto a descobrir os gostos, vontades e
Saul voltava depois de uma viajem massante de quinze dias. Sua irmã e seu amigo, já haviam se mudado para uma casa maravilhosa em sua cidade natal, ele agora era o diretor do hospital e ela ainda estava terminando a faculdade a distância, ele iria até sua casa que ainda precisava ser reformada, se trocar e depois jantaria com os dois. E eles estavam radiantes, a casa era aconchegante e aquecida com um amor que ele só sentiu quando tinha seus pais. Eles jantaram no terraço perto da piscina, a casa era de um andar apenas, mas era toda iluminada e ampla. -Saul eu mandei trazer suas coisas pra cá. Você não vai ficar sozinho lá quando a nossa casa tem quartos de sobra. - me poupem não vou ser ve... - nem termina, quando você casar, você reforma a nossa casa antiga e vai morar lá. E assim ele foi apresentado a um quarto que parecia ter sido projetado especialmente para ele na casa dos recém casados. Ele foi dormir cedo pois estava muito cansado da viagem e queria acordar cedo pra ir ve