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DEVOLVENDO UM PRIMEIRO BEIJO

Não saia de sua cabeça "você sabe", mas realmente ele não sabia se isso era certo, mas ele também estava com a sensação que ao responder sim estaria mentido, nesse tempo que ela ficou longe ele manteve sua vida normal, ele começou um namoro pra ser mais prático, quando alguma garota desse em cima dele era só responder que estava comprometido, sua namorada era aeromoça (ele a escolheu por nunca estar por perto e não precisar dar muita atenção a ela), sempre estava viajando, em seis meses eles se encontraram três vezes no máximo pelo que lembrava.

Estava tudo bem, tudo era cômodo, mas desde a ligação da tia de Saul a sua paz de espírito havia acabado, primeiro preocupação e agora algo inquietante, ele estava sentindo uma incerteza que jamais sentirá.

Por três dias eles só deram atenção a ela, foram as compras, cinema, jantares e encontros a três. Ela era alegre, cheia de vida e trazia uma leveza que ele não sentia desde a juventude dos dois.

Eles voltaram a trabalhar, ela já havia visto alguns cursos pra estudar, já transferiria o curso de direito para a universidade da cidade e ficaria com eles na casa, pois eles não aceitaram que ela morasse em dormitório, Saul morria de medo e ele não sabia explicar.

Naquele dia o irmão a levaria no banco pra fazer a autorização dela pra conta, todo o lucro dos três hospitais e das farmácias era dividido e depositado pra ela, antes ela não tinha cartão e acesso porque Saul era desconfiado da avó, mas agora ela podia fazer o que bem entendesse. Quando ele chegou na sala de descanso dos médicos os solteiros estavam visivelmente babando nela, e aquilo o fez ter mais um sentimento novo, quando ela o viu sorriu e veio até ele, cochichou em seu ouvido.

_ Me salva. - ele sorriu , ela nunca chegou tão perto dele e um enfurmigamento percorreu seu corpo "puta merda"

_ Nunca viram uma garota?- ele abanou as mãos como se espantasse moscas no mel.

_Cara você tá acostumado com ela, mas a gente não, esses dois falavam de você como se fosse uma criança.

_Ela é a nossa criança, tira os olhos e limpa as babas.

Os dois saíram da sala contrariados, realmente eles nunca deram a chance dos seus colegas verem que ela cresceu, e não ia ser agora que iam deixar.

_ O Saul está nos esperando lá fora já, só vou trocar a camisa. - como se fosse algo comum ele tirou a camisa e pegou uma no armário, ele viu que ela ficou sem jeito e virou pra disfarçar e aquilo o deixou alegre, pois ele não sabia o que estava sentindo, mas e ela o via mesmo como irmão? antes de qualquer passo ele teria que saber- vamos?

Ele se enganchou nela e foi levando-a em direção a porta, estava adorando ver que ela estava se decidindo se retribuiria o contato ou não.

Saul estava no banco de trás, ele sabia que o amigo estava fingindo dormir, mas resolveu manter o teatro.

_Vamos acordar ele quando chegarmos no banco.

_Ta. Podemos depois parar numa livraria? Quero comprar livros pra faculdade, podem me deixar lá e pego um táxi pra casa.

_Nao, eu vou ficar no banco e Gael te leva, ele tá livre hoje.

_Acordou é, e se fosse você me levar, Gael não tem obrigação comigo.

_Que insulto.

Ela estava muito concentrada nos livros, ela sempre gostou de ler, mas agora estava mais feliz ainda, parecia estar no melhor lugar do mundo, e ele estava lá folheando um livro que já tinha em casa pra disfarçar.

_Sol, é você? - um garoto da idade dela chegou perto e tocou seu braço, ela deu um pulo pra trás e o procurou com os olhos, quando o viu fez uma cara de alívio. - não lembra de mim? Sou o Jin estudamos juntos antes de você ir embora. - ela fez uma cara de que não o reconheceu, mas sorriu e acenou com a cabeça. -poderíamos ir tomar um café...

-Desculpa não posso, Gael está me esperando, fica pra outra hora tá. Tchau tchau...

Ela pagou tudo bem rápido e praticamente correu pra fora, aquilo acendeu uma luz de emergência em seu coração.

_Sol, você tem certeza... -ela tremia.- que ele....

_Nao fez, mas ele quase fez... A minha roupa... Ele...eu não quero...

_Vamos tomar um sorvete, que você acha?

_Eu não sei se gosto ou não quando você me faz parecer criança...

_Nao importa, porque mesmo assim você é a minha criança.

Ela sorriu pra ele, durante o resto da tarde ela sorriu pra ele, com ele e dele. Mesmo com a diferença de idade e de experiência era fácil falar com ela e entender, mas e se ele tivesse confundindo a amizade com outra coisa?

...

Os dias pareceram correr, eles agora criaram uma rotina de ir pra casa o máximo que dava pra ficar com ela. As aulas dela haviam começado e ela também estava ocupada se atualizando no conteúdo, agora ela parecia estar mais à vontade perto deles e não repetia que não queria atrapalhar. Eles iriam jantar com ela pois era seu aniversário de dezenove anos, quando seu telefone tocou. "Alô, oi, essa noite? Não, tenho compromisso. Nos vemos amanhã, ok." Ele precisava terminar aquele namoro, parecia quase uma transação profissional.

Eles jantaram em um restaurante de frutos do mar, ele deu de presente pra ela uma pulseira com pingentes e Saul havia comprado pra ela um carro de presente, na verdade eles haviam dito que comprariam juntos, mas ela sempre despistava então o amigo foi lá e comprou um. Depois do jantar eles dois a levaram para encontrar os amigos da faculdade, ela já estava entrosada com as amigas e também com os amigos e mais uma vez aquele sentimento de posse o estava cegando. Será que era ciúmes de irmão?

Os dois resolveram ficar um pouco antes de ir pra casa, e sentado com um copo de whisky ele observava uma garota com um vestido vermelho e tênis branco rir e dançar com outras garotas, e depois viu um garoto cochichar em seu ouvido e ela sorrir, e assim seu mundo começou a escurecer.

Alguns minutos depois ele viu sua "namorada comercial" beijando um garoto bem mais novo, primeiro ele sorriu (foi automático não conseguiu segurar) e depois acenou pra eles de longe. em instantes o seu celular vibrou "Você sabe que algo entre nós não estava certo" "ok"

Então ele e Saul sentaram-se confortavelmente e resolveram acabar com a garrafa de whisky, enquanto Saul o incomodava por ser corno manso. Depois Saul saiu com uma garota que estava sorrindo pra ele desde a hora que chegaram.

E ele ficou de olho em Sol até ela vir dizer que queria ir pra casa, e juntos eles pegaram um táxi, ele não sabia explicar, mas não podia ficar sozinho com ela meio bêbado, então mandou mensagem pra Saul voltar, e o amigo é claro não voltou.

_Voce quer algo pra tomar Gael? Água, café? - ele fez que não com a cabeça - ok, então deita ali no sofá, eu vou trocar de roupa e volto pra te ajudar a subir.

Quando ela começou a se afastar, ele a segurou no pulso e puxou pra si, não era uma boa idéia, era péssima, mas ele precisava saber, e quando a boca dela encostou na sua algo dentro dele explodiu.

Foi doce, foi forte, foi tudo que ele nunca sentiu, mas já ouviu falar, e teve borboletas na barriga, um arrepio em todo o corpo e o mundo parou. E agora?

_ Sol, isso sim é um bom primeiro beijo, não acha?

Ela botou a mão nos lábios gentilmente, suspirou e correu em direção ao seu quarto.

Ele sonhou com aquele beijo, com aquele sorriso e com o que poderia acontecer depois.

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