Ele apenas segurou a sua mão, sabia que talvez esse era o único gesto que ela não interpretaria mal naquele momento. -Minha mãe em uma das últimas conversas que tivemos antes dela morrer falou pra mim que existem mudanças que são necessárias e existem tempestades que vem pro nosso bem. A sua dor, principalmente pelo bebê deve ser grande, mas e se você descobrisse isso muitos anos depois, não se sentiria pior ainda? -ela o olhou surpresa. -Eu nunca mais vou deixar ninguém se aproximar Saul, então, podemos apenas sermos amigos ou profissionais? Eu não posso, e não quero deixar acontecer nada assim ainda... -Quando eu te abraçar, ou falar que te amo, vai ser muito sério, vai ser de verdade, e eu não vou te soltar. -ele apertou a mão dela com mais força. Ele já a amava, mas aquela não era a hora pra isso, não era o dia, nem o momento, agora ela só precisava de alguém que escutasse e a entendesse, não precisava concordar ou discordar com nada, mas provavelmente não queria ser colocad
Ele a avistou de longe, ela estava sentada na praia, a maré estava quase a alcançando. Mas não parecia se importar, mantinha-se em seu mundo, em seus pensamentos e em sua realidade. Ele não conseguia entender se ela estava se preparando pra fugir, ou apenas pra lutar, queria que fosse a segunda opção, pois ai poderia ser útil, se fosse a primeira ele teria que tranca-la pra fazer mudar de planos. Ele queria ir atrás dela, mas percebeu que existem momentos em que a melhor companhia era a solidão. Bastava ver que ela estava bem, apesar de estar perdida dentro de si mesma, estava ainda em um lugar que ele poderia alcançar de alguma forma. Quando a água a alcançou, ela levantou e caminhou lentamente pra casa e ele a seguiu de longe. *Gael* Gael estava com sua esposa e seu futuro bebe em seus braços. Ele agora entedia como dois corpos podiam ter o mesmo espaço pois os dois estavam em seu abraço e coração. Ela irradiava uma energia e uma luz que o deixava cego. Ele lembrava que el
Ele a olhava de longe, fazia um dia que a vovó tinha ido embora, parecia até que Andrey havia dado um tempo nas investidas, o que pra ele até foi ruim porque assim ele não podia aparecer na casa dela a qualquer hora e dormir no quarto ao seu lado. Naquele dia ela estava muito ocupada, tinha várias cirurgias e ainda teria dois alunos que estava a acompanhando, por isso ele manteve uma certa distância (mas sempre perto dos olhos).*Gael* Gael havia terminado a última consulta do dia, mas a porta do consultório abriu, a surpresa não era boa, desde a notícia do casamento ele não enfrentava a avó de Sol e Saul. Agora ela estava sentada na sua frente, com os braços cruzados o julgando a cada respirada. -Sabe meu filho foi muito estúpido em casar com mãe se Sol e de Saul, agora eu não pensei que aquela criança linda e inteligente casaria com um amigo de infância do irmão em vez de um herdeiro milionário, acontece que ela puxou ao seu pai também. -Ora vovó, pensei que já teria se acostuma
Saul Ele beijou-a usando toda a força de vontade pra não agarrar as suas nádegas e ergue-la até a cama, e ela não estava ajudando, porque ela avidamente o tocava por todo o corpo. Quando percebeu que não conseguiria mais manter os pensamentos e as boas intenções, tomou todo o restante do autocontrole e sussurrou em seu ouvido"Anja, eu não vou conseguir mais, eu preciso que você pare, porque esse é o máximo que poderei ir em plena consciência." E como que acordasse de um transe, ela sorriu, o afastou delicadamente e foi para a sua cama. Aquela noite foi extremamente longa e quente. *Gael* Gael queria muito ficar o dia com sua esposa, queria abraçá-la e ficar todo o dia fazendo as suas vontades, não queria deixar os bebês pensarem que a mamãe não era cuidada por alguém que a ame. Mesmo assim pra ficar mais tranquilo, fez Anja vir até a casa pra ficar com seu quarteto fantástico. Ele sabia que ela estava em boas mãos e assim poderia fazer as cirurgias longas em que não poderia sair
Saul prometeu que não atrapalharia a conversa de sua Anja com o ex, mas não prometeu que não iria espiar a essa conversa. Andrey chegou calmo, estava com uma camisa social preta e uma calça clara, realmente aquele homem chamava atenção ele não podia negar. Trazia flores e talvez esperanças, mas não havia amor em seus olhos e gestos. Ele sentou ao lado dela no balanço da varanda, ela o esperava desde que ligou para ele sentada naquele balanço. -Voce até que enfim percebeu que somos perfeitos. Eu sabia que você mudaria de ideia, nosso apartamento... - Andrey, nunca mais eu vou falar com você, essa é a última vez, você lembra quando a gente deu o primeiro beijo? Você tinha quinze anos... - Você tinha treze, era a garota mais linda de toda a escola... -Você se exibiu pra toda a escola, pro bairro, pros pais, eu não queria... Eu queria um romance secreto... E acabamos namorando desde la. Então quando você foi pra faculdade, antes, meus pais faleceram, eu... -Minha avó não deixou voc
Ele estava sentado na sala de estar da casa de seu amigo, ele observava ao amigo explicar pra uma menina de doze anos o porque não a levaria na viagem à praia. Na sua vida sempre foi sozinho, sua mãe estava sempre trabalhando, seu pai havia se mudado a dez anos quando ele ainda tinha oito anos para gerenciar uma clínica de medicina natural em família, até começar a estudar com Saul, ele não sabia o que era ter fraternidade e outras pessoas cuidando ou se importando de e com você, pois quando o amigo entrou em sua vida toda a sua família veio no pacote, uma mãe preocupada, um pai incentivador e ainda incluindo uma menina cheia de curiosidade, sonhos e vida.-Sol, essa viagem é pra comemorar nossa formatura e a nossa ida pra faculdade, mas eu prometo que trarei presentes, muitosss...-Também vou trazer algo bem legal pra você Pirralha.-assim os dois perceberam qual era real intenção daquela garota sorridente e malandra.Assim eles dois saíram, para um fim de semana diferente que seria
Ele estava tentando salvar uma vida, era isso que ele dizia pra si mesmo. Não importa que era o homem culpado, que por beber demais havia causado o acidente com mais outros três carros, havia matado uma mãe e seus filhos e deixado outros gravemente feridos. Assim como ele estava fazendo o seu melhor tinha certeza que Saul deveria estar fazendo o seu na sala ao lado. Depois de cinco horas o homem foi levado pra UTI, estava estável, sua filha esperava envergonhada do lado de fora, ela não tinha culpa nenhuma, e apesar disso, parecia se importar mais do que o próprio culpado antes da cirurgia. Nesses três anos ele já havia salvo algumas pessoas, a maioria como ajudante, mas nos últimos meses havia assumido o posto. Ele e Saul não moravam mais no apartamento, ele queria ter um lugar estável se a irmã quisesse retornar, então comprou uma casa próxima ao hospital e o fez morar junto, ela mandava notícias todos os dias para o irmão eram sempre fotos e vídeos felizes, mas os dois sabiam qu
Não saia de sua cabeça "você sabe", mas realmente ele não sabia se isso era certo, mas ele também estava com a sensação que ao responder sim estaria mentido, nesse tempo que ela ficou longe ele manteve sua vida normal, ele começou um namoro pra ser mais prático, quando alguma garota desse em cima dele era só responder que estava comprometido, sua namorada era aeromoça (ele a escolheu por nunca estar por perto e não precisar dar muita atenção a ela), sempre estava viajando, em seis meses eles se encontraram três vezes no máximo pelo que lembrava. Estava tudo bem, tudo era cômodo, mas desde a ligação da tia de Saul a sua paz de espírito havia acabado, primeiro preocupação e agora algo inquietante, ele estava sentindo uma incerteza que jamais sentirá. Por três dias eles só deram atenção a ela, foram as compras, cinema, jantares e encontros a três. Ela era alegre, cheia de vida e trazia uma leveza que ele não sentia desde a juventude dos dois. Eles voltaram a trabalhar, ela já hav