Saul voltava depois de uma viajem massante de quinze dias. Sua irmã e seu amigo, já haviam se mudado para uma casa maravilhosa em sua cidade natal, ele agora era o diretor do hospital e ela ainda estava terminando a faculdade a distância, ele iria até sua casa que ainda precisava ser reformada, se trocar e depois jantaria com os dois. E eles estavam radiantes, a casa era aconchegante e aquecida com um amor que ele só sentiu quando tinha seus pais. Eles jantaram no terraço perto da piscina, a casa era de um andar apenas, mas era toda iluminada e ampla. -Saul eu mandei trazer suas coisas pra cá. Você não vai ficar sozinho lá quando a nossa casa tem quartos de sobra. - me poupem não vou ser ve... - nem termina, quando você casar, você reforma a nossa casa antiga e vai morar lá. E assim ele foi apresentado a um quarto que parecia ter sido projetado especialmente para ele na casa dos recém casados. Ele foi dormir cedo pois estava muito cansado da viagem e queria acordar cedo pra ir ve
Ele apenas segurou a sua mão, sabia que talvez esse era o único gesto que ela não interpretaria mal naquele momento. -Minha mãe em uma das últimas conversas que tivemos antes dela morrer falou pra mim que existem mudanças que são necessárias e existem tempestades que vem pro nosso bem. A sua dor, principalmente pelo bebê deve ser grande, mas e se você descobrisse isso muitos anos depois, não se sentiria pior ainda? -ela o olhou surpresa. -Eu nunca mais vou deixar ninguém se aproximar Saul, então, podemos apenas sermos amigos ou profissionais? Eu não posso, e não quero deixar acontecer nada assim ainda... -Quando eu te abraçar, ou falar que te amo, vai ser muito sério, vai ser de verdade, e eu não vou te soltar. -ele apertou a mão dela com mais força. Ele já a amava, mas aquela não era a hora pra isso, não era o dia, nem o momento, agora ela só precisava de alguém que escutasse e a entendesse, não precisava concordar ou discordar com nada, mas provavelmente não queria ser colocad
Ele a avistou de longe, ela estava sentada na praia, a maré estava quase a alcançando. Mas não parecia se importar, mantinha-se em seu mundo, em seus pensamentos e em sua realidade. Ele não conseguia entender se ela estava se preparando pra fugir, ou apenas pra lutar, queria que fosse a segunda opção, pois ai poderia ser útil, se fosse a primeira ele teria que tranca-la pra fazer mudar de planos. Ele queria ir atrás dela, mas percebeu que existem momentos em que a melhor companhia era a solidão. Bastava ver que ela estava bem, apesar de estar perdida dentro de si mesma, estava ainda em um lugar que ele poderia alcançar de alguma forma. Quando a água a alcançou, ela levantou e caminhou lentamente pra casa e ele a seguiu de longe. *Gael* Gael estava com sua esposa e seu futuro bebe em seus braços. Ele agora entedia como dois corpos podiam ter o mesmo espaço pois os dois estavam em seu abraço e coração. Ela irradiava uma energia e uma luz que o deixava cego. Ele lembrava que el
Ele a olhava de longe, fazia um dia que a vovó tinha ido embora, parecia até que Andrey havia dado um tempo nas investidas, o que pra ele até foi ruim porque assim ele não podia aparecer na casa dela a qualquer hora e dormir no quarto ao seu lado. Naquele dia ela estava muito ocupada, tinha várias cirurgias e ainda teria dois alunos que estava a acompanhando, por isso ele manteve uma certa distância (mas sempre perto dos olhos).*Gael* Gael havia terminado a última consulta do dia, mas a porta do consultório abriu, a surpresa não era boa, desde a notícia do casamento ele não enfrentava a avó de Sol e Saul. Agora ela estava sentada na sua frente, com os braços cruzados o julgando a cada respirada. -Sabe meu filho foi muito estúpido em casar com mãe se Sol e de Saul, agora eu não pensei que aquela criança linda e inteligente casaria com um amigo de infância do irmão em vez de um herdeiro milionário, acontece que ela puxou ao seu pai também. -Ora vovó, pensei que já teria se acostuma
Saul Ele beijou-a usando toda a força de vontade pra não agarrar as suas nádegas e ergue-la até a cama, e ela não estava ajudando, porque ela avidamente o tocava por todo o corpo. Quando percebeu que não conseguiria mais manter os pensamentos e as boas intenções, tomou todo o restante do autocontrole e sussurrou em seu ouvido"Anja, eu não vou conseguir mais, eu preciso que você pare, porque esse é o máximo que poderei ir em plena consciência." E como que acordasse de um transe, ela sorriu, o afastou delicadamente e foi para a sua cama. Aquela noite foi extremamente longa e quente. *Gael* Gael queria muito ficar o dia com sua esposa, queria abraçá-la e ficar todo o dia fazendo as suas vontades, não queria deixar os bebês pensarem que a mamãe não era cuidada por alguém que a ame. Mesmo assim pra ficar mais tranquilo, fez Anja vir até a casa pra ficar com seu quarteto fantástico. Ele sabia que ela estava em boas mãos e assim poderia fazer as cirurgias longas em que não poderia sair
Saul prometeu que não atrapalharia a conversa de sua Anja com o ex, mas não prometeu que não iria espiar a essa conversa. Andrey chegou calmo, estava com uma camisa social preta e uma calça clara, realmente aquele homem chamava atenção ele não podia negar. Trazia flores e talvez esperanças, mas não havia amor em seus olhos e gestos. Ele sentou ao lado dela no balanço da varanda, ela o esperava desde que ligou para ele sentada naquele balanço. -Voce até que enfim percebeu que somos perfeitos. Eu sabia que você mudaria de ideia, nosso apartamento... - Andrey, nunca mais eu vou falar com você, essa é a última vez, você lembra quando a gente deu o primeiro beijo? Você tinha quinze anos... - Você tinha treze, era a garota mais linda de toda a escola... -Você se exibiu pra toda a escola, pro bairro, pros pais, eu não queria... Eu queria um romance secreto... E acabamos namorando desde la. Então quando você foi pra faculdade, antes, meus pais faleceram, eu... -Minha avó não deixou voc
Ele estava sentado na sala de estar da casa de seu amigo, ele observava ao amigo explicar pra uma menina de doze anos o porque não a levaria na viagem à praia. Na sua vida sempre foi sozinho, sua mãe estava sempre trabalhando, seu pai havia se mudado a dez anos quando ele ainda tinha oito anos para gerenciar uma clínica de medicina natural em família, até começar a estudar com Saul, ele não sabia o que era ter fraternidade e outras pessoas cuidando ou se importando de e com você, pois quando o amigo entrou em sua vida toda a sua família veio no pacote, uma mãe preocupada, um pai incentivador e ainda incluindo uma menina cheia de curiosidade, sonhos e vida.-Sol, essa viagem é pra comemorar nossa formatura e a nossa ida pra faculdade, mas eu prometo que trarei presentes, muitosss...-Também vou trazer algo bem legal pra você Pirralha.-assim os dois perceberam qual era real intenção daquela garota sorridente e malandra.Assim eles dois saíram, para um fim de semana diferente que seria
Ele estava tentando salvar uma vida, era isso que ele dizia pra si mesmo. Não importa que era o homem culpado, que por beber demais havia causado o acidente com mais outros três carros, havia matado uma mãe e seus filhos e deixado outros gravemente feridos. Assim como ele estava fazendo o seu melhor tinha certeza que Saul deveria estar fazendo o seu na sala ao lado. Depois de cinco horas o homem foi levado pra UTI, estava estável, sua filha esperava envergonhada do lado de fora, ela não tinha culpa nenhuma, e apesar disso, parecia se importar mais do que o próprio culpado antes da cirurgia. Nesses três anos ele já havia salvo algumas pessoas, a maioria como ajudante, mas nos últimos meses havia assumido o posto. Ele e Saul não moravam mais no apartamento, ele queria ter um lugar estável se a irmã quisesse retornar, então comprou uma casa próxima ao hospital e o fez morar junto, ela mandava notícias todos os dias para o irmão eram sempre fotos e vídeos felizes, mas os dois sabiam qu