Gael sabia que teria que ir com calma com ela, teria que dar passo a passo, pois ela ainda estava assustada e com dúvidas se eles poderiam ou não dar certo. Então ele só tinha uma escolha, ele seria perfeito pra ela, porque ela já era perfeita pra ele.-Saul vou sair antes, vou buscar ela na faculdade.-Ta bom, tenho umas coisas pra resolver.-Você vai atrás da anja de novo?-Ela não tem rede social, procurei por tudo, vou achar um detetive.-Não brinca.-Não tô.Ele sabia que o amigo não estava brincando, então naquele momento ele só deixaria ele com suas maluquices, mas sabia que em breve teria que intervir.Ela estava linda, de vestido longo preto e com seu cabelo solto voando com o vento. Conversava distraidamente com alguns colegas, o que o deixou um pouco inquieto pois um dos garotos só faltava babar nela. Então foi caminhando vagarosamente até eles, pra dar tempo do garoto limpar as babas.-Seu irmão está aqui pra te buscar...Ele não resistiu, a beijou delicadamente nas boch
Semanas já tinham passado e Saul estava pensando em achar outro detetive. Cada vez que olhava a foto de Angel (era um apelido carinhoso e com o intuito de parecer meio estranho e não por inteiro) seu coração apertava, quebrava e se derretia. As fofocas com a irmã haviam parado, ela estava com uma vida calma, fazendo suas aulas e tendo seu namorado perfeito (na verdade ele até estava enjoado deles). Ele ainda procurava sua Angel nas redes e com as ferramentas que podia. Naquele dia ele teria uma reunião novamente na cidade onde tinha a primeira filial do hospital, ele pensava consigo que deveria definitivamente mudar a sede para o hospital maior, aquele dia ele foi de carro, já estava cansado de ir de trem e nunca achar ela. -Ola diretor, será que o senhor hoje não poderia fazer uma cirurgia de emergência pra demonstrar aos nossos internos a sua excelência? -mais excelente que você professor? Impossível. Mas devido a boa conversa mansa de seu antigo tutor, ele estava na sala
*Saul* Os três estavam jantando no quarto, a espera da troca de medicação fazer efeito. Helen realmente era uma médica extraordinária, tinha artigos com pesquisas inovadoras, ele tentava não olhar muito pra ela pois aquele momento o que interessava era a sua irmã apenas. A medicação demoraria pra fazer efeito, depois da janta Gael ficaria com Sol, ele tinha ciúmes e vontade de mandar ele pra casa, pois ele estaria com as suas duas garotas. Mas ele precisava fazer algumas cirurgias e assinar alguns papéis. Ele havia pedido o histórico do atacante de sua irmã, era triste porquê ele era jovem, e mais da metade da vida passou em uma casa de cuidados. Quando terminou seus compromissos, e com uma pizza se juntou ao amigo e às duas mulheres da sua vida, e assim como uma cena de filme ela abriu os olhos e exigiu. -Eueuu quero pizzaaa... diz que é de Strogonoff-e a noite foi iluminada por sua Sol. Os três correram até ela com sorrisos nós rostos- Angel? -Obrigada, mas sou Helen, mesmo
A casa era igual de como ele lembrava, os móveis eram mais modernos e algumas decorações foram trocadas. Ele sabia que a irmã seria pedida em casamento naquela tarde na piscina, já haviam solicitado que enchessem ela de balões vermelhos e no meio estava um coração desenhado de balões brancos, tudo seria perfeito como ela escreveu no seu diário de treze anos de idade, na mudança para a cidade após que seus pais faleceram ele encontrou os diários da irmã de treze anos aos 15 anos, mas os de antes não tinha nenhum. Naquele momento ele tinha um amigo nervoso à espera de sua futura esposa. Ela havia ido para a consulta de revisão com Helen e tinham pedido o favor dela levar Sol pra casa. essa era uma jogada pra poder ver sua Anja, e ela ver como um amor de verdade poderia existir. Ele sabia que ela devia ter sofrido algo, mas o detetive não localizou nada sobre o porquê dela desistir de tudo no exterior. Ela tinha um cargo bom, um salário bom e até um noivo de infância. Sem ter fatos
-Gael, vamos conversar. - Saul amava seu amigo, mas temia que a irmã se perdesse ao entrar em um casamento tão cedo e depois de tantas decepções e abdicações - pensei que vocês demorariam mais. - Meu irmão, vocês sempre foram minha família, porquê você pensa que eu faria alguma coisa para prejudicar a ela? -Eu escutei sua declaração ontem pra ela, escutei ela também, ela não tem ideia do que quer ainda, eu acho que ela nem tem certeza do que gosta, de fazer, de comer, de cantar, de ver, ou de onde morar. Ela vai querer o que você quiser. Ele respirou fundo, ele parecia estar escolhendo as respostas. - Saul, eu também não tenho certeza, eu realmente não sei o que gosto, onde quero morar, nada além do trabalho. mas tenho certeza de uma coisa... ela é meu lar, tudo que eu gosto, tudo que eu amo está nela, e em você meu amigo. Então tudo o resto nos descobriremos com o tempo e juntos. Saul estava feliz por descobrir que o amigo estava disposto a descobrir os gostos, vontades e
Saul voltava depois de uma viajem massante de quinze dias. Sua irmã e seu amigo, já haviam se mudado para uma casa maravilhosa em sua cidade natal, ele agora era o diretor do hospital e ela ainda estava terminando a faculdade a distância, ele iria até sua casa que ainda precisava ser reformada, se trocar e depois jantaria com os dois. E eles estavam radiantes, a casa era aconchegante e aquecida com um amor que ele só sentiu quando tinha seus pais. Eles jantaram no terraço perto da piscina, a casa era de um andar apenas, mas era toda iluminada e ampla. -Saul eu mandei trazer suas coisas pra cá. Você não vai ficar sozinho lá quando a nossa casa tem quartos de sobra. - me poupem não vou ser ve... - nem termina, quando você casar, você reforma a nossa casa antiga e vai morar lá. E assim ele foi apresentado a um quarto que parecia ter sido projetado especialmente para ele na casa dos recém casados. Ele foi dormir cedo pois estava muito cansado da viagem e queria acordar cedo pra ir ve
Ele apenas segurou a sua mão, sabia que talvez esse era o único gesto que ela não interpretaria mal naquele momento. -Minha mãe em uma das últimas conversas que tivemos antes dela morrer falou pra mim que existem mudanças que são necessárias e existem tempestades que vem pro nosso bem. A sua dor, principalmente pelo bebê deve ser grande, mas e se você descobrisse isso muitos anos depois, não se sentiria pior ainda? -ela o olhou surpresa. -Eu nunca mais vou deixar ninguém se aproximar Saul, então, podemos apenas sermos amigos ou profissionais? Eu não posso, e não quero deixar acontecer nada assim ainda... -Quando eu te abraçar, ou falar que te amo, vai ser muito sério, vai ser de verdade, e eu não vou te soltar. -ele apertou a mão dela com mais força. Ele já a amava, mas aquela não era a hora pra isso, não era o dia, nem o momento, agora ela só precisava de alguém que escutasse e a entendesse, não precisava concordar ou discordar com nada, mas provavelmente não queria ser colocad
Ele a avistou de longe, ela estava sentada na praia, a maré estava quase a alcançando. Mas não parecia se importar, mantinha-se em seu mundo, em seus pensamentos e em sua realidade. Ele não conseguia entender se ela estava se preparando pra fugir, ou apenas pra lutar, queria que fosse a segunda opção, pois ai poderia ser útil, se fosse a primeira ele teria que tranca-la pra fazer mudar de planos. Ele queria ir atrás dela, mas percebeu que existem momentos em que a melhor companhia era a solidão. Bastava ver que ela estava bem, apesar de estar perdida dentro de si mesma, estava ainda em um lugar que ele poderia alcançar de alguma forma. Quando a água a alcançou, ela levantou e caminhou lentamente pra casa e ele a seguiu de longe. *Gael* Gael estava com sua esposa e seu futuro bebe em seus braços. Ele agora entedia como dois corpos podiam ter o mesmo espaço pois os dois estavam em seu abraço e coração. Ela irradiava uma energia e uma luz que o deixava cego. Ele lembrava que el