UM ANJO

Quando conseguiu recuperar o fôlego ele pode ver que ela estava muito mais que surpresa, estava incrédula, então percebeu que era ele que teria que tomar a frente.

-Entao Sol, vamos, podemos tentar?

-Mas e se não der certo? Eu vou te perder até como irmão?

-Como você pode saber que não vai dar certo? Toda a vida eu beijei as bocas erradas, eu abracei as garotas erradas e nunca senti nada... E agora com você tudo encaixa, é como se fosse você que eu esperei todo o tempo... A minha garota certa, a minha garota predestinada. Como pode não dar certo?

-Você não me conhece de verdade, eu mudei muito, não sou aquela menina que gosta de pôneis e pirulitos, e se eu não combinar com você?

-E se eu não combinar?

-Você sempre foi o MEU garoto certo, o meu sonho e meu príncipe, mas eu não fui o seu sonho...

-Como pode dizer isso? se eu só comecei a sonhar quando você voltou pra mim? E se a gente tentar?

-Podemos fazer um teste, com calma e sem grandes expectativas, e se não der certo...

-Depois a gente pensa nisso, se precisar, porque eu sei que você combina perfeitamente aqui.

Ele a puxou e a beijou da forma que queria, lentamente, explorando cada suspiro, cada gesto e cada detalhe do corpo dela (sim porque ele não era santo, ele não ultrapassaria limites, mas faria pequenos avanços conforme ela se entregasse).

Enquanto ela estava em seu quarto pra trocar de roupa, ele conversou com Saul.

-Ela vai ser minha, será minha esposa, vai ser uma questão de tempo apenas, mas você...

-eu vou ficar de olho meu amigo, você é meu irmão, sempre lutarei suas batalhas, mas ela é minha prioridade, então eu vou ficar de olho, somente isso por enquanto.

* Saul *

Então ele estava no trem a caminho de mais uma conferência, ele sempre soube que seu amigo e sua irmã eram perfeitos um para o outro. Quando ela era mais nova ele já sabia que quando crescesse seria a garota certa, ficou com medo quando ela não quis voltar com ele na última visita, mas ainda bem que no fim ela voltou sozinha, e acabou pedindo ajuda ao seu príncipe encantado.

Ele já estava cansado de todos os meses ir para as conferências, mas como o grande herdeiro era sua obrigação. Ele pegava o trem, ou fazia uma viagem entediante de carro, chegava na sede da empresa, era bajulado, sorria, via os mesmos relatórios que já haviam sido encaminhados por email, concordava com alguns projetos e voltava, no mesmo trem chato, ou dirigia toda a noite com a maior vontade de nunca ter ido, ele teria que tentar mudar a sede de local, ou poderia persuadir a Sol ficar com essa responsabilidade.

Já dentro do último trem, havia se acomodado em seu acento, ele tentaria dormir pois assim que chegasse pretendia sair com uns conhecidos, fazia tempo que se não se divertia e aquele fim de semana estava de folga.

Foi quando em uma parada de trem fez o seu mundo parar. Somente um olhar fez seu pensamento girar, ele não sabia como, mas já via aquele ser de luz em vestido branco, vindo até ele em câmera lenta e sorrindo tão docemente como ela fazia naquele momento. Ele estava com ciúmes dos seus fones de ouvido, pois estavam perto dos pensamentos daquele anjo, os fones certamente sabiam o porquê dela sorrir tão fácil e tão puramente.

Ele estava sonhando acordado, agora ele entendia todo momento clichê e todo homem caído de quatro por uma mulher. Pois ele estava com a sensação de que se desce um passo a mais cairia aos seus pés. Era algo tão surreal que ele se viu sorrindo e aquecido por dentro.

Ele trocou de acento, queria ficar o mais perto possível, ele estava procurando uma forma de dizer oi, viu que havia um chaveiro escrito Luz, quanto juntou toda a coragem, a consciência e o bom senso, foi despertado em um pesadelo, o trem parou, e ele não havia percebido a rapidez que o tempo se movia, pois sem saber como ela já estava saindo pra fora, em um relance ele tentou alcançar ela mas o trem já havia continuado o rumo. E ele ficou ali apaixonado por alguém que não havia conhecido, querendo um beijo de alguém que estava caminhando apressadamente para longe dele, por sorte viu uma menina que alegremente tirava fotos da janela.

Como uma menina podia ser uma negociadora tão boa? Ele deu todos os lanches da sacola por duas fotos de seu Anjo de Luz. Mas valeu a pena, agora ele iria achar uma forma de descobrir quem era o amor da sua vida.

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