O QUE FAZER?

Quando ele acordou era como se a meses não tivesse dormido, apesar da dor de cabeça da ressaca sentia-se descansado e relaxado, e havia tomado uma grande decisão: ele tentaria se aproximar de Sol de outra forma, não como amigo ou irmão.

Na mesa de café ela olhava para a caneca fixamente, estava com vergonha, até que Saul cortou o silêncio.

-Como vocês chegaram? Me falaram que Gael teve que ser carregado.

-Por mim, no caso.

-Mentira, duvido que você ia dar conta de mim, eu devo ter vindo sozinho, pq até deitei no sofá capotei. Se fosse você me levaria pra cama né? - ela ficou ruborizada, deu um suspiro de alívio.

-Você é pesado, ela não ia conseguir te levar mais a nenhum lugar, fez bem Sol.

Ela pareceu menos incomodada depois dessa breve conversa, ela teve que levar os dois para o Hospital pois o carro de Gael estava lá, e de Saul estava na revisão. Ela somente respondeu com palavras curtas e acenos.

-Vai cara, me conta, que aconteceu. Ela só ficou com essa vergonha quando a gente pegou no flagra o beijo na bochecha daquele Maurícinho lembra? - então ele arregalou os olhos. -você... não...

Eles ficaram em silêncio, ele sabia que o amigo já havia percebido antes dele proprio sobre esse sentimento, mas sabia que a irmã era o tesouro e toda a vida dele então teria que ser cuidadoso com ambos.

Ele agradeceu por ter uma cirurgia de horas, assim poderia se concentrar em outra coisa e depois a cabeça estaria mais leve pra pensar direito de como dar o próximo passo.

Nos próximos dias ela fugiu de encontrar a eles, saia cedo pra faculdade e voltava tarde nos dias que eles estavam em casa. Mandava mensagens curtas para os dois sempre falando onde estava.

Ele começou com seu plano, todos os dias deixava um lírio em cima da cama dela: 1 dia "você sabe o que significa ganhar um lírio?" 2 dia"nem todos tem essa coragem" 3 dia "o significado é simples e poderoso" 4 dia "DESAFIO-TE A ME AMAR" 5 dia "Será que podemos?" E no sexto dia ele recebeu uma mensagem com fotos dos lírios em um vaso em cima da penteadeira dela e uma mensagem: "Sabe Gael, foi um ótimo primeiro beijo, obrigada" - ele passou horas vendo aquela mensagem com o sorriso mais bobo que poderia existir, todos que entravam na sala olhavam espantados e depois saiam de fininho, mas o que ela queria dizer com aquela mensagem?

Ela resolveu quebrar o gelo, então significa que não estava brava com ele, agora ele já podia dar um próximo passo.

...

-Gael, você pode me dizer o que está pensando em fazer? - Saul estava calmo depois de ouvir a história enquanto os dois jantavam na sala de plantão - sabe eu sempre soube que você gosta dela, você tinha mais ciúmes que eu, quando ela precisava de alguma coisa sempre foi você que ela procurou primeiro. Não sou contra, mas você acha que ela já está pronta? e você é só uma curiosidade ou é algo que você quer que dure?

-Eu não fiquei até agora esperando por ela? A gente achava que eram relacionamentos ruins, mas na verdade era meu inconsciente esperando ela. Eu posso esperar e fazer a ela entender. Eu tenho certeza de que ela nasceu pra mim.

Essa foi a resposta que bastou pro amigo.

No outro dia depois de sairem de um plantão cheio de acidentes e cirurgias de emergência, os dois agradeceram poder ir pra casa.

Ao abrir a porta da casa a escutaram chorando, suas malas que tinham chegado a uns dias estavam de novo na sala, e a avó a agarrava pelo braço enquanto gritava em francês pra ela algo que não compreendam bem.

-O que está acontecendo aqui? - Saul saiu em disparada até a irmã e a soltou da avó, ficando em frente delas, ela quando desequilíbrou Gael a segurou delicadamente pelos ombros e não quis largar.

_Ela vai voltar, o noivo a espera, mesmo você tendo mordido o coitado ele te aceitou de volta, pois é um excelente negócio...

_Ela não vai, ela não precisa casar com um idiota velho. Ela tem a nós. Ela vai casar com quem ela quiser e quando ela quiser, e se ela não quiser também não vai, porque ela não precisa disso.

_Ja nós comprometemos com essa família, ela vai casar sim.

_Eu sou o homem da família, se não foi ela que se comprometeu, eu também não fui, e o problema é ser comprometida? - Saul suspirou fundo, dava pra ver que em seu pensamento um plano estava sendo elaborado. -ela foi prometida a outra pessoa a muito tempo atrás.

-não brinca comigo garoto, você sabe que é importante ter palavra.

_Ele não está mentindo, quando ela tinha dez anos ela falou que casaria comigo e a tia e o tio falaram que eu seria o melhor marido para ela, e eu falei que se quando ela crescesse tivesse interesse eu casaria com ela, eu seria a primeira opção.

A avó olhou incrédula, Saul confirmava com a cabeça e Sol havia parado de chorar.

_Parem de brincadeira, ela tem que pensar no futuro, olha a oportunidade de expandir os negócios da família...

-Não vó, os negócios é só dela e meu, nada de família, voces duas ganham a pensão até a morte, mas é só, o resto eu e ela escolhemos, ela vai fazer o que quiser, ela tem esse direito, se ela quiser a gente vende fora tudo. E acabou esse papo. Se você quer visitar a gente, avisa antes e será bem recebida, mas só isso.

-Voce, você... Quer saber, acabem com tudo... Pra mim já chega, você vai se arrepender mimada! - ela ia esbofetear Sol mas em um jogo rápido o golpe foi amortizado quando Gael a puxou com delicadeza para trás.

Aquela noite eles passaram de novo na sala de televisão, e mais uma vez ele dormiu com o rosto encostado no dela. De manhã cedo ele percebeu que ela estava aninhada a ele e Saul estava tirando fotos deles dois. Ele fez um sinal de que bateria nele, e o amigo fez um sinal que deu a entender que era ele que apanharia, quando Saul foi pro andar de cima ele pode aninhar ela mais perto ainda, como aquilo era bom.

Quando ela acordou tentou se afastar de fininho, mas ele a abraçou com força.

-Não se afasta Sol, eu preciso te perguntar uma coisa, e tenho medo que você fuja. E se a gente tentasse?

-O quê... Quer.. tem... Tentar o quê?

-Eu e você... - ele a puxou pra bem mais perto e a beijou, não era essa a intensão, ele queria uma resposta, mas não conseguiu se controlar, aquela boca estava ali a centímetros, estava pedindo pra ser beijada, ela era doce e quente, como seria se aprofundar nela sem se importar com mais nada? Apenas se perder naquele momento, naquele lugar e na sua garota.

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