capítulo 7
Não consegui encarar os olhos de Benício.

Aqueles olhos transbordando sentimentos profundos…

Os mesmos olhos que choraram por dias quando morri.

Lembro-me claramente.

Depois do meu enterro, ele saiu dirigindo sozinho e sofreu um acidente terrível.

Ficou entre a vida e a morte.

— Tá bom. — Murmurei, olhando para ele com suavidade.

Benício continuava a falar, nervoso, tentando se explicar.

— Não quero me aproveitar da situação… Não quero nada em troca…

Mas, no instante em que meu "tá bom" cortou o ar, ele travou.

Os olhos arregalados.

O choque estampado no rosto.

Por um segundo, não soube o que fazer.

E, ao ver sua expressão boba, meu humor melhorou instantaneamente.

Soltei uma risada baixa.

— Eu nunca planejei ficar ao lado do Orfeu.

Ele piscou, atônito.

— Tudo isso é só uma estratégia.

Inclinei levemente a cabeça, um sorriso frio nos lábios.

— Ele é um lunático. Preciso evitar que surte.

— Se eu enfrentá-lo diretamente, perco.

Benício segurou minha mão entre as suas.

— Agora não precis
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