capítulo 10
— Porque eu também me sinto culpado pela sua morte. — Benício respirou fundo antes de continuar.

— Se eu tivesse sido mais corajoso… se tivesse te contado que foi Orfeu quem subornou sua colega de quarto para te acusar de plágio…

— Se eu tivesse te mostrado as provas que encontrei, que provavam sua inocência…

— Talvez… talvez sua vida tivesse tomado outro rumo.

Minha respiração falhou.

— Mas Orfeu disse que você gostava dele. — A voz de Benício vacilou. — Ele me perguntou se eu teria coragem de te fazer sofrer.

— Eu tive medo… medo de que você não acreditasse em mim.

— Então eu calei a boca.

As palavras saíram entre soluços.

Minha visão ficou embaçada pelas lágrimas.

Toda a minha vida…

Toda a minha dor…

Baseada em uma mentira.

Sem pensar, cerrei os punhos e o acertei no braço.

Ele chorava como uma criança.

— Me bate mais forte… — Soluçou. — A culpa é minha…

Revirei os olhos, afrouxando o cinto de segurança.

E então, o abracei.

Enquanto o socava de leve nas costas, resmunguei:

— Como vo
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