Demorou cerca de 3 horas para eles chegarem em seu destino. A casa que Hector havia construído para sua filha herdar, agora era de Luigi. O acordo que assinaram, afirmava que a propriedade estava nos nomes dos dois, porém, claramente, Luigi não iria permitir que Evangeline aproveitasse nenhuma área daquele local. Assim, a grande casa seria somente dele, principalmente quando ele desse um fim na vida da esposa.
A mulher soltou um suspiro de admiração, quando vislumbrou o local. Em toda sua idade, ainda não tinha presenciado a casa que o seu pai havia construído. Não se tratava de um lugar qualquer, mas sim de uma construção grandiosa, na qual possuía muitos ambientes, tendo como principal a suíte do casal. Sorridente, ela olhou para seu marido e o abraçou. Luigi sentiu os lábios dela tocaram o seu. Ele sentiu vontade de recuar, ainda não era a hora de demonstrar frieza.
- Estou imensamente feliz de estar finalmente com meu marido. Você é tudo que eu mais esperei Christian. - Evangeline estava mais.do que apaixonada. Era visível em seu olhar. - Não sei como eu fiquei tanto tempo sem olhar para o seu rosto, apreciar o seu sorriso lindo. Agora estamos aqui, unidos e assim estaremos para o resto de nossas vidas.
- Que assim seja.
Luigi se esforçou para dizer algumas palavras. Por ele, já havia pegado nos braços da mulher, e a jogado em um dos quartos, a trancando sem comida e sem água.
- Eu também estou imensamente feliz por estarmos juntos. Não sei como o seu pai não permitiu que nos conhecêssemos antes. Acho que isso foi até bom. Se eu tivesse repousado o meu olhar em seu rosto e em seu corpo esbelto, claramente não iria conseguir me segurar.
Ele sacou a sua mão e a beijou. Os dois sorriram. Ela era tímida, e ele um aproveitador.
- Sejam bem-vindos a casa senhor Cristian e senhora Evangeline. O seu pai pode me dar as Instruções necessárias para suprir a necessidade dos senhores. Como estão recém casados, acreditei que quisessem um local aconchegante, por isso, eu tomei a liberdade de preparar o leito dos senhores. Revesti de lençóis brancos e perfumes aromáticos.
- Muito obrigada...
- Chery.
"Chery." O nome foi pronunciado da boca de Luigi suavemente, detalhando cada letra do nome da mulher em um gesto sedutor. Chery, uma mulher de um pouco mais de trinta anos, sorriu disfarçadamente para ele. Ligeiramente algo quente fez com que ela apertasse as pernas uma na outra. Era nítido o efeito que Apollo trazia consigo, sua beleza estonteante, e seu olhar sedutor, iludia qualquer uma.
- Obrigada por preparar tudo Chery. Sinto que seremos grandes amigas. Espero aprender tudo com você sobre como cuidar de uma casa e de um marido.
Ela apertou a mão da mulher e em puxou seu corpo para um abraço, a fim de demonstrar confiança. Bom, não seria ótimo confiar nessa mulher?
Ao entrar na sala de estar, o casal ficou encantado. Era maior do que ambos imaginavam, e tudo era revestido a ouro. Claramente os negócios de Hector não eram bons somente na matilha, mas na cidade. Hector era milionário. Mesmo sendo lobo e vivendo na floresta, ele se interessava bastante pelo mundo dos humanos, e por isso o casamento de sua filha foi baseado em acordos urbanos.
- Eu vou tomar um banho e me preparar. Mais tarde nos encontramos. - Evangeline disse.
Com um sorriso de lado, Luigi concordou, e ficou parado no meio da sala, vislumbrando sua mulher subir as escadas. Ele umedeceu os lábios. Esse jogo estava ficando interessante demais. Antes de revelar sua verdadeira identidade, ele iria brincar um pouco com a mulher. Se ela estava achando que seu suposto noivo era carinhoso e amoroso, estava enganada.
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A noite caiu e com ela Evangeline esperava Apollo adentrar ao quarto. Com uma camisola de renda fina, ela ajeitou o robe, com um pouco de frio. Já era tarde da noite. Ela não entendia porque Luigi ainda não havia subido. Após esse pensamento, demorou cerca de meia hora, e a porta foi aberta em um estrondo. Ela pulou no mesmo lugar. Assustada, colou a mão no coração, e aos poucos foi acalmando seus batimentos. Quem havia chegado era seu marido, extremamente bêbado, cambaleando e um pouco zonzo.
- Você bebeu?
- Só um pouquinho. - Ele sorriu. - Eu vou tomar um banho para tirar esse cheiro do corpo.
Evangeline sentiu que deveria ajudar. Caminhou até o banheiro, e assim pôde ajudá-lo a se banhar. Ele ainda havia permanecido com as roupas, então ela não pode ver o corpo do homem, mas imaginava como seria e isso estava deixando ela a salivar.
Voltou para cama e esperou que ele retornasse. Com os cabelos úmidos e recuperado de sua sensatez, Luigi caminhou até ela. Ele ergueu a mão direita e acariciou o rosto de Evangeline. Ela fechou os olhos agraciada com o toque do amado.
Luigi pensou por alguns segundos se realmente deveria possuir o corpo da mulher, como se fosse o noivo assassinado que ela possuía. Ele sorriu de lado. Como haviam matado seu pai a sangue-frio, ele tinha o direito de brincar com o coração da filha do assassino.
Tirando o robe, ele desceu a alça do vestido da mulher e aos poucos ele foi caindo. Com a metade do corpo descoberta, Luigi pôde presenciar os seios dela. Ele não queria prestar atenção neles, mas chamavam atenção demais por seu tamanho e assimetria. Ele não entendia como uma mulher tão miúda, poderia ter seios tão fartos.
Sem pensar muito, ele empurrou os ombros dela para que caíssem ao colchão, e subiu ao seu corpo. Com o polegar, o lobo acariciou a boca da mulher, arranhando seus lábios com sua pele áspera.
- Eu prometo que essa será a melhor noite de sua vida. - Ele sussurrou.
O lobo arrancou o restante da camisola dela, a deixando nua. Colocando a cabeça por meio das pernas dela, ele supriu a sua fome. Evangeline ergueu o corpo. Ela nunca havia sido tocada, e esse ato lhe causou convulsão. Luigi sugava tudo que podia, ele não queria pensar em ser delicado, então agiu do seu próprio jeito. Segundos depois, ele subiu, pegou as mãos da mulher e a colocou em cima da cabeça dela, as prendendo.
- Não vai doer nada. - O grito de Evangeline disse o contrário.
Luigi tamborilou os dedos na mesa, enquanto organizava algumas pendências. Ele possuía alguns negócios na cidade, os quais estavam dando bastante lucro. Ele soltou a caneta, e colocou as mãos ao cabelo. Se o seu pai estivesse vivo, estaria orgulhoso do homem que ele havia se tornado. Ele sorriu triste. Era uma pena que a vida tinha ido para outro caminho e felizmente a possibilidade de afetar o assassino de Orion, estava no quarto acima.Evangeline iria pagar muito caro, e o seu martírio já havia começado desde a noite anterior, quando seu marido adentrou em suas carnes com o extrema força, fazendo-a gritar de dor. Era a primeira vez da moça, seu primeiro contato com homens e a experiência não foi boa. Luigi não estava ali para fazer ela se sentir extasiada, ou feliz de algum modo. Queria que ela sofresse de todas as maneiras, que tivesse uma noite terrível, e conseguiu. O lobo concluiu que ela estaria terrivelmente chateada com ele e tinha razão.Evangeline dava pequenos passos, enqu
Estar com Luigi era tudo o que Chery queria. Logo assim que ela repousou os olhos em seu patrão, seus olhos se encheram. Imaginava que ele era bonito demais para se casar com uma jovem tão sem virtudes como era Evangeline. Queria fazer de tudo para levá-lo rapidamente para a cama, mas ela não imaginava que seria por desejo dele, e por surpresa logo um dia depois, exatamente na noite de núpcias, ela já estava cavalgando enlouquecidamente no colo de dele.Tudo começou no momento em que ela havia acabado de lavar a louça do jantar. Ela limpou a mão em seu avental e foi surpreendida com um aperto forte, era o lobo. Ele era o homem que podemos classificar de cafajeste. Não existiam sentimentos em seu coração, e a única coisa que ele queria era poder enfiar bem forte em todos os lugares que conseguisse. As mulheres eram o seu vício, por isso, o lobo era fissurado em métodos bdms, e não se ausentava em fazer de todas as formas que conseguia.- Desde o momento em que repousei os meus olhos em
Após ter descoberto, ou melhor, escutado toda revelação que saiu da boca de Luigi, Evangeline não queria mais chorar. O seu coração ainda estava triste pela morte de seu noivo. Ela não imaginava, que na mente de alguém, poderia haver tanta perversidade, ao modo de matar o homem da sua vida e toda sua família em prol de uma vingança. Mesmo que tudo tenha sido uma farsa, ela nutria um sentimento bom por seu marido. Poderia ser sadomasoquismo. Ela se interessava pela sua personalidade, e se culpava por isso. Nesse momento, ela deveria estar o odiando, declarando que jamais voltaria a olhar em sua face, contudo, não era isso que o seu coração lhe mandava. A todo momento que via o companheiro, o seu peito batia intensamente, com a vontade de ir ao seu encontro.A sua traição ainda estava perturbando a mente da mulher, ainda mais quando via Chery perto de seu amado. Toda vez que isso acontecia, a loba dava um jeito de se meter na conversa dos dois, para interferir qualquer a aproximação de
Evangeline só sabia gritar. O sangue de sua mãe escorria pelo chão, enquanto o lobo a puxava. Os outros que o acompanhavam trataram de fazer o mesmo com os guardas da família. A jovem estava em choque. Colocou as mãos dentro dos cabelos não acreditando na cena vista. Eles avançaram no corpo da mãe, a fim de arrancar sua cabeça. Evangeline virou o rosto. Ela estava anestesiada. Balançava a cabeça repetidamente, negando que isso havia acontecido. Não queria acreditar que Luigi havia sido tão ruim a esse ponto.Dentro da casa, olhando pela janela, ele sorria. Quem mandou me desafiar, ele pensou. Ele ordenou que dois homens fossem resgatar sua esposa. Ela não teve reação, somente deixou com que levassem o seu corpo, para a direção que nem mesmo ela sabia. Algo se contorceu em seu coração ao se deparar com seu marido descendo as escadas, com um sorriso irônico no rosto.- Desgraçado!Ela se soltou dos guardas, e correu em direção a ele. Com socos audíveis, ela bateu no peito do homem, deix
Luigi relaxou quando Chery deixou com o que o seu membro entrasse na boca dela. Ela sabia o que estava fazendo, e fazia com excelência. Não era típico se relacionar com empregadas, mas essa era uma situação a parte. Todo o estresse que havia acontecido recentemente, fez com que ele ficasse tenso, sendo necessária uma boa massagem, e isso Chery sabia dar.Ele colocou a mão no cabelo da mulher, a forçando ir fundo e mais rápido. A única coisa que ele não contava, era que o seu irmão abriria a porta. No mesmo momento em que os olhos de Luigi fixou os de Edward, o lobo soltou da empregada a fazendo cair ao chão.- Que grande surpresa você aqui meu irmão. Eu não imaginei que iria te encontrar tão cedo. Ele subiu as calças, enquanto pedia para que ela continuasse abaixada. Não queria que seu irmão visse a mulher.- Não precisa esconder a empregada. Percebi muito bem que ela estava lhe fudendo com a boca, ou era você não estava fazendo isso com ela? O silêncio reinou no ambiente. - Enfim, eu
Com Evangeline ao seu lado, Edward foi até a passagem que havia chego. Seus olhos saltaram, assim que percebeu que havia guardas na saída. Ele olhou para a mulher que estava indecifrável. Evangeline não tinha reação. Ela ainda estava bastante abalada pela morte de sua mãe. Era muito estranho quando se enxerga a pessoa com vida, e poucos segundos depois, ela falece. A mulher não queria acreditar que isso era verdade. De uma terrível vingança, elaborada por muitos anos, dezenas de mortes estava ocorrendo. Isso era só o começo.O alfa puxou o seu braço, e correu o mais rápido que pôde para tentar outra saída.- Merda.A parte da frente da casa, também estava repleta de pessoas. Com certeza, Luigi mandou reforçarem as entradas e saídas, para que Hector não o surpreendesse. Então decidiu voltar para o porão, onde Evangeline estava. Vislumbrou o corpo do irmão caído. Sabia que o seu soco era intenso e provavelmente quando ele acordasse, não se lembraria de nada, como se perdesse uma parte d
No final da noite, com a tempestade se agravando, Luigi acordou e ele realmente não se recordava de nada do que havia ocorrido no porão. Ele está a se sentindo um tanto enjoado, e Chery indo ao seu escritório toda hora, com o intuito de perguntar se podia servi-lo alguma coisa, estava lhe perturbando. Ela era inconveniente. Até que chegou ao ponto que ele ofendeu a mulher, e ela, como todas as outras, saiu chorando como uma menina frágil. Ele rolou os olhos. Sempre tendo que lidar com mulheres interesseiras que acham que no final de tudo ele iria se apaixonar. Aquele coração não, o coração do lobo era de pedra, e ele não estava se importando com isso.Relacionamentos para Luigi não eram fundamentais, mas sim, expelir o prazer intenso em todas que tiver vontade. Ele mordeu o lábio inferior quando se lembrou da noite que teve com o Evangeline. Ela não era uma mulher por qual ele se interessaria, ela era muito frágil, tímida, e inibida, porém, o seu corpo era surpreendente, o que causava
—O que você vai fazer comigo? Evangeline perguntou, seus olhos estavam arregalados, assustada com o ímpeto do marido. O roçar de suas mãos fortes segurando o seu pulso ainda irradiavam tensão na pele ávida da mulher.Ele andou de um lado para o outro. Estava atordoado e ao mesmo tempo pensativo. Era um misto de emoções que nem mesmo Luigi conseguia discernir. Ao mesmo tempo que queria ver Evangeline distante, não conseguia deixar que ela escapasse com seu irmão. A sensação de posse, era evidente, ele não poderia esconder isso. —Você quer me matar. Isso já está claro. A única coisa que eu não sei, é porque ainda me quer por perto. —Para me vingar! Vingança, Evangeline. Eu era apenas um garoto quando seu pai acabou com a vida do meu. Ele não teve a mínima piedade ao acabar com uma amizade de anos. Porque eu teria piedade de você? A sua voz era um sussurro, ele caminhou vigorosamente até a mulher. O quanto mais ele caminhava, mas o corpo da jovem se debruçava a parede. Dessa vez, não