16. NÃO ME RENDEREI

LYRA

Me senti como um pedaço de carne ali parada, no meio daquela praça rústica, com todos aqueles olhos lascivos me devorando de cima a baixo.

Eram meus “pretendentes”, e a verdade é que eu nunca imaginei que seriam tantos.

—Quem conquistar a fera mais poderosa poderá reclamar esta fêmea!

Com esse rugido, o Alfa deu início a essa loucura.

Meu olhar vagava por todos os lados, procurando por ele.

Ele não estava na caverna, e também não apareceu na praça.

Vi os homens partirem, com o coração apertado no peito.

Os olhos perigosos de Verak me encaravam de longe, de pé ao lado de uma cabana.

Eu sabia que ele estava tramando algo, que não ficaria de braços cruzados. Começava a me arrepender de ter proposto essa competição.

De que adiantava tudo isso se o macho que eu desejava não ia participar?

“Dá um voto de confiança, acho que o nosso selvagenzinho vai surpreender a gente” —disse Aztoria, mas eu também podia sentir a inquietação dela.

“É bom mesmo, porque se o Drakkar me rejeitar de novo
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