Capítulo 25

**Benicio de Alcântara e Leão**

O vento úmido da mata fechada parecia sussurrar segredos antigos, enquanto eu seguia aquela mulher estranha, meu coração batendo em um ritmo descompassado. Cada passo meu era um golpe seco no chão, minhas pernas bambas e a mente tomada por uma única imagem: Luana. Eu precisava dela viva, precisava sentir o calor do seu corpo, ouvir sua voz, saber que ela ainda estava comigo. O medo era uma faca afiada, cortando qualquer resquício da minha famosa frieza.

“O que aconteceu, ela piorou?”

A mulher que me guiava mantinha o rosto impassível, o que apenas aumentava minha angústia. Eu, que sempre tive o controle, agora me sentia um menino perdido, desesperado por uma resposta que ninguém me dava.

“Preciso que você venha comigo,” ela disse, sem olhar para trás.

“Me diga, o que aconteceu com a minha mulher?” Minha voz saiu rouca, quase um grunhido.

“Venha e veja você mesmo.”

Segui a passos largos, quase atropelando aquela mulher que caminhava com a calma irritant
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