LizImagina se eu estiver grávida? Eu paro e não consigo lembrar a data da minha última menstruação, isso está me deixando cada vez mais confusa e com vontade de chorar. Se fosse em outro momento, eu ficaria muito feliz em ter um bebê com o Henry, mas estamos prestes a nos separar. — Tchau, Liz. — Saio do meu transe quando Ana fala alguma coisa e me sacode pelo braço.— Ah, tchau, Ana, até amanhã. — Nem sei o porquê eu falei até amanhã, pois é domingo e não tínhamos combinado nada.— Até.Ana sai do carro e Henry vai direto para minha casa.— Vou dormir na sua casa hoje. — Quem deixou? — Ele acha que é quem?— Você me falou hoje cedo: o que é meu é seu, e o que é seu é meu, lembra dessas palavras? — Merda!— Um dos quartos deve estar pronto, Sandra sempre deixa tudo organizado.Continuamos em silêncio mais alguns minutos, até que...— Você está bem, Liz? — Henry pergunta.— Por que não estaria? — Agora eu o encaro, será que eu deveria dizer que posso estar esperando um filho dele?—
LizSento na cama e espero ele começar a falar, mas não consigo, o cheiro do meu creme começa a embrulhar meu estômago e corro para o meu banheiro, colocando tudo para fora, ainda bem que é apenas o vinho que bebi.— Liz, o que você tem? — Esqueço de fechar a porta do banheiro.— Sai daq... — Não consigo terminar de falar e volto a vomitar, enquanto ele segura o meu cabelo. — Dro... — Tento falar alguma coisa, mas nada sai.Depois de um tempo, tento me recompor, dou a descarga, lavo minha boca e escovo meus dentes. Por fim, decido tomar outro banho. Henry observa tudo e não fala nada.Tiro minha camisola e entro no box, ele tira a sua cueca e também entra e me abraça por trás, não protesto, me faz bem ter ele por perto. Ele pega o sabonete e desliza por todo o meu corpo, e só em chegar perto dele percebo a sua ereção.— Só quero aproveitar o momento. — Ele fala isso, me dá um selinho e volta a lavar o meu corpo.Depois do nosso banho, seco o meu cabelo mais uma vez e pego uma camisola
LizAcordo com a claridade que vem da janela.Me sento na cama... e me lembro da noite anterior, ou melhor, da madrugada anterior. Henry ainda deve estar aqui, já que eu não o atendi quando tentou falar comigo.Fico deitada por um longo tempo, logo depois resolvo me levantar, tomar um banho e fazer minha higiene pessoal. Visto um macacão de pano mole preto, coloco minhas pantufas de pelinho e no cabelo faço um coque meio solto.Respiro fundo e vou para cozinha, preciso comer. O pior de tudo é que a Sandra e o Petter estão de folga, ou seja, só tem eu e o Henry nessa casa enorme. Desço com todo o cuidado possível, pois não sei se o Henry continua aqui e qual será sua reação após todo o acontecimento da madrugada.Assim que chego na cozinha, pego todos os ingredientes que preciso e faço a massa para um bolo de chocolate. Ligo o forno para aquecer e depois que coloco a massa na forma e levo ao forno, começo a limpar a bagunça que ficou. Depois de tudo, preparo um café e um chá de camomil
Liz— Tá! Eu vou pensar. — Respiro fundo. — Na verdade, eu tenho que falar com o Pedro. — Henry fica imóvel e seu maxilar trinca.— Esqueci que você namora ele.— É um namoro de fachada.— Não foi o que me pareceu.— Ele gosta da Ana e me pediu para ser sua namorada, para fazer ciúmes nela. — Dou um sorriso amarelo.— Mas ele te beijou.— Eu sei.— O cara do bar também te beijou.— Eu não esperava por aquilo.— Mas você correspondeu. — Ele indaga e franze o cenho. — Eu o empurrei enquanto você conversava com a Ana. — Faço uma pausa e o encaro. — Por um segundo achei que você a beijaria.— Por um segundo eu também achei que a beijaria. — Fecha os olhos. — Se eu a beijasse, seria por culpa do meu irmão.— O que o seu irmão faz aqui? — Tento mudar o rumo da conversa.— Ele veio passar uns dias e resolver umas coisas.— É assunto da máfia? — Ele assente com a cabeça.— Sim, meu pai acordou e ele quer saber quem é o traidor. — Ele faz uma pausa. — Você poderia conhecer o meu pai. — Ele sor
LizAbro meus olhos com uma pequena dificuldade, a claridade ainda me incomoda muito. Henry está sentado na cadeira ao lado da cama em que estou, sua cabeça está em cima das minhas pernas e uma das suas mãos segura a minha.Tento mexer minha mão, ou um dos meus dedos e nada. Tento mais uma, duas, três, quatro vezes e nada novamente. Sinto que tem alguma coisa na minha boca e não consigo falar, sinto minha garganta seca, preciso de água, mas ninguém entra e Henry não acorda.Fico lá parada com os olhos abertos, esperando que o Henry acorde ou que alguém entre por um longo período de tempo.Alguém abre a porta, e para minha alegria é uma enfermeira.— Signora McNight? [Senhora McNight?]— Ela fala em italiano e não consigo entender, não acredito que estamos na Itália.Ela sai do quarto e Henry acorda quando ela b**e à porta, passa as mãos no rosto, e seu cabelo que já está bagunçado, fica pior. Quando ele me olha e percebe que estou acordada, sorri para mim, seus olhos já estão lacrimejan
HenryVer Liz daquele jeito, vomitando, me fez ficar mal, parecia que eu era o motivo.Eu só queria cuidar dela, espero que ela tenha sentido isso quando tomamos banho juntos. Fazia tempo que não aproveitávamos algum tempo juntos, que não tivesse sexo envolvido.Após algumas horas dormindo ao seu lado, acordo e percebo que Liz não está na cama, me levanto e vou até o banheiro do seu quarto vendo que ela também não está lá.Desço e vou até a cozinha na ponta dos pés e a encontro lá, toda linda e comendo um pedaço de bolo de chocolate, as 3h da manhã.Ela está concentrada em seu bolo e nem percebe a minha chegada.— Vai me contar o que está acontecendo? — Ela leva um susto com a minha pergunta, mas não me olha e fica encarando o bolo.— Do que você está falando? — Ela finge não entender e eu me sento ao seu lado.— Você está estranha. — E realmente está, desde quando estamos juntos eu nunca tinha visto ela levantar de madrugada para comer, e mais uma vez ela me ignora e volta a comer. —
HenryAcordo com a claridade que vem da janela e com o meu celular tocando, uma mensagem do Guilherme.[Guilherme, hoje às 7h11]: Agendada às 9h, Andres Myh.Perfeito, agora só preciso avisar a ela.Levanto da cama e vou até o banheiro, pego uma escova de dentes que está embalada, faço minha higiene e visto minha roupa da noite anterior, até o Guilherme chegar com minhas roupas limpas.Saio do meu quarto e percebo que Liz já está de pé, pois não está no seu quarto.Assim que chego na cozinha, vejo ela terminando de fritar uns bolinhos, o cheiro está bom, mas o cheiro do café está maravilhoso.— Bom dia! — Ela leva um susto de leve.— Bom dia! — E ela sorri, como se a noite anterior não tivesse existido. — O bolo está quase pronto. — Ela continua falando como se realmente nada tivesse acontecido. — O café acabou de sair e tem uns bolinhos fresquinhos.Ela fala e já vai colocando tudo na ilha, me aproximo dela e seguro o seu queixo, seu cheiro é bom, é suave.— Me perdoa?— Pelo quê? — E
Henry— Henry… — Acordo com ela me sacudindo, só aí eu percebo que acabei dormindo.— Quê? — Reluto em abrir os meus olhos.— Henry, acho que tem alguém aqui. — O quê? — Droga!— Eu ouvi um barulho, mas não sei dizer de qual parte da casa.— Você fechou a porta dos fundos?— Eu… Eu… Eu não me lembro. — Merda!— Fique aqui. — Me levanto, vou nas pontas dos pés na direção da cozinha.Assim que eu chego na porta, tem um cara encapuzado, ele está procurando alguma coisa na cozinha, mas quando eu esbarro na cadeira, ele vira para mim e atira.— Henry. — Liz me grita, assim que ouve o tiro. O cara encapuzado arregala os olhos em direção à sala.Ele aponta a arma em minha direção e percebo que em cima da ilha tem um cepo de facas, então aproveito e pego uma delas e atiro em sua direção. Ela passa raspando no seu braço, isso faz com que ele solte a arma e aproveitando da sua distração, corro em sua direção e começo a socar a sua cara, com ele colocando os braços na frente do seu rosto para te