Ao ver aquela cena, Gabriel quase explodiu de raiva:— Michel, solte ela! Eu não vou permitir que você toque nela!Ele avançou, tentando separá-los à força.Michel, no entanto, apenas deu um pequeno passo para o lado, e Gabriel, sem equilíbrio, caiu desajeitado no chão. Rolou até parar, parecendo completamente patético.Ao redor, as pessoas observavam a cena como se fosse um espetáculo, murmurando entre si:— Bem feito! Fez tanta coisa errada, agora está pagando o preço.— Amor tardio não vale nada! Se arrependimento matasse, não teria feito o que fez.Michel olhou para Gabriel com um sorriso frio e zombeteiro:— Sr. Gabriel, vou te avisar pela última vez: pare de nos importunar. Lorena agora é minha esposa, e será minha esposa para o resto da vida. Você perdeu. Acabou.Gabriel, com dificuldade, levantou-se do chão:— Casamento pode acabar! Um divórcio resolve tudo. Michel, não se ache tanto. Lorena me ama, não você!— Você não sabe que casamento militar é protegido por lei? — Michel r
Michel, no entanto, controlou-se e estacionou o carro em frente a uma farmácia. Pouco tempo depois, voltou carregando uma sacola, abriu a porta do lado do passageiro e, sem dizer nada, tirou as meias de Lorena.Lorena o olhou, confusa:— O que você está fazendo?— Vou dar uma olhada no seu pé. Você não disse que torceu? Se estiver inchado, pode piorar.— Obrigada.Os gestos cuidadosos de Michel tocaram Lorena. Impulsivamente, ela se inclinou e deu um beijo leve em sua bochecha. Foi um gesto rápido, quase como o toque de uma borboleta, mas o suficiente para fazer Michel corar até a raiz dos cabelos.Ele estava acostumado a provocá-la, mas, quando foi ela quem tomou a iniciativa, Michel ficou completamente sem jeito. Suas mãos hesitaram, e o rosto vermelho o denunciava. Lorena, percebendo a reação dele, riu baixinho:— Então o General Michel também sabe corar?— Quem está corando? — Michel retrucou, tentando disfarçar.Ele começou a massagear o tornozelo dela com cuidado, mas, ao pressio
— Eu quero que ela venha me ver. Quero que ela volte para casa comigo. — Gabriel disse, a voz rouca de desespero.— Isso não vai acontecer. — Michel respondeu friamente, tirando o celular do bolso. — Se você não for embora agora, eu vou chamar a polícia.— Chama! Chama a polícia! — Gabriel gritou, fora de si. — Lorena nunca vai me deixar ser preso! Ela não vai me abandonar, eu sei que não vai!— Vamos ver então.Michel não hesitou. Chamou os policiais, e, minutos depois, Gabriel foi arrastado para longe, mesmo enquanto continuava gritando o nome de Lorena.Dentro da casa, Lorena estava sentada confortavelmente no sofá ao lado da mãe de Michel. As duas conversavam animadamente sobre uma novela cheia de intrigas amorosas. Elas riam e comentavam como se nada estivesse acontecendo do lado de fora.De repente, o celular de Lorena tocou. Ela olhou para o número e viu que era da delegacia:— Srta. Lorena, por acaso a senhora conhece o Sr. Gabriel? Ele está aqui, visivelmente embriagado, causa
Depois que Lorena partiu, Gabriel saiu lentamente de trás da coluna onde estava escondido. Ele havia visto com seus próprios olhos a mulher que amava indo embora, e a dor no peito era insuportável, como se cada passo dela fosse uma facada em seu coração.Ele a amava tanto. Não conseguia esquecê-la, por mais que tentasse. Mas agora ela o odiava, não queria mais vê-lo e fazia questão de deixar isso claro.Mesmo assim, Gabriel não estava disposto a desistir. Ele decidiu que iria esperar por ela, o tempo que fosse necessário.Durante o mês seguinte, Gabriel mudou muito. Começou a tentar ser alguém melhor, na esperança de que, quando Lorena voltasse, ele tivesse uma nova chance. Quando soube que ela finalmente estava de volta, correu para o aeroporto. Mas, para sua decepção, não conseguiu encontrá-la. Um mês sem vê-la, e a saudade o consumia.Enquanto isso, Lorena, ao descer do avião, foi direto para o hospital. Gabriel, ao descobrir seu paradeiro, correu até lá. Quando chegou, viu Lorena e
— Pai, o senhor não disse que eu tinha um noivo de um casamento arranjado quando eu era criança? Pois bem, ligue para ele e pergunte se ele quer ser o noivo. Vou me casar no dia primeiro do próximo mês, e estou precisando de um.Do outro lado da linha, o pai dela Daniel ficou em silêncio por alguns segundos:— Você não estava planejando se casar com o Gabriel Costa e organizando o casamento? O que foi, ele fez algo com você?— Pai, só pergunte a ele.— Tudo bem, minha filha. Desde que você esteja certa da sua decisão, só quero que seja feliz.Com os olhos marejados, Lorena Borges respondeu com firmeza:— Eu serei, pai!Lorena havia amado Gabriel com todo o seu coração. Para ela, ele era o homem da sua vida, o destino que ela escolheu. O casamento já estava marcado, e ela sonhava com o dia em que se tornaria a esposa dele. Mas, há pouco, tudo mudou.Uma hora antes, Lorena vestia um deslumbrante vestido de noiva branco e se olhava no espelho. O caimento perfeito realçava suas curvas, tor
Ao chegar em casa, Lorena começou a arrumar suas coisas. No meio da arrumação, Gabriel apareceu:— Lorena, assim que terminei os assuntos da empresa, vim direto para cá. Sentiu minha falta?Ele segurava um grande buquê de rosas vermelhas e o estendeu para ela:— Comprei especialmente para você. Sinto muito por não ter ficado com você até o final na loja de vestidos. Estou aqui para me redimir com a minha princesa.Ao olhar para as rosas já ligeiramente murchas, Lorena sentiu uma mistura de raiva e vontade de rir. Era óbvio que aquele buquê era o mesmo usado no pedido de casamento que ele havia feito para outra mulher. Era isso que ela merecia na visão dele? Flores que já tinham cumprido o propósito e seriam descartadas?— Está rindo de quê? — Gabriel perguntou, visivelmente desconfortável.— Nada.Lorena pegou o buquê, mas sua visão periférica captou algo ainda mais revelador: uma marca de batom no colarinho da camisa dele. O tom vermelho vibrante era impossível de ignorar.Ela levanto
Depois de finalmente acalmar Lorena, Gabriel tentou, como de costume, beijar o canto de sua boca, mas ela o afastou.Ele ficou visivelmente constrangido, pigarreou e, tentando disfarçar, estendeu a mão pedindo algo:— Certo, e o meu presente? Você disse que tinha algo para mim.Lorena pediu que ele esperasse e subiu para o quarto. De lá, pegou os convites de casamento que havia escolhido junto com Gabriel semanas atrás. Com calma, ela riscou os nomes originais dos noivos e, no lugar, escreveu Lorena Borges & Michel Frota. Colocou o convite dentro de uma caixa e desceu as escadas.Ao entregá-la para ele, Gabriel franziu o cenho, curioso:— O que é isso?Ele tentou abrir a caixa, mas Lorena segurou sua mão, impedindo-o:— Só abra no dia primeiro do próximo mês.Ao ouvir a data, Gabriel ficou visivelmente tenso. A mão que segurava a caixa tremia levemente. Essa não era a mesma data do casamento que ele havia planejado com Helena?— Por quê?— Porque o dia primeiro do próximo mês seria o n
Gabriel ainda hesitava ao telefone quando Lorena entrou na sala de repente:— Com quem você está falando?— Ah, é só o Bruno e o pessoal. Eles querem que eu vá tomar umas cervejas.— É mesmo? Faz tempo que não os vejo. Acho que vou com você. Também estou precisando de uma bebida.Lorena queria ver até onde eles conseguiriam manter a mentira caso ela estivesse presente.Gabriel tentou de tudo para convencê-la a não ir, mas ela foi irredutível. Ele, frustrado, abaixou a cabeça e começou a mexer no celular, avisando Bruno e os outros sobre a inesperada visita de Lorena.Quando chegaram à sala reservada no bar, Lorena notou de imediato os amigos de Gabriel. Eles estavam sentados, comportados como nunca, bebendo suas cervejas em silêncio. Não havia nenhuma mulher por perto, nem mesmo as acompanhantes habituais. Assim que a viram, todos se levantaram em uníssono:— Boa noite, Lorena. Pode ficar tranquila, hoje não tem nenhuma mulher aqui, só nós, os rapazes.Lorena ergueu uma sobrancelha, de