Capítulo 21
— Gabriel, você tem ideia do que está dizendo? O que eu carrego no meu ventre é seu filho! Seu próprio sangue! E você tem a coragem de me dizer que quer que eu o tire? — Helena gritou, a voz embargada pela dor e pela incredulidade.

Gabriel ergueu o olhar, o rosto inexpressivo, tão frio quanto uma máquina desprovida de qualquer sentimento:

— Para ser exato, isso ainda não é uma criança. Ainda nem completou um mês. É apenas um conjunto de células.

Os lábios finos dele se moveram com suavidade, mas as palavras que saíram eram impiedosas como uma lâmina.

— Células? — Helena repetiu, incrédula com a crueldade do que ouvia. Ela balançou a cabeça e deu alguns passos para trás, como se precisasse escapar daquela realidade. — Gabriel, é o seu filho! Como você pode dizer isso?

— Filho? Que filho?

Antes que Helena pudesse responder, os amigos de Gabriel entraram pela porta, trazendo a conversa a um abrupto silêncio. Ao ver o rosto devastado de Helena, com os olhos vermelhos e as lágrimas escorren
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