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Capítulo 6 - Leonardo Rossi

Não vou negar, fiquei meio paralisado quando vi a mulher parada diante de mim, se ela não fosse uma boa canditada para trabalhar, pelo menos era um belo colírio para os olhos, seus longos cabelos escuros emolduravam seu rosto e desciam como uma cascata por suas costas, belos olhos verdes, que eu também podia notar, tinham uma expressão levemente assustada ao me ver, era uma expressão comum em entrevistas de trabalho certamente.

Sua pele clara contrastava com a camisa azul que ela estava usando, e seus lábios tinham um batom suave, um pensamento muito rápido me atravessou, como será que deveria ser beija-la? O QUE? Peraí, que porra é essa Leonardo, ela é sua potencial funcionária e isso não é nada profissional, foco.

Ela estende a mão para me cumprimentar, um cumprimento respeitoso, mas noto seu aperto firme, demonstrando segurança, faço sinal para que ela entre na sala, ela entra e se acomoda na cadeira frente a minha mesa, sua feição até agora é inabalável, mas ela será a certa para a função? Vamos descobrir.

- Vejo em seu currículo que trabalhou por um longo período em outra empresa, por que a saida?

- Bem Sr. Rossi, acredito que não seja segredo que a empresa está passando por dificuldades financeiras, infelizmente fui um corte de gastos

Ao contrário do que pensam, quando uma empresa passa por um problema financeiro, geralmente descartam os funcionários da base da pirâmide alimentar primeiro, tentando salvar os seus belos pescoços de colarinho branco, entendo o que ela quer dizer com isso.

- Entendo, Srta. Duarte não deve ter sido agradável como finalizaram seu contrato

Ela suspira

- Meu antigo chefe sempre foi muito bom, inteligente e respeitoso, tenho total respeito pelos anos que trabalhei lá Sr. Rossi, eles estão fazendo o que acreditam ser necessário para salvar a companhia, não sou eu quem vai julga-los

Elogiando o chefe? Essa é nova.

Ela me fala um pouco sobre suas antigas atribuições e sua experiência de trabalho, de fato ela parece boa no que faz, mas somente boa não é o bastante, quero ver o quanto ela aguenta.

Ela continua respondendo uma por uma das minhas perguntas sem sequer piscar, ela não gagueja, sua postura não se abala, estou começando a achar que Lúcia estava certa, eu realmente gostei dela, e vou para a última pergunta.

- Você é casada Srta. Duarte?

Sim, eu sei que é indelicado de se perguntar, mas gosto de saber com o que estou lidando, já passei por isso antes, a depender da resposta, algumas pessoas vão verificar esse relacionamento, não tenho o menor interesse em maridos ciumentos atrapalhando o trabalho das minhas funcionárias.

Eu sei que sou um homem atraente, não é prepotencia, o espelho é claro como o dia, e secretárias executivas passam muito tempo com seus chefes, viajam acompanhando o trabalho, as vezes precisam ficar depois do horário, quero saber da disponibilidade dela, se não terá um marido dando escandalo na porta da empresa inventando um suposto caso comigo, o que não aconteceria de forma alguma porque eu tenho uma regra muito clara, nada de se envolver com funcionárias.

Mesmo assim, depois de passar por todo tipo de pergunta profissional com inteira destreza, é essa pergunta que a abalou, percebo que ela engole seco, em uma olhada rápida em suas mãos vejo que ela não usa qualquer aliança, mas mesmo que não tenha marido, nada impede de ser um namorado.

Seu olhar até então amigável, se endurece, provavelmente toquei um ponto sensível, interessante, vamos ver como ela lida com a pressão.

- Uma pergunta um tanto invasiva para uma entrevista de emprego não acha Sr. Rossi?

Ela não perde a compostura, permanece educada e firme, mas não deixo de notar sua lingua afiada.

- Bom Srta. Duarte, gosto de saber sobre meus funcionários 

- Ainda não sou sua funcionária, e não vejo como isso muda minha candidatura, a não ser claro que ser uma mulher solteira seja um novo requisito no mercado de trabalho

Estreito os olhos em sua direção, claro que prezo por meus funcionários saberem se posicionar, e ela pode ser afiada, mas é bom se lembrar que o dono da empresa sou eu.

- Gostaria de lembrá-la que o chefe aqui sou eu Srta. Duarte

Ela me olha com desdém, COM DESDÉM, e se não fosse por sua postura inabalável até agora, eu juraria que ela iria arrancar meus olhos.

- E se por ser o chefe o senhor pensa que pode passar dos limites Sr. Rossi, isso diz muito sobre o senhor

Meu queixo cai, atrevida, insubordinada, como ela ousa dizer que eu falto com respeito com meus funcionários? Ela nem me conhece porra.

- Olha Srta. Duarte - digo mais duro do que pretendia - Acho que a senhorita está enganada a meu respeito.

- Espero que sim Sr. Rossi, caso contrário peço por gentileza que desconsidere minha candidatura a vaga, acabamos?

Faço que sim com a cabeça e ela se levanta e sai da sala sem olhar para trás, me deixando literalmente sem palavras.

*

*

*

- Fala Léo - Lúcia atende do outro lado da linha

- Lúcia...

- Eu

- Então...

- Fala logo Leonardo 

- Não, é que...

- HÁ, eu disse, você gostou dela não foi? - Ela me interrompe com uma voz vitoriosa 

Passo a mão pelo rosto, cansado, aquilo era uma droga, ela era competente, mas era uma mulher, bom... tinhosa talvez seria o termo, não sei se ela será a certa para a função, considerando meu temperamento um pouco, vejamos... dificil, mas dentre todas as candidatas que vi, ela com certeza se destacou. Começamos com o pé esquerdo com certeza, mas sim, eu gostei dela.

- Espere um dia Lúcia, aumente o salário em 30% e ofereça a vaga a ela

- E por que esse aumento?

- Porque senão ela não vai aceitar.

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