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Capítulo 5 - Leonardo Rossi

Pinço a ponta do nariz com os dedos e respiro profundamente, minha paciência está indo pelo ralo, não aguento mais fazer entrevistas de gente incompetente, puta que me pariu, e olha que Lúcia, responsável pelo RH é muito boa no que faz, a primeira entrevista das candidatas é com ela, e então, ela só passa para continuar a entrevista comigo aquelas que ela considera com um mínimo de capacidade para o trabalho.

O que eu não entendo é como essas mulheres estão chegando até a minha sala e passando pela Lúcia, a última entrevista que acabei de fazer a candidata sequer conseguia olhar para mim, parece que estava vendo o próprio demônio encarnado, ela olhava para o chão e gaguejava, faça-me o favor, como vou contratar uma secretária executiva que não sabe fazer a função básica dela: FALAR.

Não é possível que não existam mais secretárias boas por ai, eu sei que sou exigente, minha empresa é de alto nível, assim espero que todos aqui também sejam, que todos deem o seu melhor no trabalho, buscamos por excelência. 

Minha última secretária não durou três meses, e ainda saiu falando que era impossível trabalhar comigo, não acho que seja pedir demais um português claro e conciso, dentre as funções principais das minhas secretárias está a revisão de contratos, nosso setor administrativo e jurídico faz todo o contrato, mas ela sempre revisam para me passar, elas precisam saber o mínimo sobre as empresas que estão nos contratando, e verificar possíveis erros, gosto dessa logística, acredito que quando mais olhos verificando menor a chance de um erro passar.

Então não acho que seja pedir demais que quando ela elaborar um e-mail com envio do contrato, o e-mail contenhas as informações necessárias e escritas corretamente, um mínimo aliás, depois desse ocorrido, dentre vários outros, ela se demitiu e quem levou nome ainda fui eu, pois bem, quer trabalhar para mim? Esteja a altura.

Estamos fazendo entrevistas há dias e estou de saco cheio, é uma pior que a outra, uma total perda de tempo.

Vejo o nome de Lúcia na tela do meu celular e logo atendo a ligação, sem fazer questão de esconder meu mau humor:

- Fala Lúcia

- Léo, a próxima vai subir 

- Porra ainda tem mais uma? - passo a mão pelos cabelos, eu ia ficar maluco 

- É a última de hoje, prometo, depois você pode voltar pra sua agenda 

- Lúcia não faz isso comigo, não to aguentando mais, de onde você tirou essas candidatas?

Ouço uma risadinha abafada, ela tem sorte de eu a considerar como uma mãe, talvez a única que realmente se importe comigo fora dessas paredes.

- Olha aqui Leonardo, não ouse reclamar, com essa fama de Lúcifer que você tem, é sorte que ainda tenham currículos chegando

- Lúcifer?! Sério?! - Pergunto exasperado, era assim que falavam de mim?

- Antes que você começe a reclamar sem parar até porque eu tenho mais o que fazer, você faz essa última entrevista de hoje, ela já passou por mim e está indo até você, se não gostar, a partir de amanhã olhamos os currículos juntos antes de marcar qualquer entrevista, você já verifica antes nos currículos o que procura e se não for do seu gosto, nem perdemos tempo

Bufo feito uma criança emburrada

- Olhar os currículos amanhã? Esse martírio vai durar quanto tempo?

- Bom...

- Bom o que Lúcia?

- Talvez você goste dessa

- Há, do jeito que as coisas estão, dúvido muito

Ouço ela estalar a lingua, desdenhando o próprio chefe, veja só, zero moral e ainda assim recebo apelidos como "Lúcifer".

- Alguma coisa me diz que dessa você vai gostar

- Se você diz - reviro os olhos

- Não revire os olhos pra mim rapaz!

- Eu não estava... - COMO ELA SABE DISSO PORRA?

- Estava sim que eu sei, agora respira fundo, toma um café e tenta não ser um cretino, ela já deve estar chegando ai

- Tá, tá

- Depois você me conta como foi

- Fofoqueira...

- Me respeita Leonardo 

Dou de ombros, rindo.

- Obrigada Lúcia, depois nos falamos

Desligo o celular e como se aguardasse a deixa perfeita para aparecer, ouço alguém bater à minha porta, imagino que deva ser a canditada, verifico rápidamente o nome dela na lista que Lúcia me mandou para poder chama-la.

Vamos lá, está acabando, não pode ser tão ruim assim, respiro fundo e me dirijo a porta, abrindo para que ela entre.

- Bom dia, Milena, pode entrar.

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