No dia seguinte, assim que o dia amanheceu, Cora Blake já tinha um destino certo. Daquela vez, ela não se misturou aos pais, na verdade propositalmente, esperou dentro do carro até que todas as crianças já estivessem na escola e o movimento de pais se fosse, deixando o lugar calmo e pacifico. Quando finalmente saiu do carro, respirou fundo e caminhou com passos decididos em direção à entrada principal. Seus saltos ecoavam suavemente pelo piso de mármore, enquanto sua mente fervilhava com intenções e planos. Hoje, não estava ali apenas por curiosidade, seu propósito era claro: conseguir encontrar o garotinho filho de Claire. Já tinha um plano de como fazer isso sem levantar suspeitas, havia arquitetado tudo durante o dia anterior. Enviou um aviso a escola avisando que faria uma visita pois queria investir em instituições da cidade, uma mentira deslavada que lhe abriria as portas naquele lugar.Ao adentrar o prédio, Cora dirigiu-se à recepção. Seus olhos, frios e determinados, encontr
As professoras arregalaram os olhos e as outras crianças riram baixinho. Claramente, o menino estava se referindo aos procedimentos esteticos que Cora tinha aos montes.A mulher caminhou lentamente pela sala, parando perto do menino e se ajoelhando na frente dele, passando uma das mãos em seus cabelos."Oi, querido” disse, com um pequeno sorriso. “Meu rosto é assim porque eu acho bonito. Não me acha bonita?” "A mama é mais bonita mas você é bonitinha também, tia”, exclamou Theo, com a sinceridade típica de uma criança que não mede palavras.“Ora, que garotinho mais inteligente”, o rosto de Cora estava congelado, se tivesse realmente autoridade sobre o menino, com certeza\a aquela ousadia não sairia impune. Mas não podia fazer nada, por enquanto. Ela acariciou os cabelos com um pouco mais de tempo e, quando os deds longos chegaram na nuca do menino, com um pequeno puxão, tirou-lhe alguns fios de cabelo. “Ai, tia!”, Theo reclamou, fazendo um biquinho. “Desculpe eu bem acho que um d
"Alexander, precisamos conversar”, foi a primeiroa coisa que Alex ouviu ao chegar em casa. O dia estava no final, havia almoçado fora e só retornou para a mansão no fim da tarde. Ainda se sentia feliz pelos avanços que teve com Claire no dia anterior, tinha esperanças de que eles finalmente se acertassem, mas nem essa felicidade o impedia de se estressar com sua mãe sempre que ela tentava iniciar uma dessas conversas que certamente acabaria em briga. Respirou fundo, tentando manter a compostura, sabia que, diante de sua recusa em seguir o caminho que sua mãe queria, casar com Becky, o clima na casa ficaria cada vez mais hostil. " Mãe, o que você?”Cora cruzou os braços e, sem dar tempo para rodeios, soltou:"Já percebi que vai continuar desprezando a garota que acho melhor para você… Entendi que não posso lutar com você sobre isso, meu menino”, as palavras dela tinham um tom estranhamente carinhoso, algo raro em Cora. “Você anda saindo com outra pessoa? Você está interessado em al
Aquela manhã começou com um toque suave do despertador, anunciando um novo dia que, para Claire, parecia mais brilhante depois do jantar com Alex. Ela acordou lentamente, ainda com a névoa do sono se dissipando, e, ao pegar o celular, encontrou uma mensagem de Alexander que fez seu coração disparar:"Bom dia, Claire. Que tal almoçarmos hoje? Queria conversar com você e te fazer um convite…"Ela sorriu, com um misto de nervosismo e empolgação. Sentindo que aquele convite poderia ser o primeiro passo para algo novo, mas ainda havia uma pequena parte de seu coração insegura. No entanto, antes que ela respondesse, a porta do seu quarto se abriu devagar. “Tá acordada amiga?” Sarah perguntou, colocando apenas a cabeça pela porta.“Você não vai acreditar… o Alexander me mandou mensagem para almoçarmos hoje!” disse Claire, com a voz animada, mas um pouco hesitante.Quando ouviu as palavras da amiga, Sarah entrou no quarto saltitante, se jogando na cama e abraçando a amiga.“Nossa, Claire,
Então, inclinando o corpo para frente, Claire o beijou, um beijo doce e lento, mas que fez o corpo dos dois compartilhar uma eletricidade e um calor que só havia entre eles e ninguém mais. “E se…” começou Alex, após se afastar. “Daqui a dois dias, eu passar na sua casa? A gente pode aproveitar para fazer algo junto com o Theo, pensei em irmos a uma viagem curta só no fim de semana… O que acha?”Claire ficou pensativa por um breve momento, mas o brilho nos olhos e a voz confiante de Alexander foram decisivos:“Eu adorei a ideia, vai ser ótimo, Theo vai adorar e… Eu também.”Enquanto o almoço seguia com risos, olhares cúmplices e comentários carinhosos, o tempo parecia passar rápido demais. O ambiente do restaurante se preenchia de uma atmosfera de cumplicidade e doçura, e cada gesto, cada olhar trocado, confirmava a possibilidade de algo realmente especial.Alexander pegou a mão de Claire. Num gesto terno e cheio de significado, eles se inclinaram e seus lábios se encontraram num beij
"Não esperava me ver aqui, queridinha? Quanto tempo achou que ficaria enfeitiçando meu filho antes que eu descobrisse?" disse, com um sorriso de canto que escondia todo o desprezo.Claire sentiu o coração apertar ao ouvir a voz dela. Apesar do sorriso, claramente Cora não estava ali com boas intenções e, quando ela retirou os óculos, Claire viu o nojo refletir em seus olhos azuis gélidos."Sabe, eu fico me perguntando como alguém tão baixa como você acha que pode se meter na vida do meu filho. Você está tentando dar um golpe, não é? Claro, com certeza é isso… Afinal, para pessoas como você, engravidar de um homem rico é a única forma de conseguir muito dinheiro, não é? Não me surpreende."A voz de Cora era fria e carregava um veneno que fazia as palavras parecerem facas. Claire, com os olhos marejados e a voz tremendo, tentou reagir, se levantando da cadeira e apoiando uma das mãos na mesa, enquanto a outra apontava para a mulher com um dedo em riste."Eu… eu nunca quis nada de Alexa
Cora continuou, sem dar tempo para que a loira se recuperasse:"Se continuar insistindo em laçar meu filho, vou pegar aquele seu pestinha e enfiar ele no pior reformatório que eu encontrar, entendeu? Você nunca mais vai vê-lo e ele vai crescer lá abandonado, sem ninguém!"O coração de Claire quase parou ao ouvir aquelas palavras. O medo se misturava à dor, e seu choro ficou ainda mais alto, seus ombros tremiam e os soluços ecoavam pela sala, as lágrimas escorrendo pelo rosto vermelho, molhando a marca perfeita da mão de Cora em sua bochecha, enquanto a realidade cruel fazia o chão desaparecer sob seus pés.Então, com a voz embargada, ela implorou:"Por favor, não... Theo é uma criança boa, ele só queria conhecer o pai... Eu nunca quis nada de Alexander, eu juro! Só queria que meu filho o conhecesse, só isso! Meu menino não merece isso, por favor, não me faça fazer isso!"Mas Cora não se deixou abalar pelo choro de Claire. Com um gesto brusco, ela empurrou a loira com tanta força que e
Quando o celular chegou ao ouvido de Claire, Matteo já a havia posto sentada na cadeira e lhe dado um copo de água para que ela se acalmasse. "Alô, Sarah? Aqui é a Claire..." começou, a voz embargada pelo choro."Claire? Amiga, o que aconteceu?" a voz de Sarah veio carregada de preocupação. "Que voz é essa?”"Foi… foi a Cora. Ela… ela veio aqui e... "Claire não conseguiu continuar, as lágrimas atrapalhavam suas palavras. Matteo, tentando ajudar, encorajou-a:"Respira, amiga. Estou aqui com você, tá bom? Fala comigo.”Entre soluços, Claire conseguiu explicar com voz baixa e trêmula:"Ela me ameaçou, Sarah… Disse que se eu não sumisse, tiraria o Theo de mim. Disse que jogaria meu menino no pior reformatório e que eu nunca mais o veria. Eu... eu nem sei o que dizer... Eu só queria que o Theo conhecesse o pai dele, mas tudo virou um pesadelo. Estou com tanto medo…”Do outro lado da linha, a voz de Sarah soou firme, mas cheia de compaixão:"Minha linda, calma... Eu tô aqui com você. Você