"Alexander, precisamos conversar”, foi a primeiroa coisa que Alex ouviu ao chegar em casa. O dia estava no final, havia almoçado fora e só retornou para a mansão no fim da tarde. Ainda se sentia feliz pelos avanços que teve com Claire no dia anterior, tinha esperanças de que eles finalmente se acertassem, mas nem essa felicidade o impedia de se estressar com sua mãe sempre que ela tentava iniciar uma dessas conversas que certamente acabaria em briga. Respirou fundo, tentando manter a compostura, sabia que, diante de sua recusa em seguir o caminho que sua mãe queria, casar com Becky, o clima na casa ficaria cada vez mais hostil. " Mãe, o que você?”Cora cruzou os braços e, sem dar tempo para rodeios, soltou:"Já percebi que vai continuar desprezando a garota que acho melhor para você… Entendi que não posso lutar com você sobre isso, meu menino”, as palavras dela tinham um tom estranhamente carinhoso, algo raro em Cora. “Você anda saindo com outra pessoa? Você está interessado em al
Aquela manhã começou com um toque suave do despertador, anunciando um novo dia que, para Claire, parecia mais brilhante depois do jantar com Alex. Ela acordou lentamente, ainda com a névoa do sono se dissipando, e, ao pegar o celular, encontrou uma mensagem de Alexander que fez seu coração disparar:"Bom dia, Claire. Que tal almoçarmos hoje? Queria conversar com você e te fazer um convite…"Ela sorriu, com um misto de nervosismo e empolgação. Sentindo que aquele convite poderia ser o primeiro passo para algo novo, mas ainda havia uma pequena parte de seu coração insegura. No entanto, antes que ela respondesse, a porta do seu quarto se abriu devagar. “Tá acordada amiga?” Sarah perguntou, colocando apenas a cabeça pela porta.“Você não vai acreditar… o Alexander me mandou mensagem para almoçarmos hoje!” disse Claire, com a voz animada, mas um pouco hesitante.Quando ouviu as palavras da amiga, Sarah entrou no quarto saltitante, se jogando na cama e abraçando a amiga.“Nossa, Claire,
Então, inclinando o corpo para frente, Claire o beijou, um beijo doce e lento, mas que fez o corpo dos dois compartilhar uma eletricidade e um calor que só havia entre eles e ninguém mais. “E se…” começou Alex, após se afastar. “Daqui a dois dias, eu passar na sua casa? A gente pode aproveitar para fazer algo junto com o Theo, pensei em irmos a uma viagem curta só no fim de semana… O que acha?”Claire ficou pensativa por um breve momento, mas o brilho nos olhos e a voz confiante de Alexander foram decisivos:“Eu adorei a ideia, vai ser ótimo, Theo vai adorar e… Eu também.”Enquanto o almoço seguia com risos, olhares cúmplices e comentários carinhosos, o tempo parecia passar rápido demais. O ambiente do restaurante se preenchia de uma atmosfera de cumplicidade e doçura, e cada gesto, cada olhar trocado, confirmava a possibilidade de algo realmente especial.Alexander pegou a mão de Claire. Num gesto terno e cheio de significado, eles se inclinaram e seus lábios se encontraram num beij
"Não esperava me ver aqui, queridinha? Quanto tempo achou que ficaria enfeitiçando meu filho antes que eu descobrisse?" disse, com um sorriso de canto que escondia todo o desprezo.Claire sentiu o coração apertar ao ouvir a voz dela. Apesar do sorriso, claramente Cora não estava ali com boas intenções e, quando ela retirou os óculos, Claire viu o nojo refletir em seus olhos azuis gélidos."Sabe, eu fico me perguntando como alguém tão baixa como você acha que pode se meter na vida do meu filho. Você está tentando dar um golpe, não é? Claro, com certeza é isso… Afinal, para pessoas como você, engravidar de um homem rico é a única forma de conseguir muito dinheiro, não é? Não me surpreende."A voz de Cora era fria e carregava um veneno que fazia as palavras parecerem facas. Claire, com os olhos marejados e a voz tremendo, tentou reagir, se levantando da cadeira e apoiando uma das mãos na mesa, enquanto a outra apontava para a mulher com um dedo em riste."Eu… eu nunca quis nada de Alexa
Cora continuou, sem dar tempo para que a loira se recuperasse:"Se continuar insistindo em laçar meu filho, vou pegar aquele seu pestinha e enfiar ele no pior reformatório que eu encontrar, entendeu? Você nunca mais vai vê-lo e ele vai crescer lá abandonado, sem ninguém!"O coração de Claire quase parou ao ouvir aquelas palavras. O medo se misturava à dor, e seu choro ficou ainda mais alto, seus ombros tremiam e os soluços ecoavam pela sala, as lágrimas escorrendo pelo rosto vermelho, molhando a marca perfeita da mão de Cora em sua bochecha, enquanto a realidade cruel fazia o chão desaparecer sob seus pés.Então, com a voz embargada, ela implorou:"Por favor, não... Theo é uma criança boa, ele só queria conhecer o pai... Eu nunca quis nada de Alexander, eu juro! Só queria que meu filho o conhecesse, só isso! Meu menino não merece isso, por favor, não me faça fazer isso!"Mas Cora não se deixou abalar pelo choro de Claire. Com um gesto brusco, ela empurrou a loira com tanta força que e
Quando o celular chegou ao ouvido de Claire, Matteo já a havia posto sentada na cadeira e lhe dado um copo de água para que ela se acalmasse. "Alô, Sarah? Aqui é a Claire..." começou, a voz embargada pelo choro."Claire? Amiga, o que aconteceu?" a voz de Sarah veio carregada de preocupação. "Que voz é essa?”"Foi… foi a Cora. Ela… ela veio aqui e... "Claire não conseguiu continuar, as lágrimas atrapalhavam suas palavras. Matteo, tentando ajudar, encorajou-a:"Respira, amiga. Estou aqui com você, tá bom? Fala comigo.”Entre soluços, Claire conseguiu explicar com voz baixa e trêmula:"Ela me ameaçou, Sarah… Disse que se eu não sumisse, tiraria o Theo de mim. Disse que jogaria meu menino no pior reformatório e que eu nunca mais o veria. Eu... eu nem sei o que dizer... Eu só queria que o Theo conhecesse o pai dele, mas tudo virou um pesadelo. Estou com tanto medo…”Do outro lado da linha, a voz de Sarah soou firme, mas cheia de compaixão:"Minha linda, calma... Eu tô aqui com você. Você
As vezes, quando acreditamos que o furação finalmente passou, percebemos que na verdade, estamos no olho dele e aquela era a sensação que Alexander estava sentindo naquele momento. No dia anterior, depois do almoço com Claire, ele realmente acreditou que finalmente estariam bem, que tudo se ajeitaria, estava decidido a ser o melhor homem que poderia ser para aquela mulher que tanto amava. Então o dia amanheceu e, com o nascer do sol, Claire simplesmente desapareceu como fumaça. Alex ficou horas com o celular na mão, tentando ligar para Claire repetidamente. "Claire, atende, por favor!", murmurava com urgência, a voz tremendo de nervosismo. Mas a chamada caía direto em mensagem de caixa postal ou dizia "fora de área". Cada nova tentativa só aumentava a ansiedade dele."Claire, por que você não atende?", sussurrava para si mesmo, a frustração e o desespero se misturando a cada toque sem resposta.No começo, achou que ela estava apenas ocupada quer não estava com o celular no momento
Claire estava tentando se recompor, afinal, mesmo com o coração em frangalhos e a alma apavorada, precisava seguir adiante. Naquela manhã, ela levou Theo para a matrícula em uma nova escola. O ambiente era simples, as salas pequenas, mas o importante era tentar manter alguma normalidade. Enquanto preenchia os formulários e conversava com os funcionários da escola, a voz dos adultos era prática e direta, sem enrolações."Bom dia, senhora. Precisamos dos dados do seu filho para a matrícula. Qual o nome dele?" perguntou a atendente. "Meu filho se chama Theo Dawson. Ele vai ficar bem na nova escola, tenho certeza, é uma criança maravilhosa" respondeu Claire, tentando disfarçar a angústia que sentia por dentro, consolando a si mesma com aquelas palavras.O garotinho, por sua vez, estava brincando com algumas funcionárias, já conquistando a atenção de todos com sua fofura.Depois de finalizar a matrícula, Claire saiu do prédio com Theo em seus braços e seguiu pelas ruas familiares. O sol d