Cora continuou, sem dar tempo para que a loira se recuperasse:"Se continuar insistindo em laçar meu filho, vou pegar aquele seu pestinha e enfiar ele no pior reformatório que eu encontrar, entendeu? Você nunca mais vai vê-lo e ele vai crescer lá abandonado, sem ninguém!"O coração de Claire quase parou ao ouvir aquelas palavras. O medo se misturava à dor, e seu choro ficou ainda mais alto, seus ombros tremiam e os soluços ecoavam pela sala, as lágrimas escorrendo pelo rosto vermelho, molhando a marca perfeita da mão de Cora em sua bochecha, enquanto a realidade cruel fazia o chão desaparecer sob seus pés.Então, com a voz embargada, ela implorou:"Por favor, não... Theo é uma criança boa, ele só queria conhecer o pai... Eu nunca quis nada de Alexander, eu juro! Só queria que meu filho o conhecesse, só isso! Meu menino não merece isso, por favor, não me faça fazer isso!"Mas Cora não se deixou abalar pelo choro de Claire. Com um gesto brusco, ela empurrou a loira com tanta força que e
Quando o celular chegou ao ouvido de Claire, Matteo já a havia posto sentada na cadeira e lhe dado um copo de água para que ela se acalmasse. "Alô, Sarah? Aqui é a Claire..." começou, a voz embargada pelo choro."Claire? Amiga, o que aconteceu?" a voz de Sarah veio carregada de preocupação. "Que voz é essa?”"Foi… foi a Cora. Ela… ela veio aqui e... "Claire não conseguiu continuar, as lágrimas atrapalhavam suas palavras. Matteo, tentando ajudar, encorajou-a:"Respira, amiga. Estou aqui com você, tá bom? Fala comigo.”Entre soluços, Claire conseguiu explicar com voz baixa e trêmula:"Ela me ameaçou, Sarah… Disse que se eu não sumisse, tiraria o Theo de mim. Disse que jogaria meu menino no pior reformatório e que eu nunca mais o veria. Eu... eu nem sei o que dizer... Eu só queria que o Theo conhecesse o pai dele, mas tudo virou um pesadelo. Estou com tanto medo…”Do outro lado da linha, a voz de Sarah soou firme, mas cheia de compaixão:"Minha linda, calma... Eu tô aqui com você. Você
As vezes, quando acreditamos que o furação finalmente passou, percebemos que na verdade, estamos no olho dele e aquela era a sensação que Alexander estava sentindo naquele momento. No dia anterior, depois do almoço com Claire, ele realmente acreditou que finalmente estariam bem, que tudo se ajeitaria, estava decidido a ser o melhor homem que poderia ser para aquela mulher que tanto amava. Então o dia amanheceu e, com o nascer do sol, Claire simplesmente desapareceu como fumaça. Alex ficou horas com o celular na mão, tentando ligar para Claire repetidamente. "Claire, atende, por favor!", murmurava com urgência, a voz tremendo de nervosismo. Mas a chamada caía direto em mensagem de caixa postal ou dizia "fora de área". Cada nova tentativa só aumentava a ansiedade dele."Claire, por que você não atende?", sussurrava para si mesmo, a frustração e o desespero se misturando a cada toque sem resposta.No começo, achou que ela estava apenas ocupada quer não estava com o celular no momento
Claire estava tentando se recompor, afinal, mesmo com o coração em frangalhos e a alma apavorada, precisava seguir adiante. Naquela manhã, ela levou Theo para a matrícula em uma nova escola. O ambiente era simples, as salas pequenas, mas o importante era tentar manter alguma normalidade. Enquanto preenchia os formulários e conversava com os funcionários da escola, a voz dos adultos era prática e direta, sem enrolações."Bom dia, senhora. Precisamos dos dados do seu filho para a matrícula. Qual o nome dele?" perguntou a atendente. "Meu filho se chama Theo Dawson. Ele vai ficar bem na nova escola, tenho certeza, é uma criança maravilhosa" respondeu Claire, tentando disfarçar a angústia que sentia por dentro, consolando a si mesma com aquelas palavras.O garotinho, por sua vez, estava brincando com algumas funcionárias, já conquistando a atenção de todos com sua fofura.Depois de finalizar a matrícula, Claire saiu do prédio com Theo em seus braços e seguiu pelas ruas familiares. O sol d
Os lábios da loira tremeram ao sentir as mãos de sua mãe sobre as duas Molly as apertou com carinho. Estava realmente arrependida e realmente queria melhorar as coisas para sua menina. Precisava se redmir. "Mãe, eu tive que voltar para cá porque... Bem… O pai do meu filho não sabe dele, ele é um homem rico", confessou Claire, os olhos marejados e a voz embargada. “Mas a mãe dele me ameaçou, ela disse coisas horríveis! Eu precisei fugir porque ela ameaçou tirar meu filho de mim se eu contasse…”Molly segurou a mão da filha com firmeza saindo de sua cadeira e a abraçando, um abraço que queria dar há muito tempo.: "Claire, meu Deus, eu sinto tanto por tudo. Se eu pudesse voltar atrás, faria tudo diferente. Eu quero ajudar você, eu quero ser parte da sua vida e da vida do meu neto. Não precisa mais ficar sozinha, filha, ninguém vai tirar seu menino de você, não vou deixar!" Claire olhou por um longo momento e, com um suspiro, respondeu, a abraçando de volta: "Eu não sei se posso perd
Claire não conseguia pensar direito. Cada batida de seu coração parecia gritar que algo terrível estava prestes a acontecer e, sem nem hesitar, ela acelerou pelas ruas, ignorando os sinais de trânsito e as luzes vermelhas que piscavam freneticamente em seu caminho. Desde que a escola ligou, seu coração estava apertado e um péssimo pressentimento tomava conta de seu peito, fazendo suas mãos tremerem e suarem enquanto dirigia. “Por favor, Deus, não deixe meu bebe ficar doente, por favor…”, sussurrava numa oração desesperava, sentindo os olhos cheios de lágrimas. Quando finalmente avistou o prédio do hospital, o alívio misturava-se à ansiedade. Assim que entrou no saguão, seu olhar encontrou o de Molly, que já estava lá, com o rosto marcado pela preocupação. "Claire, graças a Deus que você chegou!""A escola também me ligou mãe! Já te falaram alguma coisa?"Elas foram juntas, com passos apressados, pelos corredores frios e iluminados do hospital, que não estava muito cheio, até que e
O som contínuo dos monitores preenchia o silêncio da sala. Claire mantinha os olhos fixos em Theo, que permanecia inconsciente na cama hospitalar, pequeno demais para aquele leito imenso e cruel. O soro pingava num ritmo constante, quase hipnótico. Ela apertava com força a mãozinha dele, como se a própria força de seu amor fosse capaz de afastar aquela doença maldita.Molly, sentada ao lado, passava as mãos pelos cabelos, claramente tentando manter a calma, mas era impossível não ver o desespero nos olhos dela também.O médico entrou devagar, com um tablet na mão e uma expressão pesada demais pra trazer boas notícias."Senhorita Dawson, senhora Dawson... eu tenho o resultado dos exames."Claire se levantou de imediato. "E então, doutor?"Ele respirou fundo. "Nossas suspeitas estavam certas, ele tem leucemia, mais especificamente, leucemia linfoide aguda."O chão parecia ter sumido sob seus pés. Claire teve que se segurar na beirada da cama onde seu menino estava deitado, ainda adormec
Alexander estava sentado em uma longa mesa de jantar em um salão requintado, rodeado por rostos sorridentes, famílias abastadas e parceiros de negócios. Apesar da pompa e do brilho que cercavam a festa de noivado, planejada por Cora, Eleanor e pela própria Becky, seu olhar vagava pelas sombras, como se buscasse algo que ele não conseguia encontrar naquele ambiente."Alexander, você precisa se animar", sussurrou sua mãe em tom insistente enquanto brindava com os convidados. "Esse casamento vai ser maravilhoso, principalmente se você colaborar. Sabe que esse é o melhor caminho."Alexander forçou um sorriso enquanto retribuía o brinde, mas por dentro ele sabia que algo estava fora de lugar. Durante os últimos meses, ele tinha procurado Claire em todos os lugares que podia. Cada rua, cada bar, cada café, havia buscado em cada canto daquela cidade. "Não me pressione nunca concordei com essa maldita festa, vocês três fizeram isso mesmo sabendo sobre minha opinião" Alex respondeu a mãe, rec