Alexander chegou ao hospital com o coração apertado e a mente em turbilhão. Ele não perdeu tempo, entrou pelas portas da emergência, ignorando os olhares curiosos e as conversas apressadas dos profissionais de saúde. Havia viajado por algumas horas, mas não descansou nada, na verdade, passou aquelas poucas horas tentando imaginar o que havia acontecido. Havia tanto sem explicação… Primeiro o sumiço de Claire depois a doença de Theo… Por que ele era o único que poderia ajudar? O corredor estava silencioso, apenas com o som abafado de passos apressados e conversas de médicos. Sem esperar ser chamado, ele seguiu pelo corredor em direção à sala de exames. Mas antes que ele pudesse entrar no lugar um senhor alto passou na sua frente, espalmando as duas mãos em seu peito quase o empurrando. "O que você está fazendo aqui?", bradou ele, a voz carregada de indignação.Arthur sabia quem ele era, Molly e ele haviam conversado com a filha no dia anterior e, depois de muita insistência, ela hav
“Lembra que eu disse que o homem que era pai de Theo nunca soube que meu filho existia?”, a pergunta saiu dos lábios de Claire com cuidado. “É você Alex… O homem é você…” Alexander franziu a testa, incrédulo. "O quê? Como assim? Por que você não me contou? or que estava escondendo isso de mim?" Ela continuou, os olhos cheios de dor: "Eu tive que fugir... Quando descobri que estava grávida, meus pais me expulsaram e eu não sabia quem você era… Perdi seu telefone e, no fim, nunca mais te vi de novo. Mas naquele dia na empresa, quando vi que você era tão rico, tive medo…"“Por que teve medo de mim?”“Tive medo que tomasse meu filho… Eu planejava contar na nossa viagem… Mas sua mãe… Sua mãe foi até meu escritório e me ameaçou, ela disse que se eu dissesse qualquer coisa a você, ia tirar meu menino de mim… Ela disse que eu estava tentando tirar seu dinheiro, mas eu juro que nunca pensei nisso! Só queria que meu filho soubesse quem é o pai dele…” Alexander deu um passo em direção a ela,
Enquanto tudo estava sendo preparado Alex se sentou ao lado da cama de Theo. O menino ainda dormia e assim, o olhando com toda atenção do mundo Alexander percebia como eram parecidos. Não entendia como não havia notado antes, os traços do rosto, os cabelos, Theo era muito parecido com ele. “Como fui tão idiota?”, resmungou para si mesmo, estendendo a mão e acariciando os cabelos do garotinho. Nesse momento, os olhinhos claros se abriram e Theo fixou o olhar no homem ao seu lado, sorrindo de forma fraca e esticando a mãozinha para tocar a de Alexander, mesmo com dor e cansado, exibia uma alegria doce que apenas ele parecia ter naquele momento. “Moço chique… Mama chamou você?”, a pergunta saiu fraca, quase sussurrada. “Theo queria ver o moço chique de novo.”“Oi garoto…”, Alex respondeu, engolindo o nó que se formava na sua garganta. “Não precisa me chamar mais de moço chique. E se… E se você me chamasse de papai?”“Mas você quer ser o papai de Theo?”“Sim, eu quero… Você deixa eu se
O transplante de medula foi feito com sucesso, Alexander foi liberado algumas horas depois, mas Theo ainda precisou ficar internado por dois dias, sendo observado por toda equipe. Naquela manhã, enquanto a luz suave invadia a sala, o garoto já demonstrava sinais de melhora. Seus passos eram mais firmes e seu sorriso, ainda tímido, começava a se abrir. Em nada parecia o garotinho pálido e fraco de antes, já estava mais corado e animado. Na manhã do quarto dia de internação, Alexander se aproximou de Theo, que brincava com seus carrinhos no tapete do quarto de hospital."Bom dia, Theo. Como você está se sentindo hoje?" "Estou melhor, papai! Theo adorou os carrinhos que ganhou!" respondeu o menino com um sorriso largo, os olhos brilhando de alegria. "Gostou? Foram seus avós que mandaram, logo vai poder agradecer a eles pessoalmente o que acha disso?" disse Alex, sorrindo enquanto ajudava o garoto a montar uma pista para seus carrinhos.Nos dias seguintes, Alexander passava cada vez ma
Alexander observava Theo brincar na sala de estar, ainda meio surpreso por ver como o menino estava recuperando a energia aos poucos. Não fazia nem duas semanas que ele tinha saído do hospital, e já conseguia sorrir de novo. Alex sentia uma paz estranha ao olhar para o filho, um tipo de felicidade genuína que ele nunca achou que poderia sentir.“Papai, olha só o que eu construí!” Theo ergueu uma torre de blocos coloridos, com um sorriso orgulhoso.O homem riu e se abaixou ao lado dele. “Uau! Essa é a torre mais alta que eu já vi. Você tem certeza de que ela não vai cair?”“Não vai, não! Eu sou muito bom nisso.” Theo sorriu ainda mais e voltou a empilhar mais blocos.Alexander não conseguia parar de sorrir. Esse vínculo que eles estavam criando era a coisa mais importante da vida dele agora. Cada dia que passava, queria mais estar presente, compensar os anos que tinha perdido e proteger Theo de qualquer coisa.Cora não apareceu desde a discussão e Elanor não passava muito tempo nas áre
Quando voltaram para casa, Claire levou Theo para o banho, arrumando o menininho, que estava tão cansado que adormeceu assim que deitou no sofá para assistir seus desenhos. Claire aproveitou o momento para abrir um vinho com Alex e servir duas taças. “Acho que já podemos voltar a trabalhar, ao menos um pouco. Theo já está melhor”, comentou, bebendo um gole do vinho. “Não sei se quero deixar vocês ainda o trabalho pode esperar”, Alex a segurou pela cintura, colando seu peito as costas de Claire e lhe dando um beijo no pescoço. “Você já está fora a quinze dias e…”Mas antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, o som da campainha interrompeu o momento.“Eu atendo”, Alex disse, se endireitando e indo até a porta.Ao abri-la, ele deu de cara com Becky. Não a via desde o noivado falido de quase um mês e meio atrás, e com a partida de Cora Alex simplesmente esqueceu daquela mulher. Ela estava impecável como sempre, usando um vestido justo e salto alto, mas a expressão no rosto dela es
Alexander fechou a porta do quarto suavemente atrás de si, e o silêncio que os envolveu pareceu quase palpável. Claire estava parada perto da cama, olhando para ele com um misto de expectativa e nervosismo. Seus olhos encontraram os dela, e por um instante, o mundo inteiro pareceu parar.Ele deu um passo à frente e estendeu a mão, tocando delicadamente o rosto dela. “Você está bem?” perguntou em um sussurro, como se temesse quebrar a mágica daquele momento. “Sinto muito por Becky…”Ela assentiu levemente, com um sorriso tímido. “Estou. Não se preocupe com isso, nós dois temos nossos problemas, você suportou os meus, vou suportar os seus também… Parece um sonho, sabia?”Alexander sorriu e deslizou os dedos pela linha do maxilar dela, parando na nuca. “Se for um sonho, é o melhor da minha vida.”Os olhos dela brilharam com aquela mistura de amor e desejo que ele tinha aprendido a reconhecer. Sem dizer mais nada, ele se aproximou e capturou os lábios dela em um beijo lento, profundo, ch
Claire acordou com a luz suave do sol entrando pelas frestas da cortina e aquecendo seu rosto. Por um instante, ela permaneceu de olhos fechados, aproveitando o silêncio aconchegante que preenchia o quarto. Um leve cheiro amadeirado, o perfume de Alexander, ainda pairava no ar, trazendo um sorriso involuntário aos seus lábios.Quando abriu os olhos e se espreguiçou preguiçosamente, algo chamou sua atenção. No travesseiro ao lado, havia um bilhete dobrado com cuidado. Ela se sentou e pegou o papel, curiosa, a caligrafia elegante e firme de Alexander fez seu coração bater mais rápido e um sorriso bobo brincar em seus lábios.Nunca ia se acostumar com dormir e acordar com ele, muito menos com tudo o que aquele homem fazia. Parecia um príncipe saído direto de um conto de fadas para Claire e, definitivamente, ela não se sentia merecedora daquilo.“Bom dia, amor. Espero que tenha dormido bem, porque hoje preparei uma surpresa para você. Vista algo bonito e desça para o jardim assim que est