O transplante de medula foi feito com sucesso, Alexander foi liberado algumas horas depois, mas Theo ainda precisou ficar internado por dois dias, sendo observado por toda equipe. Naquela manhã, enquanto a luz suave invadia a sala, o garoto já demonstrava sinais de melhora. Seus passos eram mais firmes e seu sorriso, ainda tímido, começava a se abrir. Em nada parecia o garotinho pálido e fraco de antes, já estava mais corado e animado. Na manhã do quarto dia de internação, Alexander se aproximou de Theo, que brincava com seus carrinhos no tapete do quarto de hospital."Bom dia, Theo. Como você está se sentindo hoje?" "Estou melhor, papai! Theo adorou os carrinhos que ganhou!" respondeu o menino com um sorriso largo, os olhos brilhando de alegria. "Gostou? Foram seus avós que mandaram, logo vai poder agradecer a eles pessoalmente o que acha disso?" disse Alex, sorrindo enquanto ajudava o garoto a montar uma pista para seus carrinhos.Nos dias seguintes, Alexander passava cada vez ma
Alexander observava Theo brincar na sala de estar, ainda meio surpreso por ver como o menino estava recuperando a energia aos poucos. Não fazia nem duas semanas que ele tinha saído do hospital, e já conseguia sorrir de novo. Alex sentia uma paz estranha ao olhar para o filho, um tipo de felicidade genuína que ele nunca achou que poderia sentir.“Papai, olha só o que eu construí!” Theo ergueu uma torre de blocos coloridos, com um sorriso orgulhoso.O homem riu e se abaixou ao lado dele. “Uau! Essa é a torre mais alta que eu já vi. Você tem certeza de que ela não vai cair?”“Não vai, não! Eu sou muito bom nisso.” Theo sorriu ainda mais e voltou a empilhar mais blocos.Alexander não conseguia parar de sorrir. Esse vínculo que eles estavam criando era a coisa mais importante da vida dele agora. Cada dia que passava, queria mais estar presente, compensar os anos que tinha perdido e proteger Theo de qualquer coisa.Cora não apareceu desde a discussão e Elanor não passava muito tempo nas áre
Quando voltaram para casa, Claire levou Theo para o banho, arrumando o menininho, que estava tão cansado que adormeceu assim que deitou no sofá para assistir seus desenhos. Claire aproveitou o momento para abrir um vinho com Alex e servir duas taças. “Acho que já podemos voltar a trabalhar, ao menos um pouco. Theo já está melhor”, comentou, bebendo um gole do vinho. “Não sei se quero deixar vocês ainda o trabalho pode esperar”, Alex a segurou pela cintura, colando seu peito as costas de Claire e lhe dando um beijo no pescoço. “Você já está fora a quinze dias e…”Mas antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, o som da campainha interrompeu o momento.“Eu atendo”, Alex disse, se endireitando e indo até a porta.Ao abri-la, ele deu de cara com Becky. Não a via desde o noivado falido de quase um mês e meio atrás, e com a partida de Cora Alex simplesmente esqueceu daquela mulher. Ela estava impecável como sempre, usando um vestido justo e salto alto, mas a expressão no rosto dela es
Alexander fechou a porta do quarto suavemente atrás de si, e o silêncio que os envolveu pareceu quase palpável. Claire estava parada perto da cama, olhando para ele com um misto de expectativa e nervosismo. Seus olhos encontraram os dela, e por um instante, o mundo inteiro pareceu parar.Ele deu um passo à frente e estendeu a mão, tocando delicadamente o rosto dela. “Você está bem?” perguntou em um sussurro, como se temesse quebrar a mágica daquele momento. “Sinto muito por Becky…”Ela assentiu levemente, com um sorriso tímido. “Estou. Não se preocupe com isso, nós dois temos nossos problemas, você suportou os meus, vou suportar os seus também… Parece um sonho, sabia?”Alexander sorriu e deslizou os dedos pela linha do maxilar dela, parando na nuca. “Se for um sonho, é o melhor da minha vida.”Os olhos dela brilharam com aquela mistura de amor e desejo que ele tinha aprendido a reconhecer. Sem dizer mais nada, ele se aproximou e capturou os lábios dela em um beijo lento, profundo, ch
Claire acordou com a luz suave do sol entrando pelas frestas da cortina e aquecendo seu rosto. Por um instante, ela permaneceu de olhos fechados, aproveitando o silêncio aconchegante que preenchia o quarto. Um leve cheiro amadeirado, o perfume de Alexander, ainda pairava no ar, trazendo um sorriso involuntário aos seus lábios.Quando abriu os olhos e se espreguiçou preguiçosamente, algo chamou sua atenção. No travesseiro ao lado, havia um bilhete dobrado com cuidado. Ela se sentou e pegou o papel, curiosa, a caligrafia elegante e firme de Alexander fez seu coração bater mais rápido e um sorriso bobo brincar em seus lábios.Nunca ia se acostumar com dormir e acordar com ele, muito menos com tudo o que aquele homem fazia. Parecia um príncipe saído direto de um conto de fadas para Claire e, definitivamente, ela não se sentia merecedora daquilo.“Bom dia, amor. Espero que tenha dormido bem, porque hoje preparei uma surpresa para você. Vista algo bonito e desça para o jardim assim que est
Claire desceu as escadas com o coração leve, ainda refletindo sobre a conversa com Elanor. Atravessou a mansão com passos decididos e, ao chegar aos jardins, deparou-se com uma cena encantadora. Uma mesa estava posta com um lindo café da manhã: croissants dourados, potinhos de geleia, frutas frescas, uma seleção de doces delicados e taças de suco natural que brilhavam sob a luz do sol. O aroma do café recém-passado misturava-se ao perfume das flores.Ao ver a mesa, sentiu um sorriso espontâneo se formar. Seus pais já estavam ali, conversando em um tom suave, e Sarah a aguardava com um olhar radiante de felicidade. Sem hesitar, a loira se aproximou e correu para abraçá-los."Mamãe! Papai!" Claire exclamou, abraçando os dois com força. Seu pai apertou-a com ternura e sua mãe acariciou seus cabelos, como se quisesse transmitir todo o amor que guardava.Não se viam desde a recuperação de Theo, Arthur e Molly precisaram voltar para casa, mas prometeram visitar sempre que pudessem e agora e
O salão principal do Eclipse, o clube mais exclusivo da cidade, estava repleto de pessoas sofisticadas. O som de uma música eletrônica sensual preenchia o espaço, as luzes dançavam em tons de roxo e dourado, enquanto taças de champanhe eram erguidas em meio a risadas abafadas. Claire entrou no ambiente com um passo hesitante, mas determinado.Seu vestido preto de seda brilhava sob as luzes, ajustando-se como uma segunda pele e delineando suas curvas de maneira elegante. As alças finas destacavam seus ombros delicados, e o decote profundo exibia a pele suave e pálida de seu colo. Ela usava brincos pequenos de brilhantes e um colar fino que repousava exatamente no ponto onde sua clavícula se acentuava, um detalhe sutil que atraía olhares.Claire segurava uma taça de champanhe enquanto caminhava ao lado de Sarah, sua melhor amiga, que parecia muito mais à vontade no ambiente.“Relaxa, Claire. Isso não é um tribunal. É só uma festa,” Sarah brincou, apertando de leve o braço da amiga.Clai
Quando o dia amanheceu, Claire abriu os olhos e suspirou, mexendo-se na cama com preguiça. Ainda estava no quarto do Eclipse, e quando voltou a si e se lembrou da loucura que fez na noite anterior, se sentou na cama de súbito e passou as mãos nos cabelos. “Deus, o que eu fiz?!”, a voz de Claire era quase um sussurro, incrédula diante de suas próprias ações. Os flashes da noite anterior ainda estavam vivos em sua mente. Alexander a levou ao ápice do prazer tantas vezes que ela até perdeu a conta, e ela se entregou pela primeira vez a um homem sem que ele soubesse que ela era virgem. Claire não se deu ao trabalho de contar, na verdade, não falaria mesmo se fosse em outra situação, tinha muita vergonha de, aos 23, ainda ser virgem. Ela olhou ao redor e se levantou, ainda estava nua e seu vestido estava jogado no chão ao lado da cama. Tudo estava silencioso e, em cima da mesa de cabeceira, havia um bilhete. “Precisei sair bem cedo. Se quiser falar comigo ou sair de novo, me mande uma