—Sendo beijado, você quer dizer. Foi Helen que me beijou. Naquela hora eu passei mal e ela se aproveitou da situação.Aceno um sim para ele.—Agora assimilei isso.André coloca meu rosto entre suas mãos e seca minhas lágrimas com seus polegares. Seu olhar é sério no meu.—Eu te amo Natasha. E nunca! Nunca duvide de meu amor por você.Eu retiro suas mãos do meu rosto, mas apenas para me lançar em seus braços.—Nunca meu amor.André me faz olhá-lo novamente.—Ambos erramos. Eu por não ter te assumido logo e Você por ter saído de minha vida sem me ouvir, sem me dar a chance de elucidar tudo.—Sim. Isso para mim faz parte do passado. O importante agora é que estaremos sempre juntos.André me puxa fortemente para os seus braços, então sua boca se cola a minha e ele me dá um beijo faminto. Exigente.Deus! Como eu senti falta disso!Quando finalmente André se afasta, ele me abraça apertado como se tivesse dificuldade em me deixar ir.Com o coração disparado, ainda trêmula por tanta emoção,
NatashaRetiro minha roupa de princesa com a ajuda de André. Estou saboreando cada minuto da noite com ele, ao mesmo tempo em que repasso várias vezes como meu amor me apresentou com orgulho para seus pais, para as pessoas. A imagem dele me olhando com adoração está tatuada na minha mente.Senti todo tipo de reação.Os pais, tios e primos ficaram felizes por nós. A mãe de André chorou de felicidade enquanto me dava um abraço apertado.Os altos executivos nos felicitaram com recato, uma apertada de mão e um sorriso fraco no rosto. Acho que eles não aprovaram muito a escolha de André.Que se dane!Vi muita hipocrisia e inveja entre as mulheres solteiras, nos felicitando com um sorriso como se aprovasse a escolha de André, mas por trás eu pude sentir o desprezo nos olhares, nos sorrisos jocosos, nos cochichos entre elas.A despeito de tudo isso, não me afetou os narizes entortados que recebi pelas costas. Nada conseguiu estragar minha noite de Cinderela, que foi perfeita, gloriosa.Meu v
André Sorrentino NicoloEncosto-me à parede e observo a cena que se desenrola à minha frente. Sorrio com a imagem da linda garçonete circulando pela casa carregando uma bandeja de bebidas. Eu tenho a observado há bastante tempo nas festas bancadas pelo meu pai. Meu mentor nos negócios, hoje aposentado, Enrico Sorrentino Nicolo.Ela é a coisinha mais linda que já coloquei os olhos.A garota é uma graça. Sua pele parece de porcelana, os olhos verdes têm tons alaranjados.Os cabelos castanho-escuros naturais estão sempre erguidos num coque alto. Eles incitam minha curiosidade em querer saber o comprimento deles e dão asas à minha imaginação.Frequentemente sou assolado pela imagem dela deitada, os cabelos soltos esparramados sobre o travesseiro, gritando meu nome em satisfação enquanto eu libero todo o meu gozo dentro dela.Solto o ar enquanto a observo oferecer os drinks.Seu jeito tímido em se portar, de se mover entre as pessoas mexe comigo.Linda, mas muito jovem. Dezenove anos. Nata
Uma questão sempre me assola. Até quando vou me manter assim, firme, nadando contra a maré, sem me envolver?As festas de meu pai são um porre. Tenho participado de todas elas para vê-la. O que me move é o anseio de saber como Natasha está, os relatórios que tenho tido não parecem ser o suficiente. Sempre preciso vê-la com meus próprios olhos. Ver pessoalmente se ela está realmente bem.Um alerta soa na minha cabeça e me desperta para uma coisa. Preciso dar um tempo sem vê-la. Estou me envolvendo demais. Meus pensamentos não são nada bons para ela. Sou uma cobra criada, muito vivido e muito amargo também.Ela pode te curar...Uma voz sopra no meu ouvido.Balanço minha cabeça em negativa.Não! Depois de tudo que vivi não sei se alguma coisa boa sobrou dentro de mim.Levei tanto tempo para me casar e me decidir por uma pessoa e quando finalmente achei que encontrei a mulher certa, tomei na cara para não dizer em outro lugar.Ninguém se casa sem amor e eu amava Rebecca com todas as forças
AndréFaz seis longos meses que não compareço a uma festa de meu pai. Mas hoje eu não pude negar o seu convite. É aniversário de minha mamma. Ela completa sessenta e cinco anos.Tudo isso para evitar de encontrar a mulher que persegue meus pensamentos.Natasha, a linda garotinha de pele de porcelana e nariz arrebitado. Lábios carnudos e sedutores que nasceram para serem beijados.Tão logo entro na sala, caminho até minha mamma e lhe estendo o meu presente. Uma caixa de veludo preta. Dentro dela há um anel com suas iniciais cravejada de brilhantes. DSN, Donatella Sorrentino Nicolo.Seus olhos brilham para a joia. Ela me encara com um sorriso.—Figlio. Ma che bello.—Sabia que ia gostar.Um fotógrafo se aproxima de nós.—Posso tirar uma foto?—Deve —digo e envolvo minha mama com os braços. Com um sorriso no rosto esperamos o flash.Quando ele se afasta minha mãe me olha pensativa.—Faz tempo que não participa mais das nossas festas. O que houve?Fungo. Só eu sei o que me impede.—Estou
—Chega! Acho que já foi o suficiente. A garota entendeu que errou —digo num tom grave, louco para avançar no pescoço desse idio.ta.Quem ele pensa que é para tratá-la assim?Os olhos do homem se chocam com os meus. Ele se encolhe quando me reconhece. O leão raivoso agora parece um gato assustando olhando para mim.—Senhor Nicolo. Não queria chamar a atenção. Mas essa garota me tirou do sério. Veja!Ele se afasta um pouco e mostra o molhado do seu paletó.Desvio meus olhos do baba.ca e encaro Natasha que me olha assustada. Sinto um impacto no estômago quando me deparo com os lindos olhos verdes aflitos para mim.Sim, eles são os mais lindos que já vi. Constato novamente.O choque é tão forte de vê-la tão frágil que sinto dificuldade em desviar meus olhos dos dela e encarar o vovô novamente.—Mande a conta para a Nicolo. E vamos dar esse assunto por encerrado. Como viu, ela não trabalhará mais para os Primazzi, foi despedida.—Sim, senhor Nicolo. E obrigado. Essa garota está realmente n
Natasha BeckerO apartamento de André Sorrentino Nicolo é uma cobertura localizado no melhor lugar de Nova York, em frente ao Central Park.Ele é todo envidraçado.O elevador particular me leva até seu andar. O último.As portas se abrem dentro de um belíssimo hall com uma porta só. Imponente, alta e larga.Respiro fundo antes de tocar a campainha. Não demora muito a porta se abre e o próprio André me recebe.Sinto-me deslocada. Nunca o tinha visto tão casual.Um sorriso se espalha em seu rosto ao me ver.Deus! Como ele é lindo. Penso ao me deparar com seu peitoral revelado pela camiseta branca justa e suas pernas poderosas, pela bermuda azul-marinho curta.Sandálias de couro nos pés o deixam com uma aparência bem italiana.Deus! Só então percebo que o medi dos pés à cabeça. Com o rosto vermelho foco seu rosto. O azulado em suas faces me diz que ele tem uma barba forte e estar por fazer.Os cabelos castanho-escuros, espessos estão molhados pelo banho, as pontas se enrolam em torno de
—Entendo. Espero que ela entenda também. Ela não parece gostar muito de mim —ela diz e vejo uma pequena ruguinha se formando de preocupação.Que anjinho....É uma tortura olhar esses lábios e não poder beijá-los.—É só o começo. Depois você verá, ela será como uma mãe para você como sempre foi para mim.Ela assente mais recomposta.—As panquecas —Lola diz e joga praticamente o prato na mesa. Ele faz um baque seco na madeira maciça.Meu olhar busca o de Lola com uma reprimenda. Ela mantém seu semblante duro. O olhar obstinado implacável, cheio de teimosia firme no meu.—Estarei no meu quarto caso precise de mim.Assinto para ela e a vejo se afastar com o andar duro.—Acho melhor eu...não trabalhar aqui. —Natasha diz se levantando.Eu sinto um calafrio na espinha com suas falas. Seu olhar é emotivo no meu.Dio mio. Ela deve já ter sofrido muito nesta vida e Lola ainda faz isso?Vou acabar com a raça daquela gordinha petulante.—Eu falarei com ela. Não se preocupe. Sente-se por favor.—N