Acordo com o bom perfume dele no meu nariz e seu braço serpenteando minha cintura. Foco o relógio digital.Sete horas.Deus! Daqui a pouco Lola estará aí.Eu retiro o braço de André e me viro para ele. André abre os olhos, que focam os meus. Ele sorri para mim.—Buongiorno tesoro—Buongiorno—digo e sorrio levemente para ele— vou me levantar. Daqui a pouco Lola está aí.Ele solta o ar. Parece frustrado.—Eu vou me levantar também.—Sua viagem.—Exato —ele diz soltando o ar.Quando eu estou saindo da cama ele me puxa para os seus braços.—Nada disso! Não vai não! Não antes disso.Sua boca toma a minha e ele me dá um beijo duro. Exigente. Eu correspondo com ardor. Minhas mão passeando em seu corpo. Apenas momentos depois nos afastamos.André então me dá um sorriso preguiçoso para bagunçar ainda mais minha cabeça e me deixar ainda mais nas nuvens.Estou me sentindo tão radiante!Então meu coração se aperta com uma grande preocupação: Deus! Preciso tomar cuidado para Lola não perceber meu
HelenSem que eu possa controlar meus olhos procuram por André. A cabeça está tombada para trás por causa da inclinação de seu banco. Os olhos fechados.Ele é lindo, mesmo com essa expressão tão cansada. Na verdade esse abatimento me excita e me dá vontade de lhe dar meu colo.Observo demoradamente seus lábios. São lindos, carnudos. Lambo os meus quando penso em como seria beijá-los. Se movendo sobre os dele....Hum...Aperto as pernas com força quando sinto a excitação que isso me provoca.Ele é perfeito.Nunca coloquei meus olhos num homem tão bonito como André Sorrentino Nicolo. E ele é muito confiante. Sabe muito bem disso.Fora o charme. Nas festas não há mulher que não queira estar perto dele. André é acima de tudo sensato, tem boa conversa. Sempre moderado no falar. É o tipo de homem que te encanta.Nunca ficou embriagado. Ele está sempre bem. Tão diferente dos homens que conheço hoje em dia...André quebra meus pensamentos quando abre o sorriso dentro de sua solidão. Como se pe
André solta o ar.—Faço isso pelas minhas empresas. Quero que tudo caminhe bem e logo. Minha presença dará peso as mudanças. Sem perdas de energia.Rio internamente da minha desgraça. Esse homem não me dá uma abertura.A porta do elevador se abre cortando nossa conversa. Entramos num amplo espaço.—Antes de mais nada, ninguém pode saber que estou doente. Não, quando eu tenho que passar uma imagem de força e lucidez.—Pode contar comigo. Ninguém saberá.NatashaHoje é domingo e ele me trará André.Ontem conversamos pelo telefone e ele confirmou sua volta hoje cedo.Nove horas da manhã André surge arrastando sua grande mala.Tão logo eu o avisto eu me levanto do sofá, mas não caminho até ele. Fico paralisada alguns segundos vendo-o fechar a porta e depois se virar lentamente para mim. Nossos olhos se encontram e ele sorri de um jeito diferente do que estou acostumada. Não é um sorriso lascivo, mas de alguém que está feliz por me ver.É impressionante a sensação maravilhosa que ele des
André Sorrentino NicoloEncosto-me à parede e observo a cena que se desenrola à minha frente. Sorrio com a imagem da linda garçonete circulando pela casa carregando uma bandeja de bebidas. Eu tenho a observado há bastante tempo nas festas bancadas pelo meu pai. Meu mentor nos negócios, hoje aposentado, Enrico Sorrentino Nicolo.Ela é a coisinha mais linda que já coloquei os olhos.A garota é uma graça. Sua pele parece de porcelana, os olhos verdes têm tons alaranjados.Os cabelos castanho-escuros naturais estão sempre erguidos num coque alto. Eles incitam minha curiosidade em querer saber o comprimento deles e dão asas à minha imaginação.Frequentemente sou assolado pela imagem dela deitada, os cabelos soltos esparramados sobre o travesseiro, gritando meu nome em satisfação enquanto eu libero todo o meu gozo dentro dela.Solto o ar enquanto a observo oferecer os drinks.Seu jeito tímido em se portar, de se mover entre as pessoas mexe comigo.Linda, mas muito jovem. Dezenove anos. Nata
Uma questão sempre me assola. Até quando vou me manter assim, firme, nadando contra a maré, sem me envolver?As festas de meu pai são um porre. Tenho participado de todas elas para vê-la. O que me move é o anseio de saber como Natasha está, os relatórios que tenho tido não parecem ser o suficiente. Sempre preciso vê-la com meus próprios olhos. Ver pessoalmente se ela está realmente bem.Um alerta soa na minha cabeça e me desperta para uma coisa. Preciso dar um tempo sem vê-la. Estou me envolvendo demais. Meus pensamentos não são nada bons para ela. Sou uma cobra criada, muito vivido e muito amargo também.Ela pode te curar...Uma voz sopra no meu ouvido.Balanço minha cabeça em negativa.Não! Depois de tudo que vivi não sei se alguma coisa boa sobrou dentro de mim.Levei tanto tempo para me casar e me decidir por uma pessoa e quando finalmente achei que encontrei a mulher certa, tomei na cara para não dizer em outro lugar.Ninguém se casa sem amor e eu amava Rebecca com todas as forças
AndréFaz seis longos meses que não compareço a uma festa de meu pai. Mas hoje eu não pude negar o seu convite. É aniversário de minha mamma. Ela completa sessenta e cinco anos.Tudo isso para evitar de encontrar a mulher que persegue meus pensamentos.Natasha, a linda garotinha de pele de porcelana e nariz arrebitado. Lábios carnudos e sedutores que nasceram para serem beijados.Tão logo entro na sala, caminho até minha mamma e lhe estendo o meu presente. Uma caixa de veludo preta. Dentro dela há um anel com suas iniciais cravejada de brilhantes. DSN, Donatella Sorrentino Nicolo.Seus olhos brilham para a joia. Ela me encara com um sorriso.—Figlio. Ma che bello.—Sabia que ia gostar.Um fotógrafo se aproxima de nós.—Posso tirar uma foto?—Deve —digo e envolvo minha mama com os braços. Com um sorriso no rosto esperamos o flash.Quando ele se afasta minha mãe me olha pensativa.—Faz tempo que não participa mais das nossas festas. O que houve?Fungo. Só eu sei o que me impede.—Estou
—Chega! Acho que já foi o suficiente. A garota entendeu que errou —digo num tom grave, louco para avançar no pescoço desse idio.ta.Quem ele pensa que é para tratá-la assim?Os olhos do homem se chocam com os meus. Ele se encolhe quando me reconhece. O leão raivoso agora parece um gato assustando olhando para mim.—Senhor Nicolo. Não queria chamar a atenção. Mas essa garota me tirou do sério. Veja!Ele se afasta um pouco e mostra o molhado do seu paletó.Desvio meus olhos do baba.ca e encaro Natasha que me olha assustada. Sinto um impacto no estômago quando me deparo com os lindos olhos verdes aflitos para mim.Sim, eles são os mais lindos que já vi. Constato novamente.O choque é tão forte de vê-la tão frágil que sinto dificuldade em desviar meus olhos dos dela e encarar o vovô novamente.—Mande a conta para a Nicolo. E vamos dar esse assunto por encerrado. Como viu, ela não trabalhará mais para os Primazzi, foi despedida.—Sim, senhor Nicolo. E obrigado. Essa garota está realmente n
Natasha BeckerO apartamento de André Sorrentino Nicolo é uma cobertura localizado no melhor lugar de Nova York, em frente ao Central Park.Ele é todo envidraçado.O elevador particular me leva até seu andar. O último.As portas se abrem dentro de um belíssimo hall com uma porta só. Imponente, alta e larga.Respiro fundo antes de tocar a campainha. Não demora muito a porta se abre e o próprio André me recebe.Sinto-me deslocada. Nunca o tinha visto tão casual.Um sorriso se espalha em seu rosto ao me ver.Deus! Como ele é lindo. Penso ao me deparar com seu peitoral revelado pela camiseta branca justa e suas pernas poderosas, pela bermuda azul-marinho curta.Sandálias de couro nos pés o deixam com uma aparência bem italiana.Deus! Só então percebo que o medi dos pés à cabeça. Com o rosto vermelho foco seu rosto. O azulado em suas faces me diz que ele tem uma barba forte e estar por fazer.Os cabelos castanho-escuros, espessos estão molhados pelo banho, as pontas se enrolam em torno de