Depois de alguns minutos, minha mente já mais lúcida, levanto-me para recolher minhas roupas espalhadas pela sala. Cada peça no chão é um lembrete do que acabamos de fazer, da intensidade que tomou conta de nós.— Já vai?A voz de Ryan me faz parar.Ele está deitado no sofá, completamente relaxado, apoiado em um cotovelo, a mão no rosto, um sorriso preguiçoso brincando em seus lábios. Seu corpo nu está escandalosamente visível para mim, exposto sem qualquer resquício de pudor.Por Deus… Que imagem mais indecente e irresistível.Preciso me controlar para não ceder à tentação de voltar para seus braços. Mas agora, com a excitação se dissipando, a razão finalmente encontra espaço para se manifestar — e, junto com ela, um incômodo inesperado.O que diabos eu acabei de fazer?Joguei tudo para o alto. Com meu chefe. Na sua própria sala.Um frio percorre minha espinha enquanto a realidade me atinge em cheio. O que vai acontecer agora? Para Ryan, eu fui apenas um capricho, uma diversão de uma
— Não fique tão nervosa — Ryan rompe o silêncio, sua voz carregada de diversão. — Eu não vou devorar você… não agora. Primeiro, vou te oferecer uma bebida.Cruzo os braços, tentando recuperar um resquício de controle.— Mais um rum de suas coleções raras?Ele me lança aquele sorriso torto, malicioso, que faz minha respiração falhar. Sem pressa, ele se move na minha direção, cada passo carregado de propósito. Uma de suas mãos desliza lentamente até minha cintura, seus dedos roçando minha pele de forma quase cruel.Quando fala, sua voz é pura sedução, um sussurro que se dissolve no ar entre nós.— Não há andares suficientes aqui para que eu possa me aproveitar de você agora mesmo. — Ele suspira dramaticamente, o hálito quente acariciando meu pescoço. — Que pena…Meu corpo reage instantaneamente. Um arrepio sobe por minha espinha, meus músculos se contraem, minha respiração vacila.Se não fosse tão absurdamente viciante, eu quase teria medo.Mas, antes que eu possa processar qualquer coi
Ryan arranca minha calcinha com a mesma fome que devora minha boca.Dessa vez, não há paciência, não há hesitação—somos dois corpos famintos, consumidos pelo desejo cru que nos queima de dentro para fora.Eu retribuo com a mesma pressa febril, puxando seu terno com brutalidade, sem me importar em ser delicada. Roupas agora são apenas um obstáculo irritante.Ele se livra das próprias calças enquanto minha camisa e meu blazer encontram o chão sem cerimônia. Suas mãos deslizam pelos meus cabelos, puxando-os para trás com firmeza, e um gemido rouco escapa de minha garganta, denunciando o prazer que percorre minha espinha.Seus lábios encontram o vale dos meus seios, sua respiração quente contra minha pele já me deixando zonza, enquanto sua ereção—ainda coberta pela cueca—roça deliciosamente contra minha intimidade úmida. O atrito me enlouquece.Meus dedos se apertam nos lençóis, uma tentativa inútil de controlar a onda de desejo que me toma por completo.Ryan não perde tempo—ele arranca m
O atrito é hipnotizante. Meu toque, o calor da minha pele envolvendo-o, o ritmo compassado... tudo o faz arfar pesadamente.Seus dedos se fecham ao redor do meu pescoço de repente, firmes, exigentes.— Você me deixa louco.Sua voz é um sussurro rascante contra minha pele. E então ele se entrega.Seus quadris começam a se mover em um ritmo intenso, possessivo, guiando-se pelo aperto delicioso entre meus seios.Meu corpo inteiro arde. O jeito como ele me olha, como me toca, como se eu fosse a única coisa no mundo que importa agora... é intoxicante.E quando ele inclina a cabeça para trás, os lábios entreabertos, um gemido baixo escapando enquanto seu prazer cresce, sei que o tenho exatamente onde quero.Seus dedos deixam minha garganta lentamente, a pressão se desfazendo, mas o calor ainda queimando minha pele. Sei que talvez fique a marca de seus dedos ali, um lembrete silencioso da intensidade desse momento, mas não me importo. Não agora.Seus olhos brilham com um misto de luxúria e d
O ritmo frenético de nossos dedos dentro de mim se intensifica, arrancando de minha garganta gemidos arrastados e descompassados. Meu corpo se contorce sob o calor insuportável do prazer, e meu rosto desliza contra o colchão a cada investida, minha pele em chamas, minha respiração entrecortada, completamente entregue à luxúria crua que ele me proporciona.A mão de Ryan aperta meu pulso com mais firmeza, seus dedos marcando minha pele, reivindicando o que já é dele. Em um movimento brusco e preciso, ele puxa meu braço para trás, me forçando a arquear as costas, expondo-me ainda mais ao seu domínio absoluto. Meus seios pressionam contra o colchão, os mamilos enrijecidos roçando o tecido macio, enviando ondas de prazer através do meu corpo. Meu único apoio agora é minha testa contra os lençóis amassados, completamente vulnerável, completamente subjugada.Sinto seus joelhos se insinuarem entre minhas pernas, forçando-as a se abrirem ainda mais para ele. O gesto é possessivo, autoritário,
A pele de Ryan desliza contra a minha, quente, úmida, como brasas vivas roçando sem piedade. Meus músculos se contraem, meu corpo inteiro vibra, e eu sei que estou perto. Tão perto que posso sentir a tensão se acumulando, prestes a explodir em algo devastador.Ele percebe. Claro que percebe.E então, desacelera.Filho da puta.Um gemido frustrado escapa dos meus lábios, seguido de um sussurro desordenado:— Desgraçado...Ryan solta uma risada baixa e maliciosa contra minha pele, sua respiração quente deslizando até meu ouvido. Ele sabe exatamente o que está fazendo.Maldito seja esse homem. Maldito seja esse prazer insuportável.E, acima de tudo, maldita seja essa necessidade viciante que ele desperta em mim.Ele desliza para fora de mim lentamente, fazendo meu corpo arfar com a perda do contato. Então, seus dedos soltam meus pulsos, libertando minhas mãos ainda trêmulas, e ele se inclina, sua boca roçando suavemente contra meu ouvido.— Vire-se — sua voz sai rouca, carregada de desej
Quando abro os olhos, estou mergulhada no aconchego de uma cama imensa, envolta por lençóis de seda que deslizam preguiçosamente pela minha pele, provocando um arrepio gostoso. O espaço ao meu lado está vazio, mas ainda quente, denunciando que Ryan não saiu há muito tempo.Me espreguiço com satisfação, alongando o corpo ainda marcado pelo prazer da noite passada. Um sorriso escapa dos meus lábios enquanto esfrego os olhos, deixando o sol invadir minha visão. A claridade dourada preenche o quarto luxuoso, aquecendo o ambiente e acentuando o aroma amadeirado que ainda paira no ar—o cheiro dele.Meu olhar recai sobre o relógio no criado-mudo. Passou do meio-dia!Solto uma risada discreta e me sento devagar. O movimento desperta pequenas dores espalhadas pelo corpo, lembranças vivas da intensidade da última noite. Ryan Carter definitivamente não é um homem de se esquecer facilmente.Mágico.Acho que encontrei um novo vício. Ele tem um par de olhos acinzentados irresistíveis, um corpo dos
Mas então ele ergue o olhar e me encara com intensidade, os olhos dançando em pura provocação.— Não me olhe assim, senão eu prometo que faço picadinho de você.Minha risada ecoa pela cozinha. Ele pode até achar que é uma ameaça, mas sei muito bem que é um convite.Ryan pega uma tábua robusta de madeira, larga e bem polida, e a coloca sobre o balcão de mármore negro. O contraste do rústico com o moderno é quase uma metáfora dele mesmo.Ele abre a geladeira, e seu olhar afiado percorre as prateleiras, escolhendo os queijos com a precisão de um colecionador manuseando suas peças mais raras.— Esses queijos vêm dos quatro cantos do mundo — diz ele, com um meio sorriso de quem sabe que está prestes a me impressionar.Minha curiosidade desperta instantaneamente. Me inclino levemente sobre o balcão, apoiando os cotovelos na superfície fria, enquanto meus olhos tentam acompanhar cada item que ele seleciona.— Nossa! Que demais! — exclamo, sentindo meu estômago roncar antecipadamente. — O que