O ritmo frenético de nossos dedos dentro de mim se intensifica, arrancando de minha garganta gemidos arrastados e descompassados. Meu corpo se contorce sob o calor insuportável do prazer, e meu rosto desliza contra o colchão a cada investida, minha pele em chamas, minha respiração entrecortada, completamente entregue à luxúria crua que ele me proporciona.A mão de Ryan aperta meu pulso com mais firmeza, seus dedos marcando minha pele, reivindicando o que já é dele. Em um movimento brusco e preciso, ele puxa meu braço para trás, me forçando a arquear as costas, expondo-me ainda mais ao seu domínio absoluto. Meus seios pressionam contra o colchão, os mamilos enrijecidos roçando o tecido macio, enviando ondas de prazer através do meu corpo. Meu único apoio agora é minha testa contra os lençóis amassados, completamente vulnerável, completamente subjugada.Sinto seus joelhos se insinuarem entre minhas pernas, forçando-as a se abrirem ainda mais para ele. O gesto é possessivo, autoritário,
A pele de Ryan desliza contra a minha, quente, úmida, como brasas vivas roçando sem piedade. Meus músculos se contraem, meu corpo inteiro vibra, e eu sei que estou perto. Tão perto que posso sentir a tensão se acumulando, prestes a explodir em algo devastador.Ele percebe. Claro que percebe.E então, desacelera.Filho da puta.Um gemido frustrado escapa dos meus lábios, seguido de um sussurro desordenado:— Desgraçado...Ryan solta uma risada baixa e maliciosa contra minha pele, sua respiração quente deslizando até meu ouvido. Ele sabe exatamente o que está fazendo.Maldito seja esse homem. Maldito seja esse prazer insuportável.E, acima de tudo, maldita seja essa necessidade viciante que ele desperta em mim.Ele desliza para fora de mim lentamente, fazendo meu corpo arfar com a perda do contato. Então, seus dedos soltam meus pulsos, libertando minhas mãos ainda trêmulas, e ele se inclina, sua boca roçando suavemente contra meu ouvido.— Vire-se — sua voz sai rouca, carregada de desej
Quando abro os olhos, estou mergulhada no aconchego de uma cama imensa, envolta por lençóis de seda que deslizam preguiçosamente pela minha pele, provocando um arrepio gostoso. O espaço ao meu lado está vazio, mas ainda quente, denunciando que Ryan não saiu há muito tempo.Me espreguiço com satisfação, alongando o corpo ainda marcado pelo prazer da noite passada. Um sorriso escapa dos meus lábios enquanto esfrego os olhos, deixando o sol invadir minha visão. A claridade dourada preenche o quarto luxuoso, aquecendo o ambiente e acentuando o aroma amadeirado que ainda paira no ar—o cheiro dele.Meu olhar recai sobre o relógio no criado-mudo. Passou do meio-dia!Solto uma risada discreta e me sento devagar. O movimento desperta pequenas dores espalhadas pelo corpo, lembranças vivas da intensidade da última noite. Ryan Carter definitivamente não é um homem de se esquecer facilmente.Mágico.Acho que encontrei um novo vício. Ele tem um par de olhos acinzentados irresistíveis, um corpo dos
Mas então ele ergue o olhar e me encara com intensidade, os olhos dançando em pura provocação.— Não me olhe assim, senão eu prometo que faço picadinho de você.Minha risada ecoa pela cozinha. Ele pode até achar que é uma ameaça, mas sei muito bem que é um convite.Ryan pega uma tábua robusta de madeira, larga e bem polida, e a coloca sobre o balcão de mármore negro. O contraste do rústico com o moderno é quase uma metáfora dele mesmo.Ele abre a geladeira, e seu olhar afiado percorre as prateleiras, escolhendo os queijos com a precisão de um colecionador manuseando suas peças mais raras.— Esses queijos vêm dos quatro cantos do mundo — diz ele, com um meio sorriso de quem sabe que está prestes a me impressionar.Minha curiosidade desperta instantaneamente. Me inclino levemente sobre o balcão, apoiando os cotovelos na superfície fria, enquanto meus olhos tentam acompanhar cada item que ele seleciona.— Nossa! Que demais! — exclamo, sentindo meu estômago roncar antecipadamente. — O que
Ryan se serve, mordiscando sua própria fatia enquanto encara a vista panorâmica da cidade, seu olhar perdido em algo que não consigo alcançar. Em que ele está pensando?Eu, por outro lado, estou fixada nele. Seu perfil parece esculpido à perfeição, um maxilar forte, traços marcantes e aqueles olhos acinzentados que brilham sob a luz do sol. Há algo hipnotizante nele. Mas, quando ele se vira para mim, sua expressão se torna séria.— Precisamos estabelecer limites no trabalho — ele diz, sua voz firme.Levanto uma sobrancelha e me ajeito melhor no sofá, cruzando os braços.— Sim, claro...Ele relaxa contra o encosto, esticando os braços de maneira casual, mas estudada.— Sem formalidades quando estivermos a sós, mas no escritório, tudo profissional. Nada de conversas íntimas, nada de informalidade na frente dos colaboradores.Sorrio, inclinando levemente a cabeça.— Entendido. Algo mais a acrescentar ao contrato, senhor Carter?Ele responde com aquele seu meio sorriso irresistível.— Sim
O som sutil de uma notificação vibra sobre a mesa de centro, interrompendo o momento. Ryan estende a mão e desliza os dedos pelo telefone, seus olhos escurecendo ligeiramente ao ler a tela. A tensão é mínima, quase imperceptível, mas está lá, como um pequeno vinco entre suas sobrancelhas.O que quer que seja, o incomoda.Ele bloqueia a tela rapidamente, repousando o celular no mesmo lugar. Um silêncio paira no ar antes que eu quebre a bolha da hesitação.— Então, senhor Carter, me diga — cruzo as pernas devagar, apoiando o cotovelo no encosto do sofá —, o que o motivou a erguer um império como as Empresas Carter?Ele recosta contra o estofado de couro, relaxando os ombros. Um resquício de tensão ainda permanece ali, mas sua expressão se suaviza como se estivesse prestes a me dar uma resposta já decorada.Só que eu não quero uma resposta decorada.— E, por favor, sem aquele discurso pronto que você dá aos jornalistas — acrescento, girando o vinho em minha taça. — Quero ouvir a verdade.
— Me fale sobre sua paixão — Ryan murmura próximo ao meu ouvido, sua voz envolvendo-me como um convite silencioso.Curiosamente, o fato de ele estar atrás de mim, sem me encarar diretamente, torna a conversa mais fácil.— Quer que eu fale sobre minha cozinha?Ele desliza os dedos pelos meus cabelos, deixando-os cair lentamente sobre meu ombro. Seu toque é casual, mas há algo de íntimo demais na forma como faz isso, como se estivesse mapeando cada reação minha.— Quero que me fale sobre o que faz seu coração vibrar.O que me faz vibrar mais do que tudo?Você.Mas é claro que não posso dizer isso.— Bom... — solto o ar lentamente, reunindo os pensamentos. — Minha paixão pela gastronomia começou há muito tempo. Sempre admirei os grandes chefs, a criatividade deles. O desafio constante de inovar, de buscar a perfeição.Ryan me observa com atenção, seus olhos escuros refletindo a luz suave do ambiente.— O que mais gosto na cozinha é que estou sempre aprendendo. Sempre há algo novo a desc
Os olhos dele não me deixam escapar. Fixos, intensos, carregados de promessas não ditas. É um olhar que me consome, queima minha pele sem ao menos precisar me tocar.Então, ele move os braços devagar, os dedos deslizando pela barra da camisa antes de puxá-la para fora do corpo.E eu perco o fôlego.Cada detalhe dele parece esculpido à perfeição — os ombros largos, o peitoral firme, a pele dourada sob a iluminação suave do quarto. Seus músculos se contraem com cada movimento, a linha da calça baixa o suficiente para expor aquela curva perigosa no quadril. Meu olhar desliza por ele como se estivesse faminta. E talvez eu esteja.Ele é a definição do proibido. Do desejo absoluto.E eu o quero com um desespero avassalador.— Vejamos... — Sua voz baixa desliza até mim como um sussurro carregado de intenções. — O que temos aqui para satisfazer a senhorita...?Seu sorriso é pura provocação, um deleite cruel que faz meu ventre se apertar.Eu rio, tentando dissipar a tensão sufocante, mas o som