Dominic Lexington Ter meus irmãos me apoiando poderia ser considerado como a plena satisfação, considerando que a pouco tempo, eu sequer cogitaria estar nesse lugar, mas, o segredo do Cavalieri deixava-me tão tenso, que eu me sentia a beira de uma crise. Isso, no entanto, nunca foi algo do qual eu sentisse medo. Para pessoas como nós, a morte podia ser considerada apenas como uma consequência merecida pelo que fazemos. Só que, agora, eu tinha a Baby. Eu finalmente a tinha, e perceber que morrer não seria o pior dos castigos, estava me deixando maluco.Com as armas em punho, nos caminhamos em direção ao portal principal da casa amarela. Haviam soldados na porta, como era esperado. De qualquer maneira, não houve qualquer resistência.— Abaixem as armas! — Cesare ordenou.Assim foi feito. Soldados abriram caminho, e nós passamos, com os portões escancarados. Os carros atrás de nós, nos seguiram para dentro da propriedade. Meus olhos atentos já captavam a movimentação ali dentro.Obviame
Baby Ortiz— Você é muito linda. – Desviei minha atenção da tela de um celular que quase nunca usava, para encarar o chão.Ao me deparar com a garotinha me encarando com olhos brilhantes, tive a sensação de que estava sendo julgada esse tempo todo. – Sunshine disse que vai ser minha nova mamãe, mas eu não quelo, porque ela é chata. – A garotinha piscou os olhinhos esperançosos, como se, eu, de alguma maneira pudesse evitar o que estava prestes a acontecer na vida dela.— Oi... – Deslizei na cama, me abaixando até estar cara a cara com ela. Só com os joelhos no chão, me dei conta do quanto ela parecia pequena e frágil. O nariz arrebitado tinha pequenas sardas, e os olhos claros lembravam o do pai, embora não houvesse qualquer resquício de maldade neles. – Como é o seu nome?— Lili. – A garotinha sorriu, mostrando a falha em um dos dentes da frente. – Me chamam de Lôlo, mas o papai não gosta muito. Ele diz que é feio, e que eu deveria usar o meu nome. Mas eu gosto de Lôlo. Você gosta de
Baby Ortiz — Não quer? Engraçado, porque você trata as pessoas como lixo. Você inventa coisas sobre elas, e depois foge. Essa é você, Britney.Aquela foi a primeira vez que notei um brilho diferente nos olhos dela. Era raiva ou medo? – Não me chame assim! Eu não sou a Britney.Me aproximei dela. — Nunca mais diga mentiras sobre o Dominic para mim, ouviu? – Apontei o dedo no rosto dela. Bem perto.A garota não pareceu intimidada, pelo contrário, ela se aproximou um pouco mais, batendo no meu dedo com a mão espalmada. – Eu não inventei nada. Eu só queria um conselho, e não tenho culpa se não tem inteligência o bastante para compreender que era uma suposição.Estreitei os olhos. – Acha que me engana? Você não quer o seu noivo, não é? Quer o irmão dele! – Gritei alto. Eu só não esperava que fosse atingi-la em cheio.A garota pareceu dura como uma pedra. O rosto bronzeado havia se tornado pálido em alguns segundos. Ergui meu queixo, por soube que a atingi em cheio. Só que, ao fazer isso,
Dominic Lexington Puto, praticamente arrombei a porta do quarto enquanto arrastava a infeliz presa em um dos meus braços. Foi uma surpresa me deparar com a Lili deitada na minha cama. Seu corpinho pequeno repousando em um canto do quarto, enquanto os olhos presos no celular a impediam de ver o que acontecia ao redor. Antes que a garota presenciasse uma maldita cena, coloquei a Baby resmungona no chão. Seu cabelo estava ainda mais bagunçado agora. Ela puxou a roupa para baixo, expondo a inquietação ao me encarar. Nós dois sabíamos que ela não escaparia da conversa que estávamos prestes a ter.Andei na direção da minha sobrinha, analisando as bochechas gordinhas. Eu normalmente não me derreto por algo, ou acho alguém fofo, mas droga, essa pequena humana poderia me fazer de gato e sapato, raspar minha cabeça ou me fotografar com uma de suas infelizes maquiagens, e eu ainda a acharia o ser mais doce do mundo.— Pequena, por que não vai para o seu quarto?Ela parecia entretida demais pa
Dominic Lexington Andar de mãos dadas com ela fora uma péssima ideia, e só me dei conta quando uma infinidade de fotos nossas saíram em todos os jornais. Controle de danos foi a única merda da qual tive que lidar. A última coisa de que eu precisava era uma Baby furiosa, descobrindo tudo através de uma merda de coluna de fofoca em alguma revista sensacionalista. Por isso, tirá-la do país não havia sido a minha atitude mais nobre com relação à infeliz.Os olhos dela estavam vidrados na paisagem. Baby abriu os braços em algum momento, fitando a beleza do mar aberto. Enquanto pilotava o Iate, ela encarava tudo como se aquela fosse sua fodida primeira vez. Como se ela nunca tivesse feito uma porcaria de passeio como esse antes.Mas era disso que se tratava a Baby, não era? Tudo para ela ainda soava como viver pela primeira vez, em cada maldito detalhe de sua vida, ou cada toque meu a ela.Minha mão mal conseguia se conter, e só por isso apertei o maldito Leme até que os nós dos meus dedo
Dominic LexingtonA música no salão não passava de uma maldita distração. Eu cumprimentei dois homens mal-encarados quando entrei, e de alguma maneira, eles sorriram assim que puseram os olhos sobre mim. Talvez, o fato de estar entre os vinte homens mais ricos do mundo fosse o segredo. Parei diante de um palco, com uma extensão de passarela montada. Aquilo não era o tipo de coisa que eu costumava concordar, mas estava de saco cheio da monotonia que tenho passado desde que a minha noiva. Não, ex noiva... Enfim, eu não pretendo pensar naquela filha da mãe agora.Um homem anunciou que o leilão começaria em apenas cinco minutos, e todas as pessoas procuraram seus respectivos lugares a partir daquele momento. Não se enganem. Não havia mulheres nesse lugar, exceto, as que entrariam no palco, e elas, bom... elas seriam a mercadoria.Procurei por uma cadeira e me sentei na primeira fileira. A placa estava bem ao meu lado, e eu não tinha qualquer intenção de levantá-la esta noite. Meus pensame
Baby OrtizEu prendi a minha respiração, estalei os dedos e me preparei para o pior. Olhando aqueles homens sedentos, sentados em suas cadeiras, e os valores que as mulheres receberam, eu me sentia enjoada. Eu não queria estar nesse lugar, mas não era como se tivesse alguma escolha. Fechei os olhos e me preparei para entrar no palco. ‘Confiança. Você consegue! Você consegue!’, repeti isso na minha cabeça umas mil vezes, coloquei um sorriso qualquer, e andei até o palco.Uma falha, e eu sabia das consequências severas que me esperavam. A celebrada da noite. A minha virgindade estava prestes a ser vendida. Que ótimo... Como se eu precisasse de mais esse problema.– Direto do país com a maior quantidade de vencedoras do miss universo, Venezuela! – Talvez não seja possível notar, mas o desgraçado me empurrou. Eu voltaria e daria um chute nele, se eu pudesse. – Vinte e um anos, dança balé. E a surpresa da noite, senhores. Ela é virgem. Nossa, uma grande merda!Andei como se aquela passar
Dominic Lexington Os olhos dela estavam mais que saltados. Eu podia sentir o corpo dela se tremendo, quando me posicionei atrás e colei minha boca naquela orelha linda. – Indo a algum lugar?– E... Eu. Eu estava tentando ir ao banheiro.Apertei com um pouco mais de força. – Nunca minta para mim, amor. Não vai gostar de me deixar com raiva! Segurei na mão daquela mulher, e merda... Ela era mais linda pessoalmente. Eu estava louco para levá-la para casa. Eu a queria na minha cama com urgência. Caminhei pelo salão, enquanto sentia como os passos dela eram vacilantes.– Tem certeza que vai fazer isso? – Meu caminho foi interrompido. Eu estava irritado. – Ela vai descobrir!– Porra! Sai da minha frente. – Eu sentia os olhos dela em mim. Eu sabia que a mente estava cheia de perguntas, mas apreciei que ela as deixou dentro de sua cabeça. Todas as mulheres com quem costumava sair falavam demais.– Sua noiva não vai gostar. Pelo amor de Deus, Dom! – O irmão dela tentou argumentar.Que se foda