POV MERLIAH
Assim que ouvi o grito enfurecido dele, virei-me na sua direção, ainda sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
— Eu... Me desculpe! Achei que já tivesse partido — falou, sem sair do entremeio entre o corredor e a porta.
— Eu não partirei, Chain!
Ele não disse nada. Parecia não estar acreditando nas minhas palavras. Sentei na cama e pus a mão no colchão, olhando para o lugar dele:
— Poderia... Vir aqui? — Limpei as lágrimas ao olhá-lo.
Percebi o peito dele mexendo-se aceleradamente, certamente em função do coração estar batendo mais forte. Se ele soubesse o quanto eu estava nervosa... E tudo que sentia naquele momento.
Chain fechou a porta e veio até mim, sentando-se exatamente onde pedi. Nossos olhos se encontraram e por alguns segundos me perdi nas profundezas daquele esverd
- Pré-infartada... – E totalmente monopolizadora, pensei.- Estou me sentindo traída.- E eu chateada por você achar que a minha faculdade é uma “idiotice”.- Eu... Não quis dizer isto.- Vó, eu conversei com Davina. Cuidarei de Diogo até que ela consiga a guarda novamente.- Como assim? Você está com a posse do menino?- Não, vovó, não estou com a “posse” de Diogo. Ele está sob a guarda de Tessália Archambault Chamalet, madrasta de Chain.- Minha querida, ainda há tempo de escapar deste casamento louco que está a entrar... Pela segunda vez.Eu cheguei a imaginar sua cara naquele momento, arqueando as longas sobrancelhas escuras, tentando me convencer de que ficar com ela e mamãe era o melhor.- Eu amo Chain, vó.- Eu... Sei. E ele a ama, não tenho d&uacut
— Eu gostaria de dizer que você ouviu errado, Chain. Mas não, é isso mesmo. Ela vai usar Rambo... E algumas das meninas junto.— Isso é... Surreal.— Sim. Eu... Nem sei o que dizer. Tentei explicar que era uma loucura, mas vovó está com a ideia fixa nisso. Acha que vai ganhar muito dinheiro.— Sobre ganhar dinheiro... Talvez ela tenha razão nesta parte. O mundo dos pornôs ainda é rentável.— Mais que um Bordel, onde você paga pelo sexo de verdade?— Eu não entendo muito sobre estas coisas, Liah. Mas confesso que não entendo como sua mãe e avó conseguiram falir, pelo preço que cobravam.— Creio que o Hotel fosse por onde o dinheiro escapava.— Ainda assim... Quem cuidava do dinheiro?— Mamãe... E antes dela, vovó. Ou seja, não há como uma te
Naquela manhã finalmente terminei meu vestido. E me senti tranquila, já que teria 48 horas para preparar-me para a cerimônia sem me preocupar com roupa e calçado, já que havia comprado um par de botas novas. Ainda tinha que pensar no que faria nos cabelos.Eu não queria ir a algum lugar para fazer maquiagem, unhas e tudo mais. Realmente para mim o que importava era usar a vestido de noiva e estar enfim casando com Chain... De verdade desta vez.Quando chegou às 16 horas, usei meu motorista pela segunda vez, pedindo que me levasse até a Construtora Partenon.— Pode ir embora. Voltarei com Chain — avisei-o.Quando parei na frente da matriz da Partenon, olhei para cima, observando o prédio enorme. E pensar que tempos atrás tentei ir ali para encontrar o homem que queria nos tirar do Hotel Califórnia. E acabei encontrando Chain. Fiquei imaginando se eu tivesse conseguido e
— Meu pai era um sujeito inescrupuloso, sem alma e coração. E também não era burro.— Então você também acha estranho tudo isso?— Um pouco.— Um pouco? — Arqueei a sobrancelha, curiosa com “o pouco” de dúvida que ele tinha.— Logo você vai saber. Então vamos discutir meus pensamentos com relação a isso tudo... Eu, você e Milano.Afastei-me da maquete e o empurrei levemente, antes que me tocasse. Me dirigi até sua mesa e empurrei as duas poltronas, uma para cada lado. Joguei a bolsa sobre uma delas e sentei-me sobre a mesa, abrindo as pernas, mostrando que não usava calcinha por debaixo do vestido.— Esqueci que tinha vindo até aqui para lembrá-lo que está de castigo. — Sorri sarcasticamente.— Não... Você não viria até aq
Mordi o lábio:— Vou ficar com vergonha dele.— Não fique, meu amor! Milano invadiu nossa privacidade. Ele que deve envergonhar-se.Chain foi até a porta e abriu-a. Sentei-me rapidamente numa das poltronas, olhando para o nada.— Pode entrar, Milano — ele disse de forma ríspida.— Eu... Sinto muito por não ter batido antes na porta.O irmão de Chain veio na minha direção e parou ao lado da poltrona:— Como vai, Liah?Sorri, fingindo que ele não tinha me visto completamente nua e de pernas abertas sobre a mesa minutos atrás, ainda reagindo a um orgasmo.— Eu... Vou bem, obrigada. — Levantei e lhe ofereci a mão, mas ele deu-me um beijo no rosto.— E sua mãe?— Minha mãe? — Enruguei a testa, confusa com a pergunta.— Ela... Está bem?
POV CHAIN— Do que você está falando? — perguntei.— Que os lucros da Partenon no ano passado foram simplesmente incríveis. E fazer o mesmo ou próximo do que já se obteve é praticamente impossível.— Precisamos trabalhar para isso, então — falei, convicto. — Você ficar sem a sua parte também está fora de cogitação. Aliás, por que nosso pai faria toda esta porra? Com o intuito de deixar tudo para Tessália? Não seria mais fácil nos tirar, deixar de fora e já lhe dar tudo na primeira leitura do testamento? O que o velho tinha em mente, afinal?Milano suspirou e levantou:— Preciso ir para casa. Realmente estou muito cansado. Vocês vêm?Verifiquei o relógio e passava das cinco horas. Sim, já estava no horário de eu ir para casa. Olhei para Lia, que d
Quando a soltei, afastou-se um passo e disse:— Chain, vamos logo. Sabe que não podemos nos tocar porque ficamos incontroláveis.— Sim, eu sei — admiti. — Mas meu irmão chegou e nos interrompeu numa hora crucial. Estou ansiando por gozar em você.Ela arregalou os olhos escuros:— Você ainda está de castigo!— Isso não é justo. Então me prometa que vamos transar amanhã à noite, depois de conversar com ele.— Despedida de solteiro? — Sorriu.— Hum... Creio que sim. E veja que querido sou, ao fazer isso com minha esposa.— Eu já disse que você é um idiota?— Sim. E eu já disse o quanto você é provocante?— Não. — Ela riu, me puxando pelo braço, levando-me em direção ao prédio de cinco andares,
Depois do jantar, voltamos para casa. Diogo já estava dormindo e provavelmente Milano também. Quanto à Tessália, não sabíamos se estava em casa ou tinha saído. E sequer perguntamos, porque não nos interessava.Assim que deitamos na cama, perguntei à Merliah:— Você acha que Davina seria mesmo capaz de matar Tessália?— Não... Foi da boca para fora. Claro que ela não mataria. Matar é uma palavra muito forte, não acha?— Eu cheguei a querer matar meu pai, com minhas próprias mãos — confessei.— Mas nunca teve coragem, não é mesmo? Até porque, se fizesse isto, estaria atrás das grades até hoje.— E não teria conhecido você. — A puxei para perto de mim, aconchegando-a em meus braços.— Eu acredito que na hora da raiva, as