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Capítulo 2: Entre o Medo e a Tentação

O silêncio no quarto era denso. Beatriz tentava se concentrar em qualquer coisa que não fosse a presença avassaladora de Davi. Ele, por sua vez, parecia à vontade, sentado na poltrona com um copo de uísque nas mãos, observando-a.

— Você está fugindo de mim, Beatriz. — Ele afirmou, sem rodeios.

Ela ergueu o olhar, surpresa com a franqueza. — Estou apenas sendo profissional.

Davi soltou uma risada baixa, descrente. — Profissional? E se eu disser que desejo mais do que isso? — Ele se levantou, aproximando-se lentamente.

O coração de Beatriz disparou. Ela queria responder, dizer que aquilo era loucura, mas sua voz falhou. A tensão entre eles era palpável, e quando Davi parou a poucos centímetros dela, seus sentidos foram tomados pelo perfume amadeirado e pelo calor que emanava de seu corpo.

— Se disser que pare, eu paro. — Sua voz era rouca, carregada de promessa.

Beatriz sentiu a respiração acelerar. Sua mente gritava para fugir, mas seu corpo não obedecia. A razão dizia uma coisa, mas o desejo queima dentro dela como uma chama incontrolável.

E então, num momento de rendição, seus lábios se encontraram. O toque era suave no início, como se testassem os limites um do outro, mas logo a paixão tomou conta. As mãos de Davi deslizaram para a cintura dela, puxando-a para mais perto.

Beatriz sabia que cruzava uma linha perigosa, mas no instante em que se entregou àquele beijo, percebeu que talvez já fosse tarde demais para voltar atrás.

Beatriz acordou sentindo o calor do sol atravessar a cortina do hotel. Seu corpo ainda estava colado ao de Davi, que dormia tranquilamente ao seu lado. Sua mente se encheu de dúvidas e culpa. O que havia feito? Como enfrentaria o dia seguinte no trabalho depois daquela noite intensa?

Ela se levantou devagar, tentando não acordá-lo, e vestiu-se rapidamente. Precisava de um tempo para pensar, para colocar suas emoções em ordem antes de encará-lo novamente.

Quando desceu para o café da manhã, já havia se passados alguns minutos, ela decidiu andar para espairecer, assim que entrou no local para tomar seu café da manha  encontrou Davi já sentado à mesa, olhando-a com um sorriso sugestivo.

— Fugindo de mim tão cedo? — Ele perguntou, segurando a xícara de café.

Beatriz respirou fundo. — Precisamos conversar sobre o que aconteceu.

Davi inclinou-se para frente, seu olhar fixo no dela. — Eu concordo. Mas primeiro, coma alguma coisa. Você vai precisar de energia para lidar comigo.

Ela revirou os olhos, mas não pôde conter um pequeno sorriso. Sabia que a batalha entre razão e desejo estava apenas começando.

Os dias seguintes foram um teste de resistência para Beatriz. Trabalhar ao lado de Davi sem deixar transparecer o que aconteceu entre eles era quase impossível. Ele, no entanto, parecia se divertir com a situação, lançando olhares e comentários provocativos a cada oportunidade.

Em uma reunião importante, Davi fez questão de elogiar o profissionalismo de Beatriz na frente dos investidores, mas quando passaram pelo corredor, ele sussurrou:

— Eu poderia elogiar outras habilidades suas, mas prefiro manter isso entre nós.

Beatriz sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Queria confrontá-lo, mas parte dela gostava do jogo que estavam jogando. A única dúvida que restava era: até onde estavam dispostos a ir antes que tudo saísse do controle?

A tensão no escritório era palpável. Depois da noite que passaram juntos e dos jogos de provocação que se seguiram, Beatriz sentia que sua relação com Davi estava se tornando cada vez mais perigosa.

Naquela manhã, enquanto organizava os relatórios para a reunião com os acionistas, ela sentiu a presença dele antes mesmo de levantar o olhar. Davi se aproximou devagar, seu perfume amadeirado preenchendo o ar ao redor.

— Beatriz, preciso de você na minha sala após a reunião. — Sua voz era firme, mas seu olhar dizia muito mais.

Ela assentiu, tentando ignorar a aceleração de seu coração. Sabia que aquele encontro não seria apenas sobre trabalho.

A reunião passou em um borrão de gráficos e projeções financeiras. Beatriz fez seu trabalho impecavelmente, como sempre, mas sua mente estava dividida.

Quando finalmente entrou na sala do CEO, encontrou Davi encostado à mesa, os braços cruzados, um olhar que mesclava seriedade e desejo.

— Precisamos estabelecer limites, Beatriz. — Ele começou, sem rodeios.

Ela cruzou os braços, erguendo o queixo. — Concordo. Mas acho que é você quem precisa respeitá-los.

Davi sorriu de lado, aproximando-se. — O problema é que, quando estou perto de você, não consigo respeitar nada.

A confissão pegou Beatriz desprevenida. Antes que pudesse responder, ele continuou:

— Sei que você tem receios, e eu também. Mas negar o que sentimos não está funcionando. O que sugere que façamos?

Beatriz respirou fundo. Estava se envolvendo em algo que poderia comprometer sua carreira, mas seu coração já havia feito a escolha antes mesmo de sua mente processar as consequências. Tendo isso em mente, ela decidiu:

— Vamos devagar. E manter isso entre nós. — Ela sussurrou.

Davi assentiu, mas seu olhar intenso mostrava que aquilo seria um desafio

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