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Capítulo 5: O Plano em Movimento

Após o confronto, Beatriz sabia que não poderia mais apenas reagir aos acontecimentos. Ela precisava agir.

Em uma noite silenciosa, decidiu buscar respostas por conta própria. Acessou arquivos antigos da empresa, analisou contratos suspeitos e, finalmente, encontrou algo que chamou sua atenção: uma transação milionária entre a Bernardes Corporation e uma empresa offshore associada a Ricardo Vasconcelos.

Antes que pudesse pensar no que fazer com aquela informação, seu telefone vibrou novamente. Outra mensagem anônima.

"Agora você viu demais. Cuidado com quem confia."

O ar ficou pesado ao seu redor. A ameaça agora era direta.

No dia seguinte, Davi notou sua inquietação e a puxou para uma sala reservada.

— O que foi dessa vez? — Ele perguntou, visivelmente preocupado.

Beatriz hesitou, mas mostrou a tela do celular para ele.

Davi fechou os olhos por um instante antes de murmurar:

— Isso está indo longe demais.

— Então me diga a verdade! Eu preciso saber com o que estou lidando. — Ela insistiu.

Ele passou a mão pelos cabelos, respirando fundo.

— Tudo bem. Mas se eu te contar, você precisa prometer que não vai fugir.

Beatriz prendeu a respiração. Sua vida estava prestes a mudar para sempre.

Davi olhou nos olhos de Beatriz, seu rosto sério. Ele hesitou por um momento antes de se aproximar, sua voz baixa, quase um sussurro.

— Ricardo Vasconcelos não é apenas um investidor obscuro. Ele tem ligações com o submundo do crime. E há anos tenta me envolver nos negócios sujos dele.

Beatriz sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

— E essa transação? O que significa? — Ela perguntou, segurando o fôlego.

— É uma armadilha. Eles querem me incriminar. E agora, você está no meio disso. — Davi fechou os olhos por um instante, a frustração evidente.

— O que podemos fazer? — Ela perguntou, sentindo um misto de medo e adrenalina.

Davi pegou o celular e digitou algo rapidamente.

— Vamos sair daqui. Precisamos de um plano antes que seja tarde demais.

Sem tempo para hesitações, Beatriz pegou sua bolsa e seguiu Davi até o elevador, seu coração disparado. Estava prestes a mergulhar em um jogo muito maior do que imaginava. E, dessa vez, não havia volta.

Beatriz e Davi saíram do prédio da Bernardes Corporation sob o olhar atento de câmeras e funcionários curiosos. Dentro do carro blindado, o silêncio entre eles era denso. O motor roncava baixo enquanto seguiam rumo a um destino desconhecido para ela.

— Para onde estamos indo? — Beatriz perguntou, sua voz embargada pela tensão acumulada.

Davi olhou para ela rapidamente antes de voltar a atenção à estrada.

— Um lugar seguro. Confie em mim.

Ela queria confiar, mas tudo que vinha descobrindo tornava isso difícil. A cada minuto ao lado dele, sua vida se tornava mais complicada. E agora, envolvida com um homem que tinha inimigos perigosos, ela não sabia se poderia sair ilesa dessa situação.

Quando chegaram a uma casa afastada, cercada por árvores e protegida por um grande portão de ferro, Beatriz engoliu em seco. Davi saiu do carro e abriu a porta para ela.

— Entre. Precisamos conversar sem interrupções.

Ela hesitou por um momento antes de segui-lo para dentro. O interior da casa era moderno, mas austero. Poucos móveis, poucas cores. Parecia um refúgio preparado para alguém que esperava por perigo a qualquer momento.

Davi serviu uma taça de vinho para ela e pegou um copo de uísque para si. Sentaram-se frente a frente, e Beatriz foi a primeira a quebrar o silêncio.

— Você disse que Ricardo Vasconcelos quer te incriminar. Mas por quê? O que ele ganha com isso?

Davi suspirou, passando a mão pelos cabelos.

— Poder. Controle. Meu pai fez negócios com ele no passado, mas nunca entrou completamente no jogo sujo. Quando meu pai morreu, Ricardo tentou me convencer a continuar esses "acordos", mas eu me recusei. Desde então, ele tem tentado minar minha credibilidade, fazendo parecer que eu sou corrupto.

Beatriz absorveu a informação, sua mente girando com as possibilidades.

— Então essa transação que encontrei...

— Foi manipulada para parecer que eu estou envolvido. Mas é uma armadilha. E agora, você sabe demais.

Ela apertou a taça de vinho entre os dedos. Seu instinto dizia que deveria fugir, mas algo dentro dela gritava para ficar. Para ajudá-lo.

— O que vamos fazer? — ela perguntou, finalmente aceitando que já estava envolvida demais para recuar

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