Beatriz sempre foi dedicada ao trabalho. Inteligente, eficiente e discreta, ela sabia que a posição de secretária-executiva na Bernardes Corporation não era fácil, mas nunca imaginou que sua vida viraria de cabeça para baixo com a chegada do novo CEO.
Davi Bernardes era a definição de poder e frieza. Jovem, brilhante e implacável nos negócios, ele assumiu a presidência da empresa com um único objetivo: expandir os negócios da família. Sua reputação o precedia, e Beatriz logo percebeu que trabalhar para ele exigiria mais do que simples profissionalismo.
Desde o primeiro encontro, uma tensão elétrica pairou entre eles. Davi era exigente, e Beatriz nunca se deixara intimidar. Mas havia algo nos olhos dele – um olhar predador, intenso, que a fazia sentir-se vulnerável.
No entanto, Beatriz se recusava a ser apenas mais uma em sua lista de conquistas. Com uma postura firme, ela manteve-se profissional, mesmo quando Davi parecia testar seus limites, provocando-a com pequenas insinuações e desafios.
A cada dia, os embates entre eles se tornavam mais intensos. O CEO parecia determinado a derrubar suas barreiras, enquanto Beatriz lutava contra um desejo proibido que crescia dentro dela.
Com o passar dos meses Davi vinha aumentando suas jogadas encima de Beatriz, ela, que por mais que se sentisse atraída pelo seu chefe, não queria da o braço a torcer e ser somente mais uma em sua vida, Beatriz vinha de família humilde, nunca teve um namorado antes, sempre preferiu casos de uma noite, pois sempre focou em da uma vida melhor ao seus pais. Ela tinha em mente que não iria sucumbir ao desejo tão facilmente.
Logo que Beatriz chegou a empresa, soube que teria que ir viajar para Nova York, essa viagem era de extrema importância para a empresa, era um acordo importante, logo então, ela decidiu focar nisso e deixar qualquer pensamento que não fosse trabalho permear em sua mente.
A viagem para Nova York era essencial para fechar um acordo milionário. Beatriz revisava os documentos no jatinho particular enquanto Davi analisava alguns relatórios. O silêncio entre eles era tenso, carregado de expectativas não ditas.
— Você parece nervosa, Beatriz. — A voz de Davi rompeu o silêncio, um sorriso de canto se formando.
Ela ergueu os olhos, mantendo a compostura. — Apenas concentrada no trabalho, senhor Bernardes.
— Davi. Quero que me chame pelo meu nome quando estivermos fora do escritório. — Ele inclinou-se ligeiramente, observando cada reação dela.
Beatriz engoliu seco. Era um jogo perigoso, e ela sabia disso. Mas antes que pudesse responder, uma turbulência repentina fez o avião sacudir, e instintivamente, ela segurou o braço de Davi.
Ele sorriu de leve, sentindo a pele dela tocar a sua. — Parece que alguém está mais nervosa do que admite.
Ela rapidamente afastou a mão, voltando a fitar os documentos, ignorando a onda de calor que se espalhava pelo seu corpo.
Após horas de viagem, entre insinuações e tentavas de fazer Beatriz voltar atras em sua promessa de não se envolver com seu chefe, finalmente eles haviam chegado no hotel, e ela poderia respirar aliviada.
Ao chegarem ao hotel, um erro na reserva os colocou no mesmo quarto. Davi franziu o cenho ao ver a confusão da recepção.
— Resolverei isso. — Beatriz disse, já pegando o telefone.
— Não precisa. — Davi interrompeu. — É apenas uma noite. Você consegue lidar com isso, não consegue?
Ela suspirou, sabendo que discutir seria inútil. Agora seria uma luta muito maior, uma luta interna para não cair em tentação e deixar sua vontade falar mais alto.
E assim, naquela noite, confinados entre quatro paredes, os sentimentos que ambos evitavam começaram a vir à tona, e nenhuma barreira seria forte o suficiente para impedi-los de cruzar a linha tênue entre o desejo e a razão.
O silêncio no quarto era denso. Beatriz tentava se concentrar em qualquer coisa que não fosse a presença avassaladora de Davi. Ele, por sua vez, parecia à vontade, sentado na poltrona com um copo de uísque nas mãos, observando-a.— Você está fugindo de mim, Beatriz. — Ele afirmou, sem rodeios.Ela ergueu o olhar, surpresa com a franqueza. — Estou apenas sendo profissional.Davi soltou uma risada baixa, descrente. — Profissional? E se eu disser que desejo mais do que isso? — Ele se levantou, aproximando-se lentamente.O coração de Beatriz disparou. Ela queria responder, dizer que aquilo era loucura, mas sua voz falhou. A tensão entre eles era palpável, e quando Davi parou a poucos centímetros dela, seus sentidos foram tomados pelo perfume amadeirado e pelo calor que emanava de seu corpo.— Se disser que pare, eu paro. — Sua voz era rouca, carregada de promessa.Beatriz sentiu a respiração acelerar. Sua mente gritava para fugir, mas seu corpo não obedecia. A razão dizia uma coisa, mas o
Manter o relacionamento profissional enquanto escondiam sua atração avassaladora provou ser mais difícil do que imaginavam. Pequenos toques acidentais, olhares prolongados e encontros furtivos tornaram-se parte de sua rotina diária.Uma noite, depois que a maioria dos funcionários já havia saído, Davi a chamou em sua sala para revisar um contrato. Beatriz tentou se concentrar no documento à sua frente, mas sentiu quando ele se aproximou, sua respiração roçando sua nuca.— Você faz ideia do que está fazendo comigo? — A voz dele era um sussurro carregado de desejo.Ela fechou os olhos por um segundo, lutando contra a vontade de se virar e acabar com aquela distância.— Estamos no escritório, Davi. — Tentou manter a firmeza na voz.— Eu sei. E é exatamente isso que torna tudo ainda mais intenso. — Ele deslizou os dedos pela lateral do braço dela, causando arrepios.Beatriz virou-se para encará-lo, o desejo refletido em seus olhos. A razão dizia para se afastar, mas sua vontade gritava pa
Nos dias seguintes, Beatriz decidiu investigar por conta própria. Usando sua rede de contatos, ela descobriu que o homem das fotos era Ricardo Vasconcelos, um empresário conhecido por suas transações ilícitas.Quando confrontou Davi sobre isso, ele hesitou antes de admitir: Ricardo era um antigo sócio de sua família, envolvido em um acordo sigiloso que poderia destruir sua reputação se viesse à tona.— Eu não queria te envolver nisso, Beatriz. Mas agora que sabe, preciso que confie em mim. — Davi pediu, seus olhos carregados de emoção.Beatriz respirou fundo. Estava dividida entre o medo e o desejo de protegê-lo.A tensão entre eles atingiu seu ápice. Naquela noite, após uma discussão acalorada no escritório, Davi segurou Beatriz pelos braços, seus olhos queimando com intensidade.— Você me deixa louco, Beatriz. — Sua voz era rouca.Antes que ela pudesse responder, seus lábios se encontraram em um beijo feroz, carregado de desejo reprimido. Beatriz soube naquele momento que, independe
Após o confronto, Beatriz sabia que não poderia mais apenas reagir aos acontecimentos. Ela precisava agir.Em uma noite silenciosa, decidiu buscar respostas por conta própria. Acessou arquivos antigos da empresa, analisou contratos suspeitos e, finalmente, encontrou algo que chamou sua atenção: uma transação milionária entre a Bernardes Corporation e uma empresa offshore associada a Ricardo Vasconcelos.Antes que pudesse pensar no que fazer com aquela informação, seu telefone vibrou novamente. Outra mensagem anônima."Agora você viu demais. Cuidado com quem confia."O ar ficou pesado ao seu redor. A ameaça agora era direta.No dia seguinte, Davi notou sua inquietação e a puxou para uma sala reservada.— O que foi dessa vez? — Ele perguntou, visivelmente preocupado.Beatriz hesitou, mas mostrou a tela do celular para ele.Davi fechou os olhos por um instante antes de murmurar:— Isso está indo longe demais.— Então me diga a verdade! Eu preciso saber com o que estou lidando. — Ela insi
Na manhã seguinte, Beatriz acordou com a luz suave do sol entrando pela janela. Olhou ao redor, lembrando-se de que estava no refúgio de Davi. Ele não estava ao seu lado, e a ausência dele a fez se sentir inquieta.Levantou-se e encontrou Davi na cozinha, com uma xícara de café na mão e um laptop aberto na mesa.— Dormiu bem? — Ele perguntou sem tirar os olhos da tela.— O melhor que pude, considerando tudo. — Ela se aproximou, espiando a tela. Ele estava analisando documentos e transações.Davi virou o laptop em sua direção.— Descobri algo. Esse é o contrato da transação suspeita. Se olharmos os detalhes, há cláusulas inconsistentes que mostram que alguém tentou falsificar minha assinatura.Beatriz arqueou as sobrancelhas.— E se conseguirmos provar que a assinatura foi forjada?Davi sorriu, e pela primeira vez ela viu algo diferente nele: esperança.— Exatamente. Mas precisamos agir rápido. Ricardo não vai parar por aqui. Ele já percebeu que você está do meu lado, e isso te torna u
Davi dirigia a toda velocidade, os faróis cortando a escuridão da estrada deserta. Beatriz sentia a adrenalina pulsando em seu corpo, seus dedos apertando o cinto de segurança como se fosse sua única âncora na realidade.— Precisamos de um plano — ela disse, tentando controlar o tremor na voz.— Primeiro, precisamos garantir que você esteja segura — Davi respondeu, sem desviar os olhos da estrada. — Vou levá-la a um lugar onde ninguém possa encontrá-la.— E você? — Beatriz virou-se para ele, seu coração apertando ao ver a tensão em seu rosto.Davi hesitou por um instante.— Eu vou resolver isso. Ricardo não pode sair impune.— Não me peça para ficar de fora disso — ela insistiu, seu olhar firme. — Estou com você, Davi.O silêncio preencheu o carro, e quando ele finalmente olhou para ela, havia algo profundo e indomável em seus olhos.— Você realmente quer isso? — sua voz era baixa, carregada de emoção contida.Beatriz assentiu.— Até o fim.O esconderijo era uma casa afastada, cercada
postes enferrujados. Ele sabia que era uma armadilha, mas não tinha escolha.Com a arma em punho, ele caminhou com passos firmes, mantendo-se atento a qualquer movimento. Ao se aproximar da entrada do galpão, ouviu um grito abafado. Beatriz.O sangue de Davi ferveu. Ele chutou a porta, disparando um tiro para o alto. Os capangas de Ricardo se viraram surpresos, mas Davi foi mais rápido. Com tiros certeiros, acertou dois deles antes que pudessem reagir.Ricardo segurava Beatriz pelo braço, uma faca pressionada contra sua pele.— Solte-a, Ricardo! — Davi rosnou, apontando a arma para ele.Ricardo riu, apertando ainda mais a lâmina contra Beatriz.— Você realmente acha que vai sair vivo daqui? — ele zombou. — Eu sempre estive um passo à sua frente, Bernardes.Beatriz olhou para Davi com olhos suplicantes. Ela sabia que qualquer movimento errado poderia ser fatal.Então, em um movimento calculado, Beatriz cravou seu salto no pé de Ricardo, fazendo-o gritar de dor e soltar a faca por um se
Os dias que se seguiram foram uma montanha-russa de emoções para Beatriz. Mesmo com Ricardo Vasconcelos atrás das grades e os negócios da Bernardes Corporation se estabilizando, ela não conseguia se livrar da sensação de que algo ainda estava errado. Pequenos detalhes nos relatórios financeiros pareciam inconsistentes, e quanto mais ela analisava os documentos, mais suspeitas surgiam.Davi notou sua inquietação e a chamou para conversar em seu novo escritório.— O que foi? — ele perguntou, puxando-a para sentar ao seu lado no sofá de couro.Beatriz mordeu o lábio, hesitante. — Eu não sei se está realmente acabado, Davi. Encontrei registros de transferências suspeitas. Pequenos valores, mas com padrão similar ao esquema que Ricardo tentou armar contra você.Davi franziu a testa, pegando o tablet que ela lhe entregava. Analisou os dados por alguns minutos antes de soltar um suspiro pesado.— Isso não foi obra de Ricardo. Alguém dentro da empresa ainda está jogando contra mim.Beatriz se