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Capítulo 3: Segredos no Escritório

Manter o relacionamento profissional enquanto escondiam sua atração avassaladora provou ser mais difícil do que imaginavam. Pequenos toques acidentais, olhares prolongados e encontros furtivos tornaram-se parte de sua rotina diária.

Uma noite, depois que a maioria dos funcionários já havia saído, Davi a chamou em sua sala para revisar um contrato. Beatriz tentou se concentrar no documento à sua frente, mas sentiu quando ele se aproximou, sua respiração roçando sua nuca.

— Você faz ideia do que está fazendo comigo? — A voz dele era um sussurro carregado de desejo.

Ela fechou os olhos por um segundo, lutando contra a vontade de se virar e acabar com aquela distância.

— Estamos no escritório, Davi. — Tentou manter a firmeza na voz.

— Eu sei. E é exatamente isso que torna tudo ainda mais intenso. — Ele deslizou os dedos pela lateral do braço dela, causando arrepios.

Beatriz virou-se para encará-lo, o desejo refletido em seus olhos. A razão dizia para se afastar, mas sua vontade gritava para permanecer ali.

— Se continuarmos com isso, vai chegar um momento em que não conseguiremos mais esconder. — Ela alertou.

Davi segurou seu queixo suavemente, obrigando-a a manter o olhar nele. — Então que se dane o segredo. Eu quero você, Beatriz. E não vou parar até ter tudo de você.

Ela sentiu seu mundo balançar. Estava pronta para pagar o preço de ceder ao que sentia por ele?

Enquanto tentava encontrar uma resposta, os lábios dele tocaram os seus novamente, selando um destino que ambos já sabiam ser inevitável.

Os dias seguintes foram um jogo perigoso. Olhares trocados durante reuniões, toques furtivos nos corredores e mensagens enigmáticas depois do expediente. Mas Beatriz sabia que uma hora ou outra, aquilo fugiria de seu controle.

Davi a surpreendeu ao convidá-la para um jantar em um restaurante discreto. Apesar do receio, ela aceitou.

Sentada à mesa, ela se esforçava para não parecer vulnerável. Davi, por outro lado, parecia confortável, como se estivesse exatamente onde queria estar.

— Achei que você recusaria o convite. — Ele comentou, servindo vinho para os dois.

Beatriz ergueu uma sobrancelha. — Você não me deixou muitas opções.

Davi riu baixinho, inclinando-se para mais perto. — Eu sempre consigo o que quero, Beatriz.

Ela engoliu em seco. Sentia que aquele jantar não era apenas uma cortesia. Era um teste. Um que ela sabia que poderia falhar.

Antes que pudesse responder, seu telefone vibrou. Uma mensagem anônima apareceu na tela.

"Cuidado com ele. Você não sabe onde está se metendo."

Beatriz sentiu um frio na espinha. Olhou para Davi, que a observava atentamente. Algo estava errado. Muito errado.

A mensagem não saía da cabeça de Beatriz. Quem poderia estar tentando alertá-la? E por quê? Decidida a não demonstrar sua inquietação, ela desligou o celular e forçou um sorriso para Davi.

— Algum problema? — Ele perguntou, observando-a com atenção.

— Nada demais. Apenas uma notificação sem importância. — Mentiu.

Davi estreitou os olhos, mas não insistiu. O jantar prosseguiu, mas Beatriz mal conseguia saborear a comida. Seu instinto gritava que algo estava errado.

No dia seguinte, ao chegar ao escritório, encontrou um envelope pardo sobre sua mesa. Sem remetente. Com o coração acelerado, ela o abriu e encontrou algumas fotos. Em todas, Davi aparecia com um homem desconhecido, em reuniões discretas, como se estivessem fechando um acordo secreto.

Beatriz sentiu um nó na garganta. Quem era aquele homem? E por que alguém queria que ela soubesse disso?

Davi entrou na sala naquele momento, seu olhar imediatamente pousando no envelope aberto sobre a mesa de Beatriz. Ele franziu a testa ao ver as fotos.

— Onde conseguiu isso? — Sua voz era baixa, mas carregada de tensão.

Beatriz hesitou. Poderia confiar nele? O instinto lhe dizia para confrontá-lo, mas outra parte dela temia o que poderia descobrir.

— Elas estavam aqui quando cheguei. Quem é esse homem, Davi?

Ele pegou as fotos, examinando-as com expressão sombria. Após um longo silêncio, suspirou e encarou Beatriz.

— Isso não é algo que eu possa te contar agora. Mas prometo que não tem nada a ver com você. Confie em mim.

Beatriz sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Não era isso que ela queria ouvir.

— Confiança precisa de transparência, Davi. E, neste momento, eu não sei se posso confiar em você.

Ele a observou por alguns segundos, então se aproximou lentamente.

— Eu entendo seus receios. Mas saiba de uma coisa: eu nunca faria nada para te machucar. Se você quiser se afastar agora, eu vou entender. — Sua voz era firme, mas havia algo mais ali. Uma vulnerabilidade que ela nunca tinha visto antes.

Beatriz engoliu em seco. Seu coração e sua razão estavam em guerra.

— Eu não sei o que fazer. — Admitiu, sua voz quase um sussurro.

Davi segurou sua mão com delicadeza.

— Então me deixe provar que você pode confiar em mim.

Beatriz sabia que estava entrando em um jogo perigoso. Mas já era tarde demais para voltar atrás.

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