Capítulo 107

O tempo parou.

Não como uma metáfora para o medo, não como um devaneio do subconsciente. Mas sim, de forma literal.

O vento cessou. Os ecos da batalha morreram. As lâminas que se cruzavam ficaram suspensas no ar como se a própria realidade hesitasse.

E então, veio a voz.

— Chegou o momento.

Não era apenas um som. Era algo mais profundo. Algo que se infiltrava sob a pele, que vibrava nos ossos, que penetrava a mente como dedos invisíveis arrancando cada lembrança, cada sentimento.

Os olhos de Ivy estavam fixos nas sombras que se erguiam ao seu redor. Elas eram uma presença viva, pulsante, como se o próprio vazio tivesse encontrado forma.

Mas o que realmente fez seu corpo paralisar, o que fez seu coração bater dolorosamente contra suas costelas, foi o olhar de Lucian.

Terror.

Não medo. Terror.

Lucian, o homem que enfrentou exércitos, que cortou gargantas sem hesitação, que nunca recuou diante da morte, estava aterrorizado.

E isso significava que ela deveria estar também.

— Não... — a vo
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