Carolina sabia que conseguir um fio de cabelo do bebê Chris para o teste de DNA seria uma tarefa complicada. Mas, por sorte, Nina não tratava bem os empregados da casa. Além de desprezá-los, ela ainda os humilhava constantemente.Quando Carolina conversou com uma das empregadas, nem precisou oferecer o dinheiro que havia preparado. A mulher prontamente aceitou ajudá-la, apenas para se vingar de Nina.No andar de cima, cinco garçons começaram a servir o jantar pontualmente.Uma garçonete, usando máscara, se aproximou de Petrus, carregando um prato coberto por uma cúpula. Ela colocou o prato na frente dele e, lentamente, levantou a tampa.Não havia comida no prato. Em vez disso, havia quatro documentos impressos, colocados de forma visível.Os convidados na mesa de Petrus imediatamente olharam para o prato, enquanto algumas pessoas das mesas ao redor também começaram a espiar, curiosas.— O que é isso? — Alguém perguntou.— Não sei, mas parece que algo está para acontecer. — Comentou out
Nina percebeu que havia falado demais e imediatamente se calou.Petrus a encarou com um olhar sombrio e ameaçador, cada palavra saindo de sua boca como uma lâmina:— Foi você quem mandou o Ivo matar a Maria?Nina balançou a cabeça em desespero, tentando se defender:— Eu não...Antes que ela pudesse terminar a frase, Petrus a atingiu com um soco no rosto. O golpe foi tão forte que o som ecoou pelo salão. O impacto deslocou o rosto de Nina, e ela cuspiu sangue pela boca.Petrus, com os olhos semicerrados e cheios de fúria, parecia ter perdido completamente o controle. Ele começou a socá-la novamente, um golpe atrás do outro, sem qualquer piedade. Em poucos minutos, Nina caiu no chão, incapaz de se levantar. Mas Petrus não parou. Seus punhos continuaram a desferir golpes, enquanto sua raiva explodia como um vulcão.Os convidados observavam a cena em silêncio, chocados e apavorados. Ninguém ousava intervir. Apenas quando a polícia e a ambulância chegaram, Petrus finalmente parou de agredi
— Senhora, aqui está o acordo de divórcio que estava no cofre.No dia do quinto aniversário de casamento, no restaurante reservado para a ocasião, a secretária entregou os papéis a Maria Ramos.Cinco anos atrás, no dia em que Petrus Marques e Maria se casaram, ele havia feito questão de demonstrar sua “lealdade”. Petrus assinou um acordo de divórcio e guardou o documento no cofre. A cláusula era simples: se ele traísse, Maria poderia se divorciar a qualquer momento.Maria pegou a caneta e assinou o documento rapidamente. Seus olhos se fixaram na cadeira vazia à sua frente, e sua expressão era de um vazio melancólico.— Leve o acordo ao Dr. Diogo. Em seguida, reserve um hotel e organize uma cerimônia de casamento.A secretária hesitou, confusa, e perguntou com cautela:— Quem serão os noivos, senhora?— Escreva os nomes de Petrus Marques e Nina Lima.A secretária ficou em silêncio por alguns segundos. Ela conhecia o nome “Nina”. Era a ex de Petrus, a mulher que havia voltado para compli
Maria ignorou completamente a declaração pública de amor de Petrus. Ela se levantou do restaurante, pegou sua bolsa e foi para casa. Ao chegar no quarto, pediu uma tesoura a uma das empregadas.Maria tirou do armário a camisa feminina do par de camisas que havia mandado fazer sob medida para o casal. Sem hesitar, ela cortou a peça em tiras finas, reduzindo-a a pedaços irreconhecíveis. Em seguida, pegou a certidão de casamento e fez o mesmo, transformando-a em fragmentos de papel. Maria colocou tudo em uma caixa de presente e, com uma caneta preta, escreveu na tampa: [Presente para um traidor.]Assim que Maria terminou, ouviu o som de passos e se virou. Petrus havia acabado de chegar. O rosto dele estava iluminado por um sorriso caloroso e apaixonado. Ele se aproximou, segurou a mão dela e a puxou para descer as escadas:— Amor, preparei uma surpresa para você. Venha ver.Maria o seguiu até a entrada da casa, onde uma grande caminhonete estava estacionada. No alto da carroceria, havia u
Petrus olhava para Maria com carinho, e o sorriso em seus lábios parecia impossível de conter.— Quando for para acontecer, vai ser perfeito. Talvez até o fim do ano. Menino ou menina, tanto faz. Se for seu filho, eu já vou amar.Maria abaixou os olhos para o bolo à sua frente. Ela ficou em silêncio por alguns segundos e não disse nada.Petrus, com sua habitual gentileza, começou a cortar o bolo. De repente, um homem entrou na confeitaria e avisou que o carro de Petrus havia sido arranhado por outro veículo no estacionamento.Petrus franziu o cenho, e sua expressão imediatamente escureceu:— Vou lá resolver isso. Maria, coma sem mim. Prometo que volto rápido. Peça algo para beber, mas nada gelado, hein? Depois de amanhã é o dia da sua menstruação.Mais uma vez, as palavras atenciosas de Petrus despertaram a admiração dos outros clientes na confeitaria.— Meu Deus, ele até sabe o dia da menstruação dela. Sr. Petrus é o homem perfeito. Não existe defeito nesse homem!— Não consigo imagin
Meia hora depois, Maria estava sentada dentro de um táxi, com os olhos fixos no Mercedes G-Class cor-de-rosa parado à distância. Ela viu quando Petrus abriu o teto solar do carro. Em menos de um minuto, o veículo começou a balançar de forma evidente. Algumas pessoas que passavam pelo local pararam para observar, murmurando entre si.— Sexo ao ar livre. Isso sim é adrenalina.— Só gente rica mesmo. Lago, Mercedes G, uma mulher deslumbrante… Essa noite ele está vivendo o sonho.Maria, com os olhos vermelhos, encarava o carro em movimento. O frio que sentia parecia vir de dentro. Suas mãos, trêmulas, seguraram o celular para gravar um vídeo de cinco minutos da cena. Assim que terminou, ela enviou o vídeo para sua secretária e, com a voz rouca, deu instruções:— No dia do casamento, quero que você exiba esse vídeo.Depois de enviar a mensagem, Maria ligou para sua mãe, Joana Ramos.— Mãe, daqui a sete dias vou para a Noruega encontrar você e o papai.Do outro lado da linha, Joana percebeu
Os olhos de Nina estavam vermelhos de emoção. Ela assentiu repetidamente, sem conseguir conter suas palavras:— Eu aceito! É claro que aceito! Casar com você é tudo o que eu quero!Ao redor, a equipe de filmagem e fotografia começou a comemorar animadamente:— Felicidades ao casal! Vocês merecem!Dentro do carro, Maria observava a cena com o rosto pálido e uma expressão fria. Todo o calor que ela um dia sentiu parecia ter desaparecido. Cinco anos atrás, Petrus havia se ajoelhado diante dela da mesma forma, com a mesma expressão apaixonada.Na época, ele também vestia um terno preto impecável, segurava um buquê de rosas vibrantes e apresentava um anel de noivado cuidadosamente escolhido. Ele até chorou quando pediu sua mão.— Maria, você é a única mulher que amarei em toda a minha vida. Nenhuma outra jamais terá espaço no meu coração. Eu imploro, case comigo. Eu juro, se algum dia eu trair você, que eu morra imediatamente.Maria soltou duas risadas curtas e amargas. Riu até que as lágri
Petrus ficou ligeiramente surpreso. Ele estava jantando com os pais de Nina quando recebeu a ligação do hospital. No momento em que soube do acidente de Maria, sentiu um frio na espinha e deixou Nina e sua família para trás, correndo para o hospital. Por sorte, Maria não havia sofrido ferimentos graves.— Eu estava jantando com um cliente importante. Tínhamos um grande contrato para fechar. Assim que o hospital me avisou sobre o acidente, vim direto para cá. — Petrus explicou.Maria estreitou os olhos e o encarou fixamente.— Veio direto do cliente?— Sim, Maria. Estou exausto. — Petrus respondeu, apertando a testa com os dedos, como se estivesse realmente cansado.Maria fechou os olhos lentamente e não disse mais nada.Petrus se sentou ao lado dela, acompanhando-a em silêncio. Não demorou muito para o celular dele tocar. Ele rejeitou a chamada imediatamente, mas o aparelho voltou a tocar insistentemente. Petrus, visivelmente incomodado, colocou o celular no modo silencioso e começou a