Capítulo 7
- Sra. Lúcia, é assim que você pede ajuda? - Ele desligou o computador com frieza e se levantou para sair. - Agora não quero mais me divorciar. Por favor, vá embora.

Lúcia agarrou o pulso dele, sua voz finalmente suavizando:

- Sílvio, eu realmente não tenho outra opção.

Ela não chorou, apenas mordeu o lábio, implorando:

- Eu aceito o divórcio, não vou mais te incomodar, por favor, me ajude…

Foi a primeira vez que Lúcia se mostrou tão vulnerável diante dele.

Mesmo assim, ele afastou a mão dela:

- Mas eu quero mais do que ninguém que ele morra.

- Sílvio, você está enganado sobre ele, ele é seu sogro. Ou então, diga suas condições, o que você quer para me ajudar?

Sua voz, antes firme, agora tremia levemente.

Ele não olhou para trás, carregando o paletó claro no braço.

Ao ouvir o som, Sílvio se virou.

Lúcia, a orgulhosa filha de Abelardo, a quem ele sempre tratou como uma princesa, agora estava ajoelhada diante dele.

Seus olhos mostravam surpresa. Nem quando ele estava com Giovana, nem quando ele usou o tratamento frio para forçá-la ao divórcio, ela havia se ajoelhado.

Isso significava que Abelardo era mais importante para ela do que ele, seu marido?

Seu primeiro instinto foi ajudá-la a se levantar, mas ao lembrar que ela era filha de seu inimigo, ele recuou e deu um sorriso frio:

- Lúcia, você realmente jogou sua dignidade no lixo por Abelardo.

- Diante da vida, dignidade não vale nada.

Era isso que Lúcia realmente acreditava. Antes, ela pensava que dignidade e orgulho eram essenciais, mas quando seu pai teve problemas e ela ficou sem dinheiro, precisando pedir ajuda, percebeu o quão ingênua tinha sido.

Sílvio, com uma expressão sombria, caminhou até a janela panorâmica.

Lá fora, a neve começava a cair.

Se não estava enganado, Abelardo adorava neve.

- Se você quiser se ajoelhar, vá fazer isso na frente do prédio do Grupo Baptista!

Ele se virou e a viu paralisada.

Lúcia pensou que tinha ouvido errado. Achava que se ajoelhar ali já era o suficiente.

No entanto, Sílvio era implacável.

- Parece que aquele velho não é tão importante para você assim. - Sílvio balançou a cabeça e deu uma risada fria, virando-se para sair.

- Se eu me ajoelhar, você vai salvar meu pai?

- Se você vai se ajoelhar ou não, é problema seu! Chega de conversa fiada!

Sílvio perdeu completamente a paciência, puxando a gravata com irritação enquanto se virava para sair.

- Como você quiser, eu vou me ajoelhar. - Disse Lúcia.

Sílvio estremeceu. A sempre altiva filha da família Baptista, se rebaixando até o ponto de se ajoelhar por aquele velho? Ele estava surpreso, perplexo, mas também sentia um prazer vingativo.

Abelardo havia causado a morte de toda a sua família, então ele faria a querida filha de Abelardo se ajoelhar na neve, expiando os pecados deles.

Em frente ao prédio do Grupo Baptista.

A neve caía incessantemente, cobrindo tudo de branco. Lúcia estava ajoelhada na neve, o vento frio soprando continuamente, os flocos de neve se acumulando em seu cabelo castanho ondulado. Vestida apenas com um casaco fino, ela parecia frágil e miserável.

Mas sua postura era firme.

Seu olhar, teimoso e determinado.

De repente, uma grande sombrinha vermelha apareceu sobre sua cabeça.

Sem sentir mais os flocos de neve caindo, ela ficou surpresa.

Ela realmente não sabia quem, naquele momento de crise para a família Baptista, estaria disposto a segurá-la uma sombrinha? Quem ainda a protegeria? Lúcia pensou por um longo tempo, sem conseguir imaginar quem poderia ser.

Ela já teve uma amiga próxima, mas Giovana havia conseguido separá-las.

Seria Sílvio? Será que ele apenas falou da boca para fora, e na verdade não suportava vê-la sofrendo, passando por dificuldades?

Com esse pensamento, Lúcia ergueu os olhos, cheia de esperança.
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