Capítulo 43

Aquela manhã no escritório tinha sido insuportável. Os números dançavam na tela do computador, os relatórios pareciam um emaranhado de letras sem sentido, e minha mente, minha maldita mente, estava presa em Ayla.

Eu conseguia ver seu rosto toda vez que fechava os olhos. Seu olhar carregado sempre um pouco perdido, sua voz trêmula quando dizia meu nome. O nome que, na verdade, não significava nada para ela. Que ela sequer imaginava como se entrelaçava com o seu passado.

Mas para mim… para mim era um peso insuportável.

Porque eu sabia. Sabia exatamente quem ela era, agora. O nome dela tinha estampado jornais, sites de notícia, programas sensacionalistas. "Mãe perde filhos em trágico acidente de carro." Eu me lembrava do rosto dela nas fotos, dos olhos perdidos e vazios, das lágrimas silenciosas.

E eu estava lá. Eu estava no outro carro naquela noite.

De certa forma, eu era responsável pelas ações do meu irmão.

Como eu podia me aproximar dela? Como eu podia tocar nela, beijá-la, envolvê-
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