Adrian Valverde estava parado do lado de fora do The Velvet Room, observando o movimento do clube. Com suas luzes coloridas e a música sexy que ecoava pela rua, o lugar parecia um imã para todos que buscavam algo diferente. Ele conhecia bem aquela energia, aquele pulsar que parecia vir do próprio coração do clube. Era ali, naquela mistura de desejos e fantasias, que ele se sentia em casa.
Adrian era um homem impressionante. Alto, com mais de 1,90 metros, tinha ombros largos e um corpo forte, moldado por anos de treino. Os cabelos escuros eram cortados de forma simples, e a barba, bem aparada, acentuava seu maxilar marcado. Seus olhos castanhos, profundos e intensos, tinham a capacidade de hipnotizar qualquer pessoa. Quando ele olhava para alguém, parecia que enxergava muito mais do que o exterior; parecia alcançar a alma, mesmo estando por trás de uma máscara que o deixava mais elegante e atraente. Sua postura era sempre segura e imponente, e o jeito como se movia exalava uma confiança que poucas pessoas conseguiam manter. Vestido em terno impecável e ajustado em seu corpo escultural, ele parecia ter saído de um sonho – ou de um pesadelo, dependendo de quem o olhasse. Não havia como ignorar sua presença. E isso era algo que ele usava a seu favor. Adrian era um dos mestres de submissão mais respeitados do clube. Ele havia conhecido Alana, a dona do The Velvet Room, alguns anos atrás, quando sua vida estava em frangalhos. Vindo de um casamento fracassado, ele estava decidido a não se envolver emocionalmente com mais ninguém. A dor do divórcio havia sido profunda, e ele não queria arriscar passar por isso de novo. Assim, decidiu que seu papel seria outro: ele não iria amar, mas dar prazer, guiar as mulheres por caminhos que elas sequer sabiam existir. E ele era bom nisso. Muito bom. No clube, Adrian tinha a habilidade de fazer as mulheres se sentirem seguras e, ao mesmo tempo, completamente entregues a ele. Ele sabia como usar a voz, o toque, o olhar. Cada gesto era pensado para provocar, para despertar os sentidos. Ele adorava ver a transformação em cada uma delas, quando o nervosismo inicial dava lugar à entrega completa. Sentia uma satisfação imensa ao ver como elas floresciam sob seu comando, descobrindo partes de si mesmas que nunca imaginaram explorar. Adrian não se envolvia além do que acontecia nas paredes do clube. Ele não queria complicações, não queria sentimentos. E também o contrato na qual assinou com Alana, deixava isso claro. Ali, era proibido qualquer envolvimento sentimental com mulheres de fora e de dentro do clube, enquanto ele estivesse trabalhando no The Velvet Room. Aquilo também tornou-se sua própria regra: dentro do The Velvet Room, ele era o mestre, o guia. Fora dali, era apenas um homem que preferia estar sozinho. E isso funcionava bem para ele. Não queria mais dramas, não queria mais feridas abertas. Seu trabalho no clube era um meio de se manter distante e, ao mesmo tempo, conectado com o que mais gostava: controlar, comandar e, acima de tudo, dar prazer. Enquanto observava a entrada do clube naquela noite, ele lembrava de como tudo começou. Quando conheceu Alana, ele estava perdido. Não sabia o que fazer da vida após o divórcio, mas ela viu nele um potencial que nem ele mesmo enxergava. Com paciência, Alana o ensinou tudo sobre o universo da dominação e submissão. No início, ele hesitou. Parecia loucura se envolver naquele mundo, mas com o tempo, percebeu que era exatamente o que precisava, o que queria. Ser um mestre de submissão significava muito mais do que apenas dar ordens ou controlar. Era sobre conhecer a mente e o corpo das pessoas, entender seus desejos e seus medos. Era um jogo delicado de confiança e respeito. E Adrian se destacou nesse papel. Não era só sobre o poder que ele exercia, mas sobre como ele fazia as mulheres se sentirem. Muitas vinham ao clube para experimentar, para sair da rotina, mas acabavam voltando por causa dele. Adrian sabia que tinha um efeito especial nas mulheres. Ele conseguia perceber quando elas queriam algo mais do que apenas uma noite de diversão. Era como se ele pudesse sentir o desejo delas de serem guiadas, de se entregarem completamente. E ele adorava isso. Ver a mudança no olhar delas, o brilho de excitação misturado com um toque de medo. Ele se alimentava dessa energia, e cada noite no clube era uma nova oportunidade de explorar esses sentimentos. Mas, apesar de todo o poder que exercia dentro do The Velvet Room, Adrian tinha uma regra clara: nunca cruzar a linha emocional. Ele estava ali para guiá-las, para ajudá-las a descobrir seus limites e, em muitos casos, superá-los. Mas não estava ali para ser o salvador ou o parceiro de ninguém. Ele oferecia a elas uma experiência única, intensa, mas sem promessas ou ilusões. Era apenas isso – uma noite, uma experiência, um trabalho. E nada mais. Naquela noite, ele estava especialmente atento. Havia algo no ar, uma energia diferente. Talvez fosse apenas a expectativa de mais uma noite no clube, ou talvez fosse algo mais. Ele respirou fundo, sentindo o cheiro suave do perfume que escapava do clube misturado ao ar fresco da noite, e os drinks. Ele estava pronto para o que viesse. Como sempre, Adrian Valverde estava ali para ser o mestre, o guia. Para mostrar a cada mulher que cruzasse seu caminho uma parte de si mesma que ela talvez ainda não conhecesse. E, acima de tudo, para garantir que, naquela noite, todas saíssem do clube com um sorriso nos lábios, desejos realizados e vontade de voltar para obter mais do prazer que ele proporciona.Adrian sempre manteve o controle absoluto sobre suas emoções e reações. Mesmo cercado por desejos e fantasias todas as noites, ele nunca permitia que nada o abalasse. Mas naquela noite, algo mudou. Seus sentidos entraram em alerta no momento em que viu Grace adentrar o The Velvet Room pela primeira vez, acompanhada por Alana. Era como se o mundo ao seu redor tivesse parado por alguns segundos, enquanto ele focava toda sua atenção naquela mulher desconhecida que parecia iluminar o ambiente apenas com sua presença. Ela era deslumbrante. A primeira coisa que chamou sua atenção foi seu rosto. Grace tinha uma pele morena, suave e impecável, que combinava com seus olhos grandes e profundos, de um tom castanho que parecia mudar de cor sob as luzes do clube. Seus lábios eram cheios e bem desenhados, transmitindo uma mistura de inocência e sensualidade. Ela usava pouco ou quase nenhuma maquiagem, o que deixava ainda mais evidente sua beleza natural. Adrian observou o jeito que ela se movia.
Grace sentia-se completamente fora do lugar enquanto Alana explicava as regras do The Velvet Room. Cada palavra parecia ecoar em sua mente, mas ela não conseguia se concentrar totalmente. A sensação de estar em um ambiente tão diferente de tudo que conhecia a deixava desconfortável e, ao mesmo tempo, admirada. Era como se estivesse mergulhando em um universo paralelo, onde tudo que conhecia sobre relações e desejos era redefinido. As regras eram simples, mas exigiam comprometimento. Alana falava com calma, deixando claro que tudo no clube girava em torno de respeito e consentimento. Grace precisaria se submeter a essas normas, assim como todos ali dentro. Nada aconteceria sem seu consentimento explícito, e ela teria a liberdade de explorar seus limites, mas também de definir claramente o que não estava disposta a experimentar. Era um espaço de segurança, onde cada um poderia se conhecer mais profundamente e expressar desejos sem medo de julgamento. — Você será observada, Grace, assi
Alana inclinou-se o suficiente para que Grace pudesse sentir seu perfume doce, e sussurrou com uma voz cheia de provocação: — Olha como ele gostou de você. Está te olhando. É um convite, e você deveria aceitar. Adrian é um bom mestre, e é muito procurado por aqui, mas pelo visto, hoje ele não quer outra a não ser você. — A voz de Alana era baixa, quase um ronronar. — Mestre Adrian te fará sentir mulher de uma forma na qual você nunca pensou ser possível. Grace sentiu o coração bater forte, cada pulsação ecoando em seus ouvidos. Era impossível ignorar o peso do olhar de Adrian sobre ela. Mesmo à distância, ele parecia saber exatamente o que se passava em sua mente, como se pudesse decifrar seus pensamentos mais íntimos apenas observando. Era um olhar que a desnudava, que fazia com que cada parte de seu corpo reagisse a uma presença que ela mal conhecia. Ela desviou o olhar rapidamente, tentando manter o controle sobre suas emoções. Mas foi impossível não lançar mais um olhar para el
Adrian observava Grace com uma intensidade que beirava a loucura. Ele mal piscava, seus olhos fixos nela, enquanto ela conversava com Alana e ocasionalmente lançava olhares furtivos em sua direção. Algo em Grace o atraía de uma forma que ele não conseguia controlar. Era como se cada movimento dela o hipnotizasse, a maneira como mexia no cabelo, o sorriso hesitante, a forma tímida como olhava para o salão, tudo nela parecia uma mistura de inocência e curiosidade que o deixava ainda mais fascinado. Quando viu Alana ser chamada por uma das funcionárias do clube, ele soube que aquele era o momento perfeito. Sua presa estava sozinha, e ele não perderia a oportunidade de se aproximar. Não tinha dúvidas de que a queria, de que precisava tê-la. Adrian saiu de onde estava, pegou duas bebidas no bar e começou a subir as escadas lentamente, observando cada reação de Grace. Ela estava distraída, observando as pessoas dançando no andar de baixo. Os corpos se moviam ao ritmo da música, uma mistu
A noite no The Velvet Room estava mais intensa do que nunca. A música pulsava nas paredes, e o ambiente parecia vibrar com a energia dos corpos que se moviam ao ritmo das batidas sensuais. Grace, ainda tentando processar sua conversa com Adrian, decidiu dar uma volta pelo clube. Ela queria se afastar um pouco da intensidade do encontro e refletir sobre tudo o que havia acontecido até aquele momento. Ela desceu as escadas e começou a explorar o andar inferior. O clube era um labirinto de corredores e salas privadas, cada uma dedicada a um tipo específico de fantasia ou prática. As pessoas estavam imersas em seus próprios mundos, se entregando a experiências que pareciam impossíveis fora daquele lugar. Grace observava com curiosidade e uma pontada de nervosismo. Tudo aquilo era tão novo para ela, tão diferente do que imaginava sobre si mesma. Enquanto caminhava pelo corredor, foi surpreendida por um homem alto e corpulento, que esbarrou nela de forma rude. Ele segurou seu braço com fo
Ainda abraçados, Grace ergueu o rosto para olhar Adrian. Sentia-se pequena e frágil em seus braços fortes, como se todo o peso do mundo pudesse desaparecer se ele continuasse a segurá-la assim. Tentou se afastar, um pouco desconfortável com a proximidade que despertava uma série de sentimentos contraditórios dentro dela. Mas ele não a soltou, mantendo-a firmemente contra o peito. O olhar dele caiu sobre os lábios dela, e Grace soube, sem sombra de dúvida, que se não se afastasse, ele a beijaria. — Adrian, vamos limpar o seu ferimento, se Alana ver isso, ela pode... — começou Grace, tentando trazer um pouco de razão à situação. — Shh... — Adrian a interrompeu suavemente, passando o polegar pelos lábios carnudos de Grace, um gesto que a fez estremecer. — Ela não fará nada. Não se preocupe. O toque dele era delicado, mas havia uma força subjacente que a fazia sentir-se ainda mais vulnerável. Quando ele começou a se inclinar para ela, os olhos fixos nos dela, como se fosse inevitável q
Já em casa, Grace se sentia exausta, tanto física quanto emocionalmente. Depois de tudo o que havia testemunhado no The Velvet Room, sua mente estava um caos. Ela se livrou dos saltos altos com um suspiro de alívio, os pés agradecendo pela liberdade, e pendurou a bolsa no cabide embutido na parede ao lado da porta. Com um gesto automático, começou a desfazer o penteado que havia mantido durante a noite, deixando os cabelos longos e escuros caírem livremente sobre os ombros. Grace sabia que precisava de um banho relaxante para tentar acalmar os pensamentos turbulentos que dançavam em sua mente. Mas sabia também que o banho talvez não fosse suficiente para apagar as imagens que permaneciam cravadas em sua memória. A cena que havia presenciado no quarto com Adrian e Vanessa continuava voltando, como flashes repetidos de um sonho do qual não conseguia escapar. Ela caminhou até o banheiro, tirando a roupa devagar, como se estivesse tentando afastar o peso daquela noite com cada peça que
Adrian terminou seu tempo com Vanessa, observando-a sair do quarto com o sorriso satisfeito que ela sempre exibia depois de suas noites juntos. Vanessa era uma mulher bonita, loira e vaidosa, com seus 50 anos bem cuidados. Ela era a esposa do governador de Nova York, mas quando vinha a São Paulo, deixava todas as convenções de lado para se divertir com Adrian. Era um acordo silencioso, algo que ambos entendiam sem nunca precisar discutir. Ela pagou generosamente, como sempre, e saiu do clube com a mesma confiança com que havia entrado, como se estivesse completamente satisfeita com sua pequena fuga da vida pública. Adrian fechou a porta atrás de si com um leve suspiro. Essas noites com Vanessa, apesar de simples e diretas, sempre o deixavam exausto. Não pelo ato em si, mas pela energia mental que precisavam. Ele sabia que era apenas um jogo de poder e prazer, algo que Vanessa buscava desesperadamente para escapar do mundo controlado em que vivia. Para Adrian, era apenas trabalho. Qua