Capítulo 2

Adrian Valverde estava parado do lado de fora do The Velvet Room, observando o movimento do clube. Com suas luzes coloridas e a música sexy que ecoava pela rua, o lugar parecia um imã para todos que buscavam algo diferente. Ele conhecia bem aquela energia, aquele pulsar que parecia vir do próprio coração do clube. Era ali, naquela mistura de desejos e fantasias, que ele se sentia em casa.

Adrian era um homem impressionante. Alto, com mais de 1,90 metros, tinha ombros largos e um corpo forte, moldado por anos de treino. Os cabelos escuros eram cortados de forma simples, e a barba, bem aparada, acentuava seu maxilar marcado. Seus olhos castanhos, profundos e intensos, tinham a capacidade de hipnotizar qualquer pessoa. Quando ele olhava para alguém, parecia que enxergava muito mais do que o exterior; parecia alcançar a alma, mesmo estando por trás de uma máscara que o deixava mais elegante e atraente.

Sua postura era sempre segura e imponente, e o jeito como se movia exalava uma confiança que poucas pessoas conseguiam manter. Vestido em terno impecável e ajustado em seu corpo escultural, ele parecia ter saído de um sonho – ou de um pesadelo, dependendo de quem o olhasse. Não havia como ignorar sua presença. E isso era algo que ele usava a seu favor.

Adrian era um dos mestres de submissão mais respeitados do clube. Ele havia conhecido Alana, a dona do The Velvet Room, alguns anos atrás, quando sua vida estava em frangalhos. Vindo de um casamento fracassado, ele estava decidido a não se envolver emocionalmente com mais ninguém. A dor do divórcio havia sido profunda, e ele não queria arriscar passar por isso de novo. Assim, decidiu que seu papel seria outro: ele não iria amar, mas dar prazer, guiar as mulheres por caminhos que elas sequer sabiam existir.

E ele era bom nisso. Muito bom.

No clube, Adrian tinha a habilidade de fazer as mulheres se sentirem seguras e, ao mesmo tempo, completamente entregues a ele. Ele sabia como usar a voz, o toque, o olhar. Cada gesto era pensado para provocar, para despertar os sentidos. Ele adorava ver a transformação em cada uma delas, quando o nervosismo inicial dava lugar à entrega completa. Sentia uma satisfação imensa ao ver como elas floresciam sob seu comando, descobrindo partes de si mesmas que nunca imaginaram explorar.

Adrian não se envolvia além do que acontecia nas paredes do clube. Ele não queria complicações, não queria sentimentos. E também o contrato na qual assinou com Alana, deixava isso claro. Ali, era proibido qualquer envolvimento sentimental com mulheres de fora e de dentro do clube, enquanto ele estivesse trabalhando no The Velvet Room.

Aquilo também tornou-se sua própria regra: dentro do The Velvet Room, ele era o mestre, o guia. Fora dali, era apenas um homem que preferia estar sozinho. E isso funcionava bem para ele. Não queria mais dramas, não queria mais feridas abertas. Seu trabalho no clube era um meio de se manter distante e, ao mesmo tempo, conectado com o que mais gostava: controlar, comandar e, acima de tudo, dar prazer.

Enquanto observava a entrada do clube naquela noite, ele lembrava de como tudo começou. Quando conheceu Alana, ele estava perdido. Não sabia o que fazer da vida após o divórcio, mas ela viu nele um potencial que nem ele mesmo enxergava. Com paciência, Alana o ensinou tudo sobre o universo da dominação e submissão. No início, ele hesitou. Parecia loucura se envolver naquele mundo, mas com o tempo, percebeu que era exatamente o que precisava, o que queria.

Ser um mestre de submissão significava muito mais do que apenas dar ordens ou controlar. Era sobre conhecer a mente e o corpo das pessoas, entender seus desejos e seus medos. Era um jogo delicado de confiança e respeito. E Adrian se destacou nesse papel. Não era só sobre o poder que ele exercia, mas sobre como ele fazia as mulheres se sentirem. Muitas vinham ao clube para experimentar, para sair da rotina, mas acabavam voltando por causa dele.

Adrian sabia que tinha um efeito especial nas mulheres. Ele conseguia perceber quando elas queriam algo mais do que apenas uma noite de diversão. Era como se ele pudesse sentir o desejo delas de serem guiadas, de se entregarem completamente. E ele adorava isso. Ver a mudança no olhar delas, o brilho de excitação misturado com um toque de medo. Ele se alimentava dessa energia, e cada noite no clube era uma nova oportunidade de explorar esses sentimentos.

Mas, apesar de todo o poder que exercia dentro do The Velvet Room, Adrian tinha uma regra clara: nunca cruzar a linha emocional. Ele estava ali para guiá-las, para ajudá-las a descobrir seus limites e, em muitos casos, superá-los. Mas não estava ali para ser o salvador ou o parceiro de ninguém. Ele oferecia a elas uma experiência única, intensa, mas sem promessas ou ilusões. Era apenas isso – uma noite, uma experiência, um trabalho. E nada mais.

Naquela noite, ele estava especialmente atento. Havia algo no ar, uma energia diferente. Talvez fosse apenas a expectativa de mais uma noite no clube, ou talvez fosse algo mais. Ele respirou fundo, sentindo o cheiro suave do perfume que escapava do clube misturado ao ar fresco da noite, e os drinks.

Ele estava pronto para o que viesse. Como sempre, Adrian Valverde estava ali para ser o mestre, o guia. Para mostrar a cada mulher que cruzasse seu caminho uma parte de si mesma que ela talvez ainda não conhecesse. E, acima de tudo, para garantir que, naquela noite, todas saíssem do clube com um sorriso nos lábios, desejos realizados e vontade de voltar para obter mais do prazer que ele proporciona.

Continue lendo no Buenovela
Digitalize o código para baixar o App

Capítulos relacionados

Último capítulo

Digitalize o código para ler no App