A noite no The Velvet Room estava mais intensa do que nunca. A música pulsava nas paredes, e o ambiente parecia vibrar com a energia dos corpos que se moviam ao ritmo das batidas sensuais. Grace, ainda tentando processar sua conversa com Adrian, decidiu dar uma volta pelo clube. Ela queria se afastar um pouco da intensidade do encontro e refletir sobre tudo o que havia acontecido até aquele momento. Ela desceu as escadas e começou a explorar o andar inferior. O clube era um labirinto de corredores e salas privadas, cada uma dedicada a um tipo específico de fantasia ou prática. As pessoas estavam imersas em seus próprios mundos, se entregando a experiências que pareciam impossíveis fora daquele lugar. Grace observava com curiosidade e uma pontada de nervosismo. Tudo aquilo era tão novo para ela, tão diferente do que imaginava sobre si mesma. Enquanto caminhava pelo corredor, foi surpreendida por um homem alto e corpulento, que esbarrou nela de forma rude. Ele segurou seu braço com fo
Ainda abraçados, Grace ergueu o rosto para olhar Adrian. Sentia-se pequena e frágil em seus braços fortes, como se todo o peso do mundo pudesse desaparecer se ele continuasse a segurá-la assim. Tentou se afastar, um pouco desconfortável com a proximidade que despertava uma série de sentimentos contraditórios dentro dela. Mas ele não a soltou, mantendo-a firmemente contra o peito. O olhar dele caiu sobre os lábios dela, e Grace soube, sem sombra de dúvida, que se não se afastasse, ele a beijaria. — Adrian, vamos limpar o seu ferimento, se Alana ver isso, ela pode... — começou Grace, tentando trazer um pouco de razão à situação. — Shh... — Adrian a interrompeu suavemente, passando o polegar pelos lábios carnudos de Grace, um gesto que a fez estremecer. — Ela não fará nada. Não se preocupe. O toque dele era delicado, mas havia uma força subjacente que a fazia sentir-se ainda mais vulnerável. Quando ele começou a se inclinar para ela, os olhos fixos nos dela, como se fosse inevitável q
Já em casa, Grace se sentia exausta, tanto física quanto emocionalmente. Depois de tudo o que havia testemunhado no The Velvet Room, sua mente estava um caos. Ela se livrou dos saltos altos com um suspiro de alívio, os pés agradecendo pela liberdade, e pendurou a bolsa no cabide embutido na parede ao lado da porta. Com um gesto automático, começou a desfazer o penteado que havia mantido durante a noite, deixando os cabelos longos e escuros caírem livremente sobre os ombros. Grace sabia que precisava de um banho relaxante para tentar acalmar os pensamentos turbulentos que dançavam em sua mente. Mas sabia também que o banho talvez não fosse suficiente para apagar as imagens que permaneciam cravadas em sua memória. A cena que havia presenciado no quarto com Adrian e Vanessa continuava voltando, como flashes repetidos de um sonho do qual não conseguia escapar. Ela caminhou até o banheiro, tirando a roupa devagar, como se estivesse tentando afastar o peso daquela noite com cada peça que
Adrian terminou seu tempo com Vanessa, observando-a sair do quarto com o sorriso satisfeito que ela sempre exibia depois de suas noites juntos. Vanessa era uma mulher bonita, loira e vaidosa, com seus 50 anos bem cuidados. Ela era a esposa do governador de Nova York, mas quando vinha a São Paulo, deixava todas as convenções de lado para se divertir com Adrian. Era um acordo silencioso, algo que ambos entendiam sem nunca precisar discutir. Ela pagou generosamente, como sempre, e saiu do clube com a mesma confiança com que havia entrado, como se estivesse completamente satisfeita com sua pequena fuga da vida pública. Adrian fechou a porta atrás de si com um leve suspiro. Essas noites com Vanessa, apesar de simples e diretas, sempre o deixavam exausto. Não pelo ato em si, mas pela energia mental que precisavam. Ele sabia que era apenas um jogo de poder e prazer, algo que Vanessa buscava desesperadamente para escapar do mundo controlado em que vivia. Para Adrian, era apenas trabalho. Qua
Na noite seguinte, Grace se preparou para voltar ao clube. Ela escolheu cuidadosamente sua roupa, optando por uma blusa branca de costas nuas que deixava sua pele exposta de forma elegante e provocante. Combinou a blusa com uma saia preta justa, que caía sobre seus quadris com perfeição. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo impecável, deixando seu pescoço à mostra, adornado por um colar simples e delicado. A maquiagem era leve, apenas o suficiente para destacar seus traços naturais. Ela pegou a bolsa, deu uma última olhada no espelho e saiu em direção ao The Velvet Room. Quando chegou ao clube, o ambiente familiar a envolveu imediatamente. As luzes suaves, a música baixa e sensual, e o perfume misturado de várias fragrâncias no ar. Ela entrou pelo salão principal e, ao levantar os olhos para o andar de cima, viu Adrian ao lado de Alana. Ambos pareciam estar atentos ao que acontecia ao redor, como se fossem os guardiões daquele espaço. Os olhos de Adrian, no entanto, logo se voltar
Adrian observava Grace atentamente, ouvindo cada palavra com uma calma controlada, mas por dentro, ele lutava contra a onda crescente de desejo. Quanto mais ela falava sobre si mesma, sobre seus sonhos, suas perdas e seus medos, mais ele se sentia atraído por ela. Ele achava que, conhecendo mais sobre sua vida, o desejo que sentia diminuiria, como se a vulnerabilidade dela o afastasse das fantasias que sua mente criava. No entanto, o efeito foi exatamente o oposto. Cada fragmento de informação sobre Grace apenas aumentava seu desejo, tornando-o quase insuportável. Grace, por sua vez, se afastou um pouco no sofá enquanto falava, cruzando as pernas e tentando encontrar uma posição confortável. Ela não sabia ao certo o que estava sentindo; a presença de Adrian ao seu lado era intensa e cheia de uma energia que ela não conseguia identificar completamente. Havia algo nele que a deixava inquieta, mas também curiosa, algo que a fazia querer ficar, mesmo quando tudo em sua mente dizia para m
— Venha comigo, quero te mostrar a sala dos prazeres de submissão. Adrian estendeu as mãos na direção de Grace, seus olhos fixos nos dela, oferecendo mais do que apenas um convite. Havia algo nas palavras dele, na forma como ele se movia, que a atraía de uma forma que ela não conseguia explicar. Mesmo com o coração acelerado, ela aceitou o convite, deixando que seus dedos se entrelaçassem com os dele enquanto se levantava do sofá. O toque dele era firme, mas ao mesmo tempo gentil, uma combinação de poder e cuidado. Com um gesto cauteloso, Adrian aproximou o corpo dela do seu, e naquele momento, o mundo pareceu desaparecer ao redor deles. Os lábios de Adrian estavam próximos, tão próximos que ela podia sentir a respiração quente dele contra a pele. Seu corpo tremia, não de medo, mas de antecipação, e ele claramente percebeu isso. Ele sussurrou contra os lábios dela, sua voz cheia de desejo contido. — Deixe-me ser seu guia, seu mestre, senhor, dominador... seu homem. Qualquer coisa
Adrian afastou seus lábios do pescoço de Grace lentamente, deixando um rastro de calor na pele dela. Ele deu um passo atrás, observando-a com atenção, como se estivesse esperando pela próxima reação. Grace, no entanto, se perdeu por um momento. Seus sentidos ainda estavam inundados pelo toque de Adrian, mas sua atenção foi capturada por algo no centro da sala. Ela se virou levemente, os olhos fixos em uma cena que acontecia à sua frente, e tudo ao redor pareceu desaparecer, exceto o que ela estava prestes a testemunhar. No centro da sala, uma mulher estava completamente entregue a um dos dominadores do clube. Ela era alta, esguia, com cabelos loiros e compridos que caíam em ondas desfeitas pelas cordas que a envolviam. O corpo dela estava suspenso a poucos centímetros do chão, amarrado de maneira artística e precisa, em uma forma de Shibari que realçava cada curva e contorno. As cordas vermelhas cortavam sua pele delicadamente, criando um contraste marcante contra sua pele pálida. O