Na noite seguinte, Grace se preparou para voltar ao clube. Ela escolheu cuidadosamente sua roupa, optando por uma blusa branca de costas nuas que deixava sua pele exposta de forma elegante e provocante. Combinou a blusa com uma saia preta justa, que caía sobre seus quadris com perfeição. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo impecável, deixando seu pescoço à mostra, adornado por um colar simples e delicado. A maquiagem era leve, apenas o suficiente para destacar seus traços naturais. Ela pegou a bolsa, deu uma última olhada no espelho e saiu em direção ao The Velvet Room. Quando chegou ao clube, o ambiente familiar a envolveu imediatamente. As luzes suaves, a música baixa e sensual, e o perfume misturado de várias fragrâncias no ar. Ela entrou pelo salão principal e, ao levantar os olhos para o andar de cima, viu Adrian ao lado de Alana. Ambos pareciam estar atentos ao que acontecia ao redor, como se fossem os guardiões daquele espaço. Os olhos de Adrian, no entanto, logo se voltar
Adrian observava Grace atentamente, ouvindo cada palavra com uma calma controlada, mas por dentro, ele lutava contra a onda crescente de desejo. Quanto mais ela falava sobre si mesma, sobre seus sonhos, suas perdas e seus medos, mais ele se sentia atraído por ela. Ele achava que, conhecendo mais sobre sua vida, o desejo que sentia diminuiria, como se a vulnerabilidade dela o afastasse das fantasias que sua mente criava. No entanto, o efeito foi exatamente o oposto. Cada fragmento de informação sobre Grace apenas aumentava seu desejo, tornando-o quase insuportável. Grace, por sua vez, se afastou um pouco no sofá enquanto falava, cruzando as pernas e tentando encontrar uma posição confortável. Ela não sabia ao certo o que estava sentindo; a presença de Adrian ao seu lado era intensa e cheia de uma energia que ela não conseguia identificar completamente. Havia algo nele que a deixava inquieta, mas também curiosa, algo que a fazia querer ficar, mesmo quando tudo em sua mente dizia para m
— Venha comigo, quero te mostrar a sala dos prazeres de submissão. Adrian estendeu as mãos na direção de Grace, seus olhos fixos nos dela, oferecendo mais do que apenas um convite. Havia algo nas palavras dele, na forma como ele se movia, que a atraía de uma forma que ela não conseguia explicar. Mesmo com o coração acelerado, ela aceitou o convite, deixando que seus dedos se entrelaçassem com os dele enquanto se levantava do sofá. O toque dele era firme, mas ao mesmo tempo gentil, uma combinação de poder e cuidado. Com um gesto cauteloso, Adrian aproximou o corpo dela do seu, e naquele momento, o mundo pareceu desaparecer ao redor deles. Os lábios de Adrian estavam próximos, tão próximos que ela podia sentir a respiração quente dele contra a pele. Seu corpo tremia, não de medo, mas de antecipação, e ele claramente percebeu isso. Ele sussurrou contra os lábios dela, sua voz cheia de desejo contido. — Deixe-me ser seu guia, seu mestre, senhor, dominador... seu homem. Qualquer coisa
Adrian afastou seus lábios do pescoço de Grace lentamente, deixando um rastro de calor na pele dela. Ele deu um passo atrás, observando-a com atenção, como se estivesse esperando pela próxima reação. Grace, no entanto, se perdeu por um momento. Seus sentidos ainda estavam inundados pelo toque de Adrian, mas sua atenção foi capturada por algo no centro da sala. Ela se virou levemente, os olhos fixos em uma cena que acontecia à sua frente, e tudo ao redor pareceu desaparecer, exceto o que ela estava prestes a testemunhar. No centro da sala, uma mulher estava completamente entregue a um dos dominadores do clube. Ela era alta, esguia, com cabelos loiros e compridos que caíam em ondas desfeitas pelas cordas que a envolviam. O corpo dela estava suspenso a poucos centímetros do chão, amarrado de maneira artística e precisa, em uma forma de Shibari que realçava cada curva e contorno. As cordas vermelhas cortavam sua pele delicadamente, criando um contraste marcante contra sua pele pálida. O
— Espere... — Adrian pediu, sua voz firme, mas sem agressividade. Ele segurou o braço de Grace, fazendo-a parar e virar para ele. Seus olhos, cheios de intensidade, a fixavam com um olhar que penetrava profundamente, como se ele pudesse ver algo que nem ela mesma conseguisse compreender. — Grace, por que está tão relutante? — Ele perguntou, sem soltar o braço dela, mas sem apertá-lo com força. Grace tentou manter a calma, mas o toque dele e o jeito como ele a olhava faziam sua mente se confundir. Ela puxou o braço levemente, afastando-se alguns passos, mas a distância física parecia insignificante diante da atração inegável que sentia. Precisava de ar, precisava se afastar de Adrian para pensar com clareza, mas, ao mesmo tempo, era como se algo a prendesse ali, incapaz de fugir completamente. — Não sei o que você quer dizer com isso — ela respondeu, tentando soar indiferente, mas sua voz tremia levemente. Ela começou a caminhar pelo corredor, tentando se afastar, como se sair daqu
Uma semana havia se passado desde a última vez que Grace estivera no The Velvet Room. Durante esse tempo, ela fez de tudo para reorganizar sua vida e afastar os pensamentos sobre Adrian e o clube. Naquela noite, o som da chuva forte batia nas janelas, criando uma melodia constante enquanto Grace, sentada em seu canto favorito do sofá, tomava um chocolate quente e mexia no laptop. A luz suave do abajur refletia em seu rosto, e ela tentava se concentrar nas várias candidaturas de emprego que havia enviado nos últimos dias. Ela havia decidido não voltar ao clube. Alana tinha recebido uma mensagem de texto onde Grace foi direta, explicando que aquele não era o tipo de vida que queria para si. Precisava de estabilidade, de algo que pudesse controlar, não de um mundo de incertezas e desejos que a deixavam dividida e sem direção. Durante essa semana, Grace procurou trabalho, focou em retomar o controle da sua vida, mas, mesmo com todos os seus esforços, Adrian continuava em sua mente. A im
Adrian passou a semana imerso em uma crescente frustração, algo que raramente sentia, ainda mais em relação a alguém como Grace. Desde o momento em que ela deixou o The Velvet Room, ele não conseguia tirá-la da cabeça. Cada vez que o relógio marcava o início de mais uma noite no clube, sua mente, quase que por instinto, se voltava para a porta, esperando que ela entrasse. Mas, noite após noite, Grace não apareceu. Nas primeiras noites, ele tentou racionalizar, dizendo a si mesmo que ela apenas precisava de um tempo para pensar. Mas conforme os dias passaram e ela continuava ausente, a inquietação dentro dele cresceu. Ele havia mandado várias mensagens para ela durante a semana, cada uma mais direta do que a anterior, tentando descobrir onde ela estava, o que estava sentindo, por que tinha sumido. No entanto, cada vez que ele verificava as mensagens, elas permaneciam sem ser lidas. Isso o irritava, e ele não conseguia evitar a sensação de que algo estava errado. Adrian não era do tip
— Você está completamente molhado, Adrian. Venha, precisa se trocar, ou vai acabar pegando um resfriado — Grace disse, seu tom suave, mas direto. Ela passou por baixo do braço dele com facilidade, considerando a diferença de altura entre eles. Com seus 1,56 metros de altura, Grace era pequena em comparação a Adrian, que com seus 1,90 metros parecia ainda mais imponente, especialmente naquela situação. Ele sorriu ao vê-la se mover com tanta facilidade e segurança, mesmo sendo tão pequena ao lado dele. A visão de Grace vestida com um robe de seda, os cabelos soltos, e a expressão de preocupação no rosto só aumentavam o contraste entre o seu porte físico e a leveza dela. Adrian a seguiu silenciosamente, sem protestar. A exaustão da noite, a briga e a tempestade o haviam desgastado, e agora a única coisa que ele queria era estar ali, na casa dela, próximo a Grace. Ela o guiou até o banheiro, onde entregou-lhe uma toalha seca. — Pode me entregar suas roupas. Vou secá-las para você — dis