Capítulo 3

Adrian sempre manteve o controle absoluto sobre suas emoções e reações. Mesmo cercado por desejos e fantasias todas as noites, ele nunca permitia que nada o abalasse. Mas naquela noite, algo mudou. Seus sentidos entraram em alerta no momento em que viu Grace adentrar o The Velvet Room pela primeira vez, acompanhada por Alana. Era como se o mundo ao seu redor tivesse parado por alguns segundos, enquanto ele focava toda sua atenção naquela mulher desconhecida que parecia iluminar o ambiente apenas com sua presença.

Ela era deslumbrante. A primeira coisa que chamou sua atenção foi seu rosto. Grace tinha uma pele morena, suave e impecável, que combinava com seus olhos grandes e profundos, de um tom castanho que parecia mudar de cor sob as luzes do clube. Seus lábios eram cheios e bem desenhados, transmitindo uma mistura de inocência e sensualidade. Ela usava pouco ou quase nenhuma maquiagem, o que deixava ainda mais evidente sua beleza natural.

Adrian observou o jeito que ela se movia. Havia uma leveza e elegância em seus passos, mas também uma certa hesitação, como se ainda não estivesse totalmente confortável naquele ambiente. Seus cabelos, longos e escuros, caiam em ondas soltas pelos ombros, emoldurando seu rosto perfeitamente. Ela os jogava de um lado para o outro, sem perceber, em um gesto que misturava nervosismo e charme.

Mas o que realmente capturou Adrian foi o corpo dela. Grace possuía curvas suaves e bem definidas, que ela vestia com um vestido vermelho justo e elegante. A peça valorizava seu corpo de uma forma sutil e provocante, revelando suas formas sem ser vulgar. Seus seios eram firmes, os quadris bem delineados, e as pernas, longas e esguias, terminavam em tornozelos delicados e pés que pareciam quase flutuar ao caminhar.

Enquanto a observava, Adrian se pegou imaginando como seria tê-la à sua frente, completamente nua. A ideia surgiu em sua mente como um relâmpago, inesperada e poderosa. Ele se perguntou como seria tocar aquela pele macia, sentir as curvas do corpo dela sob suas mãos. Sem se dar conta, ele já a havia despido mentalmente, imaginando cada detalhe escondido sob o tecido do vestido. Essa visão fez seu corpo reagir instantaneamente, e ele sentiu uma ereção pulsante, algo que raramente acontecia sem seu consentimento. Ele tentou ignorar, mas a imagem de Grace, vulnerável e entregue, continuava queimando em sua mente.

Grace, por sua vez, parecia alheia ao efeito que estava causando. Ela olhava ao redor, absorvendo cada detalhe do clube. Havia um misto de curiosidade e nervosismo em seus olhos. Adrian percebeu que ela estava um pouco desconfortável, mas tentava disfarçar. Talvez fosse a primeira vez que ela entrava em um lugar como aquele, e ele podia entender o quanto aquilo podia ser intimidador para alguém que não estava acostumado com o mundo da submissão.

Alana parecia perceber a hesitação da amiga e, de vez em quando, inclinava-se para Grace, dizendo algo em seu ouvido que a fazia sorrir ou acenar com a cabeça. Elas se conheciam bem, isso era evidente, e Adrian se perguntou qual era a história daquela jovem que havia acabado de entrar em sua vida de maneira tão inesperada e impactante. Afinal, todos que estão trabalhando para Alana, tem uma história triste por trás.

Ele continuou a observá-la enquanto ela caminhava pelo salão, passando pelos frequentadores habituais do clube. O lugar estava movimentado, mas Adrian mantinha o foco nela, cada detalhe de seus movimentos era registrado. Ela parecia uma figura de delicadeza em meio àquela atmosfera carregada de desejos intensos e incontroláveis.

Quando ela parou para olhar uma das performances na área principal do clube, ele pôde ver seu rosto iluminado pela luz suave, os olhos fixos no casal que se entregava ao jogo de dominação e submissão. Ela parecia fascinada, mas também havia um toque de apreensão em sua expressão. Adrian se perguntou o que se passava em sua mente naquele momento. Será que ela conseguia imaginar a si mesma naquela posição, rendida e submissa, entregando o controle a alguém como ele?

A ideia de ser aquele que a guiasse nessa jornada despertou algo dentro dele que não sentia há muito tempo. Não era apenas desejo físico – embora esse estivesse mais do que evidente. Era a vontade de descobrir quem ela era, de explorar seus limites e desejos, de ajudá-la a encontrar o que procurava, mesmo que ela ainda não soubesse exatamente o que era.

Quando Alana e Grace finalmente se aproximaram, Adrian já havia recuperado o controle de si mesmo, pelo menos externamente. Ele se manteve calmo e sereno, embora seu coração estivesse acelerado. Alana sorriu ao vê-lo e o apresentou a Grace com o entusiasmo de quem apresenta um velho amigo.

— Adrian, esta é Grace. Ela é minha nova assistente. Vai trabalhar conosco no clube — disse Alana, colocando uma mão gentil no ombro de Grace. — Ela passará esses dias conhecendo tudo, assim que estiver pronta, poderá assumir seu posto.

Grace sorriu de forma tímida, estendendo a mão para cumprimentá-lo. Adrian pegou sua mão e a apertou de leve, sentindo a maciez de sua pele. Foi um toque rápido, mas a eletricidade entre eles foi visível. Ele manteve o olhar firme nos olhos dela, tentando transmitir segurança e controle, algo que parecia faltar nela naquele momento.

— É um prazer conhecê-la, Grace. Espero que se sinta em casa aqui — disse ele, a voz baixa e firme.

Ela assentiu, soltando um suspiro que parecia aliviar um pouco de sua tensão.

— Obrigada. É tudo tão... novo para mim — admitiu, e Adrian sentiu uma ponta de vulnerabilidade em sua voz.

— Não se preocupe. Todos aqui começam assim. Vamos cuidar bem de você — ele respondeu, deixando um leve sorriso surgir em seus lábios. — muito bem.

Após aquele breve momento de leveza, Alana levou Grace para outros compartimentos. Enquanto as duas se afastavam, Adrian sabia que aquela noite seria diferente. Grace havia mexido com ele de uma forma inesperada, e ele sentia que aquilo era apenas o começo. Ele só tinha certeza de uma coisa: queria ver até onde Grace estaria disposta a ir, e mais do que isso, queria ser o homem que a guiaria, ele tinha que ser esse homem, o único.

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