Adrian sempre manteve o controle absoluto sobre suas emoções e reações. Mesmo cercado por desejos e fantasias todas as noites, ele nunca permitia que nada o abalasse. Mas naquela noite, algo mudou. Seus sentidos entraram em alerta no momento em que viu Grace adentrar o The Velvet Room pela primeira vez, acompanhada por Alana. Era como se o mundo ao seu redor tivesse parado por alguns segundos, enquanto ele focava toda sua atenção naquela mulher desconhecida que parecia iluminar o ambiente apenas com sua presença.
Ela era deslumbrante. A primeira coisa que chamou sua atenção foi seu rosto. Grace tinha uma pele morena, suave e impecável, que combinava com seus olhos grandes e profundos, de um tom castanho que parecia mudar de cor sob as luzes do clube. Seus lábios eram cheios e bem desenhados, transmitindo uma mistura de inocência e sensualidade. Ela usava pouco ou quase nenhuma maquiagem, o que deixava ainda mais evidente sua beleza natural. Adrian observou o jeito que ela se movia. Havia uma leveza e elegância em seus passos, mas também uma certa hesitação, como se ainda não estivesse totalmente confortável naquele ambiente. Seus cabelos, longos e escuros, caiam em ondas soltas pelos ombros, emoldurando seu rosto perfeitamente. Ela os jogava de um lado para o outro, sem perceber, em um gesto que misturava nervosismo e charme. Mas o que realmente capturou Adrian foi o corpo dela. Grace possuía curvas suaves e bem definidas, que ela vestia com um vestido vermelho justo e elegante. A peça valorizava seu corpo de uma forma sutil e provocante, revelando suas formas sem ser vulgar. Seus seios eram firmes, os quadris bem delineados, e as pernas, longas e esguias, terminavam em tornozelos delicados e pés que pareciam quase flutuar ao caminhar. Enquanto a observava, Adrian se pegou imaginando como seria tê-la à sua frente, completamente nua. A ideia surgiu em sua mente como um relâmpago, inesperada e poderosa. Ele se perguntou como seria tocar aquela pele macia, sentir as curvas do corpo dela sob suas mãos. Sem se dar conta, ele já a havia despido mentalmente, imaginando cada detalhe escondido sob o tecido do vestido. Essa visão fez seu corpo reagir instantaneamente, e ele sentiu uma ereção pulsante, algo que raramente acontecia sem seu consentimento. Ele tentou ignorar, mas a imagem de Grace, vulnerável e entregue, continuava queimando em sua mente. Grace, por sua vez, parecia alheia ao efeito que estava causando. Ela olhava ao redor, absorvendo cada detalhe do clube. Havia um misto de curiosidade e nervosismo em seus olhos. Adrian percebeu que ela estava um pouco desconfortável, mas tentava disfarçar. Talvez fosse a primeira vez que ela entrava em um lugar como aquele, e ele podia entender o quanto aquilo podia ser intimidador para alguém que não estava acostumado com o mundo da submissão. Alana parecia perceber a hesitação da amiga e, de vez em quando, inclinava-se para Grace, dizendo algo em seu ouvido que a fazia sorrir ou acenar com a cabeça. Elas se conheciam bem, isso era evidente, e Adrian se perguntou qual era a história daquela jovem que havia acabado de entrar em sua vida de maneira tão inesperada e impactante. Afinal, todos que estão trabalhando para Alana, tem uma história triste por trás. Ele continuou a observá-la enquanto ela caminhava pelo salão, passando pelos frequentadores habituais do clube. O lugar estava movimentado, mas Adrian mantinha o foco nela, cada detalhe de seus movimentos era registrado. Ela parecia uma figura de delicadeza em meio àquela atmosfera carregada de desejos intensos e incontroláveis. Quando ela parou para olhar uma das performances na área principal do clube, ele pôde ver seu rosto iluminado pela luz suave, os olhos fixos no casal que se entregava ao jogo de dominação e submissão. Ela parecia fascinada, mas também havia um toque de apreensão em sua expressão. Adrian se perguntou o que se passava em sua mente naquele momento. Será que ela conseguia imaginar a si mesma naquela posição, rendida e submissa, entregando o controle a alguém como ele? A ideia de ser aquele que a guiasse nessa jornada despertou algo dentro dele que não sentia há muito tempo. Não era apenas desejo físico – embora esse estivesse mais do que evidente. Era a vontade de descobrir quem ela era, de explorar seus limites e desejos, de ajudá-la a encontrar o que procurava, mesmo que ela ainda não soubesse exatamente o que era. Quando Alana e Grace finalmente se aproximaram, Adrian já havia recuperado o controle de si mesmo, pelo menos externamente. Ele se manteve calmo e sereno, embora seu coração estivesse acelerado. Alana sorriu ao vê-lo e o apresentou a Grace com o entusiasmo de quem apresenta um velho amigo. — Adrian, esta é Grace. Ela é minha nova assistente. Vai trabalhar conosco no clube — disse Alana, colocando uma mão gentil no ombro de Grace. — Ela passará esses dias conhecendo tudo, assim que estiver pronta, poderá assumir seu posto. Grace sorriu de forma tímida, estendendo a mão para cumprimentá-lo. Adrian pegou sua mão e a apertou de leve, sentindo a maciez de sua pele. Foi um toque rápido, mas a eletricidade entre eles foi visível. Ele manteve o olhar firme nos olhos dela, tentando transmitir segurança e controle, algo que parecia faltar nela naquele momento. — É um prazer conhecê-la, Grace. Espero que se sinta em casa aqui — disse ele, a voz baixa e firme. Ela assentiu, soltando um suspiro que parecia aliviar um pouco de sua tensão. — Obrigada. É tudo tão... novo para mim — admitiu, e Adrian sentiu uma ponta de vulnerabilidade em sua voz. — Não se preocupe. Todos aqui começam assim. Vamos cuidar bem de você — ele respondeu, deixando um leve sorriso surgir em seus lábios. — muito bem. Após aquele breve momento de leveza, Alana levou Grace para outros compartimentos. Enquanto as duas se afastavam, Adrian sabia que aquela noite seria diferente. Grace havia mexido com ele de uma forma inesperada, e ele sentia que aquilo era apenas o começo. Ele só tinha certeza de uma coisa: queria ver até onde Grace estaria disposta a ir, e mais do que isso, queria ser o homem que a guiaria, ele tinha que ser esse homem, o único.Grace sentia-se completamente fora do lugar enquanto Alana explicava as regras do The Velvet Room. Cada palavra parecia ecoar em sua mente, mas ela não conseguia se concentrar totalmente. A sensação de estar em um ambiente tão diferente de tudo que conhecia a deixava desconfortável e, ao mesmo tempo, admirada. Era como se estivesse mergulhando em um universo paralelo, onde tudo que conhecia sobre relações e desejos era redefinido. As regras eram simples, mas exigiam comprometimento. Alana falava com calma, deixando claro que tudo no clube girava em torno de respeito e consentimento. Grace precisaria se submeter a essas normas, assim como todos ali dentro. Nada aconteceria sem seu consentimento explícito, e ela teria a liberdade de explorar seus limites, mas também de definir claramente o que não estava disposta a experimentar. Era um espaço de segurança, onde cada um poderia se conhecer mais profundamente e expressar desejos sem medo de julgamento. — Você será observada, Grace, assi
Alana inclinou-se o suficiente para que Grace pudesse sentir seu perfume doce, e sussurrou com uma voz cheia de provocação: — Olha como ele gostou de você. Está te olhando. É um convite, e você deveria aceitar. Adrian é um bom mestre, e é muito procurado por aqui, mas pelo visto, hoje ele não quer outra a não ser você. — A voz de Alana era baixa, quase um ronronar. — Mestre Adrian te fará sentir mulher de uma forma na qual você nunca pensou ser possível. Grace sentiu o coração bater forte, cada pulsação ecoando em seus ouvidos. Era impossível ignorar o peso do olhar de Adrian sobre ela. Mesmo à distância, ele parecia saber exatamente o que se passava em sua mente, como se pudesse decifrar seus pensamentos mais íntimos apenas observando. Era um olhar que a desnudava, que fazia com que cada parte de seu corpo reagisse a uma presença que ela mal conhecia. Ela desviou o olhar rapidamente, tentando manter o controle sobre suas emoções. Mas foi impossível não lançar mais um olhar para el
Adrian observava Grace com uma intensidade que beirava a loucura. Ele mal piscava, seus olhos fixos nela, enquanto ela conversava com Alana e ocasionalmente lançava olhares furtivos em sua direção. Algo em Grace o atraía de uma forma que ele não conseguia controlar. Era como se cada movimento dela o hipnotizasse, a maneira como mexia no cabelo, o sorriso hesitante, a forma tímida como olhava para o salão, tudo nela parecia uma mistura de inocência e curiosidade que o deixava ainda mais fascinado. Quando viu Alana ser chamada por uma das funcionárias do clube, ele soube que aquele era o momento perfeito. Sua presa estava sozinha, e ele não perderia a oportunidade de se aproximar. Não tinha dúvidas de que a queria, de que precisava tê-la. Adrian saiu de onde estava, pegou duas bebidas no bar e começou a subir as escadas lentamente, observando cada reação de Grace. Ela estava distraída, observando as pessoas dançando no andar de baixo. Os corpos se moviam ao ritmo da música, uma mistu
A noite no The Velvet Room estava mais intensa do que nunca. A música pulsava nas paredes, e o ambiente parecia vibrar com a energia dos corpos que se moviam ao ritmo das batidas sensuais. Grace, ainda tentando processar sua conversa com Adrian, decidiu dar uma volta pelo clube. Ela queria se afastar um pouco da intensidade do encontro e refletir sobre tudo o que havia acontecido até aquele momento. Ela desceu as escadas e começou a explorar o andar inferior. O clube era um labirinto de corredores e salas privadas, cada uma dedicada a um tipo específico de fantasia ou prática. As pessoas estavam imersas em seus próprios mundos, se entregando a experiências que pareciam impossíveis fora daquele lugar. Grace observava com curiosidade e uma pontada de nervosismo. Tudo aquilo era tão novo para ela, tão diferente do que imaginava sobre si mesma. Enquanto caminhava pelo corredor, foi surpreendida por um homem alto e corpulento, que esbarrou nela de forma rude. Ele segurou seu braço com fo
Ainda abraçados, Grace ergueu o rosto para olhar Adrian. Sentia-se pequena e frágil em seus braços fortes, como se todo o peso do mundo pudesse desaparecer se ele continuasse a segurá-la assim. Tentou se afastar, um pouco desconfortável com a proximidade que despertava uma série de sentimentos contraditórios dentro dela. Mas ele não a soltou, mantendo-a firmemente contra o peito. O olhar dele caiu sobre os lábios dela, e Grace soube, sem sombra de dúvida, que se não se afastasse, ele a beijaria. — Adrian, vamos limpar o seu ferimento, se Alana ver isso, ela pode... — começou Grace, tentando trazer um pouco de razão à situação. — Shh... — Adrian a interrompeu suavemente, passando o polegar pelos lábios carnudos de Grace, um gesto que a fez estremecer. — Ela não fará nada. Não se preocupe. O toque dele era delicado, mas havia uma força subjacente que a fazia sentir-se ainda mais vulnerável. Quando ele começou a se inclinar para ela, os olhos fixos nos dela, como se fosse inevitável q
Já em casa, Grace se sentia exausta, tanto física quanto emocionalmente. Depois de tudo o que havia testemunhado no The Velvet Room, sua mente estava um caos. Ela se livrou dos saltos altos com um suspiro de alívio, os pés agradecendo pela liberdade, e pendurou a bolsa no cabide embutido na parede ao lado da porta. Com um gesto automático, começou a desfazer o penteado que havia mantido durante a noite, deixando os cabelos longos e escuros caírem livremente sobre os ombros. Grace sabia que precisava de um banho relaxante para tentar acalmar os pensamentos turbulentos que dançavam em sua mente. Mas sabia também que o banho talvez não fosse suficiente para apagar as imagens que permaneciam cravadas em sua memória. A cena que havia presenciado no quarto com Adrian e Vanessa continuava voltando, como flashes repetidos de um sonho do qual não conseguia escapar. Ela caminhou até o banheiro, tirando a roupa devagar, como se estivesse tentando afastar o peso daquela noite com cada peça que
Adrian terminou seu tempo com Vanessa, observando-a sair do quarto com o sorriso satisfeito que ela sempre exibia depois de suas noites juntos. Vanessa era uma mulher bonita, loira e vaidosa, com seus 50 anos bem cuidados. Ela era a esposa do governador de Nova York, mas quando vinha a São Paulo, deixava todas as convenções de lado para se divertir com Adrian. Era um acordo silencioso, algo que ambos entendiam sem nunca precisar discutir. Ela pagou generosamente, como sempre, e saiu do clube com a mesma confiança com que havia entrado, como se estivesse completamente satisfeita com sua pequena fuga da vida pública. Adrian fechou a porta atrás de si com um leve suspiro. Essas noites com Vanessa, apesar de simples e diretas, sempre o deixavam exausto. Não pelo ato em si, mas pela energia mental que precisavam. Ele sabia que era apenas um jogo de poder e prazer, algo que Vanessa buscava desesperadamente para escapar do mundo controlado em que vivia. Para Adrian, era apenas trabalho. Qua
Na noite seguinte, Grace se preparou para voltar ao clube. Ela escolheu cuidadosamente sua roupa, optando por uma blusa branca de costas nuas que deixava sua pele exposta de forma elegante e provocante. Combinou a blusa com uma saia preta justa, que caía sobre seus quadris com perfeição. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo impecável, deixando seu pescoço à mostra, adornado por um colar simples e delicado. A maquiagem era leve, apenas o suficiente para destacar seus traços naturais. Ela pegou a bolsa, deu uma última olhada no espelho e saiu em direção ao The Velvet Room. Quando chegou ao clube, o ambiente familiar a envolveu imediatamente. As luzes suaves, a música baixa e sensual, e o perfume misturado de várias fragrâncias no ar. Ela entrou pelo salão principal e, ao levantar os olhos para o andar de cima, viu Adrian ao lado de Alana. Ambos pareciam estar atentos ao que acontecia ao redor, como se fossem os guardiões daquele espaço. Os olhos de Adrian, no entanto, logo se voltar