Além de submissa
Além de submissa
Por: NairaSousa
Capítulo 1

Grace Parke nunca teve uma vida fácil. Cresceu em uma pequena cidade do interior de São Paulo, onde o trabalho árduo e a humildade eram os pilares da comunidade. Seus pais, imigrantes coreanos, trabalhavam incansavelmente em uma padaria, lutando para oferecer à filha um futuro melhor. Porém, o destino parecia sempre jogar contra eles. Quando Grace tinha apenas 18 anos, um acidente de carro tirou a vida de seus pais de forma trágica e repentina, deixando-a sozinha e desamparada.

A dor da perda foi avassaladora. Sem parentes próximos e com poucos amigos, Grace se viu mergulhada em um profundo estado de desespero. Foi forçada a abandonar os estudos para cuidar da padaria da família, mas a inexperiência e a pressão emocional tornaram essa tarefa insustentável. Em poucos meses, viu o negócio dos pais falir, e com ele, suas últimas esperanças de estabilidade financeira e emocional.

Com o coração partido e sem perspectivas, Grace decidiu tentar uma nova vida na capital. São Paulo, com suas luzes brilhantes e ritmo frenético, parecia oferecer a promessa de um recomeço. Porém, a realidade logo se mostrou mais dura do que ela imaginava. O dinheiro que tinha economizado foi rapidamente gasto em aluguel e alimentação, e Grace se viu novamente à beira do colapso, buscando por empregos que apenas a exploravam e a deixavam ainda mais exausta e desmotivada.

Foi em um desses dias sombrios, após mais uma entrevista de emprego frustrante, que Grace encontrou Alana. As duas se esbarraram por acaso em um café próximo à Avenida Paulista. Alana era uma mulher elegante, de presença marcante e um carisma inegável. Elas começaram a conversar casualmente, e algo na postura acolhedora de Alana fez Grace se abrir sobre suas dificuldades e frustrações. Alana ouviu atentamente, oferecendo palavras de compreensão e apoio, e antes que Grace pudesse perceber, havia encontrado alguém em quem confiar.

Ao longo das semanas seguintes, a amizade entre as duas floresceu. Alana se mostrou uma amiga leal e generosa, sempre disposta a ouvir e aconselhar. Grace ficou intrigada ao descobrir que, além de ser uma pessoa de negócios bem-sucedida, Alana era também a dona de um clube exclusivo chamado “The Velvet Room”, um lugar voltado para aqueles que buscavam explorar suas fantasias e desejos mais íntimos em um ambiente seguro e respeitoso.

Quando Alana ofereceu a Grace um emprego como assistente administrativa no clube, a proposta soou um tanto quanto inusitada. Grace nunca havia imaginado trabalhar em um lugar assim, e sua curiosidade logo se misturou a uma certa hesitação. Contudo, a confiança que sentia por Alana a fez aceitar a oferta, pensando que talvez aquele fosse o recomeço que tanto procurava, ou apenas exploraria o ambiente, para conter sua curiosidade.

No dia de sua primeira visita ao The Velvet Room, Grace sentiu um misto de ansiedade. O clube ficava em um edifício discreto na região central de São Paulo. Por fora, nada indicava o que acontecia ali dentro. A fachada era elegante, porém modesta, com uma placa de metal simples que ostentava o nome do clube em letras cursivas.

Ao entrar, Grace foi recebida por um ambiente sofisticado e intimista. As luzes eram suaves, criando uma atmosfera de mistério e sensualidade. O som de uma música suave e envolvente preenchia o ar, enquanto pessoas elegantemente vestidas se moviam com graça e confiança pelo espaço. As paredes eram revestidas em veludo vermelho, e móveis luxuosos decoravam o salão principal, transmitindo uma sensação de exclusividade.

Grace sentiu um frio na espinha enquanto percorria o clube ao lado de Alana, que lhe explicava pacientemente cada detalhe daquele universo que lhe era completamente novo. Em um canto, um bar reluzente oferecia drinks exóticos e sofisticados, enquanto uma pequena pista de dança ao fundo era iluminada por luzes discretas.

Mas foi ao passar pela área reservada do clube que Grace realmente compreendeu a profundidade do ambiente em que estava. As salas privadas, cada uma decorada de forma única, eram projetadas para oferecer aos membros do clube um espaço seguro para explorar suas fantasias mais ousadas. Ali, a submissão era vista como uma forma de expressão, onde regras claras e consentimento eram elementos fundamentais. Grace não conseguia esconder o espanto e a curiosidade enquanto observava o lugar e casais envolvidos em suas práticas sexuais ousadas. Tudo era muito além do que ela poderia imaginar, mas ao mesmo tempo, havia uma certa beleza e liberdade na forma como as pessoas se entregavam àquelas experiências.

Alana, percebendo o misto de fascínio e receio nos olhos de Grace, a tranquilizou:

— Aqui, todos são livres para serem quem realmente são, sem julgamentos. O Velvet Room é um lugar onde respeitamos os limites e desejos de cada um. Se você estiver aberta a aprender, tenho certeza de que vai encontrar muito mais do que apenas um emprego aqui. Caso queira se divertir, não terá problemas, eu super entendo, e indico os melhores mestres em BDSM.

— Claro, obrigada pela oferta! — Grace agradeceu.

— Venha, ainda tem muitas coisas para te mostrar.

Grace acompanhou Alana por outras áreas.

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