Grace Parke nunca teve uma vida fácil. Cresceu em uma pequena cidade do interior de São Paulo, onde o trabalho árduo e a humildade eram os pilares da comunidade. Seus pais, imigrantes coreanos, trabalhavam incansavelmente em uma padaria, lutando para oferecer à filha um futuro melhor. Porém, o destino parecia sempre jogar contra eles. Quando Grace tinha apenas 18 anos, um acidente de carro tirou a vida de seus pais de forma trágica e repentina, deixando-a sozinha e desamparada.
A dor da perda foi avassaladora. Sem parentes próximos e com poucos amigos, Grace se viu mergulhada em um profundo estado de desespero. Foi forçada a abandonar os estudos para cuidar da padaria da família, mas a inexperiência e a pressão emocional tornaram essa tarefa insustentável. Em poucos meses, viu o negócio dos pais falir, e com ele, suas últimas esperanças de estabilidade financeira e emocional. Com o coração partido e sem perspectivas, Grace decidiu tentar uma nova vida na capital. São Paulo, com suas luzes brilhantes e ritmo frenético, parecia oferecer a promessa de um recomeço. Porém, a realidade logo se mostrou mais dura do que ela imaginava. O dinheiro que tinha economizado foi rapidamente gasto em aluguel e alimentação, e Grace se viu novamente à beira do colapso, buscando por empregos que apenas a exploravam e a deixavam ainda mais exausta e desmotivada. Foi em um desses dias sombrios, após mais uma entrevista de emprego frustrante, que Grace encontrou Alana. As duas se esbarraram por acaso em um café próximo à Avenida Paulista. Alana era uma mulher elegante, de presença marcante e um carisma inegável. Elas começaram a conversar casualmente, e algo na postura acolhedora de Alana fez Grace se abrir sobre suas dificuldades e frustrações. Alana ouviu atentamente, oferecendo palavras de compreensão e apoio, e antes que Grace pudesse perceber, havia encontrado alguém em quem confiar. Ao longo das semanas seguintes, a amizade entre as duas floresceu. Alana se mostrou uma amiga leal e generosa, sempre disposta a ouvir e aconselhar. Grace ficou intrigada ao descobrir que, além de ser uma pessoa de negócios bem-sucedida, Alana era também a dona de um clube exclusivo chamado “The Velvet Room”, um lugar voltado para aqueles que buscavam explorar suas fantasias e desejos mais íntimos em um ambiente seguro e respeitoso. Quando Alana ofereceu a Grace um emprego como assistente administrativa no clube, a proposta soou um tanto quanto inusitada. Grace nunca havia imaginado trabalhar em um lugar assim, e sua curiosidade logo se misturou a uma certa hesitação. Contudo, a confiança que sentia por Alana a fez aceitar a oferta, pensando que talvez aquele fosse o recomeço que tanto procurava, ou apenas exploraria o ambiente, para conter sua curiosidade. No dia de sua primeira visita ao The Velvet Room, Grace sentiu um misto de ansiedade. O clube ficava em um edifício discreto na região central de São Paulo. Por fora, nada indicava o que acontecia ali dentro. A fachada era elegante, porém modesta, com uma placa de metal simples que ostentava o nome do clube em letras cursivas. Ao entrar, Grace foi recebida por um ambiente sofisticado e intimista. As luzes eram suaves, criando uma atmosfera de mistério e sensualidade. O som de uma música suave e envolvente preenchia o ar, enquanto pessoas elegantemente vestidas se moviam com graça e confiança pelo espaço. As paredes eram revestidas em veludo vermelho, e móveis luxuosos decoravam o salão principal, transmitindo uma sensação de exclusividade. Grace sentiu um frio na espinha enquanto percorria o clube ao lado de Alana, que lhe explicava pacientemente cada detalhe daquele universo que lhe era completamente novo. Em um canto, um bar reluzente oferecia drinks exóticos e sofisticados, enquanto uma pequena pista de dança ao fundo era iluminada por luzes discretas. Mas foi ao passar pela área reservada do clube que Grace realmente compreendeu a profundidade do ambiente em que estava. As salas privadas, cada uma decorada de forma única, eram projetadas para oferecer aos membros do clube um espaço seguro para explorar suas fantasias mais ousadas. Ali, a submissão era vista como uma forma de expressão, onde regras claras e consentimento eram elementos fundamentais. Grace não conseguia esconder o espanto e a curiosidade enquanto observava o lugar e casais envolvidos em suas práticas sexuais ousadas. Tudo era muito além do que ela poderia imaginar, mas ao mesmo tempo, havia uma certa beleza e liberdade na forma como as pessoas se entregavam àquelas experiências. Alana, percebendo o misto de fascínio e receio nos olhos de Grace, a tranquilizou: — Aqui, todos são livres para serem quem realmente são, sem julgamentos. O Velvet Room é um lugar onde respeitamos os limites e desejos de cada um. Se você estiver aberta a aprender, tenho certeza de que vai encontrar muito mais do que apenas um emprego aqui. Caso queira se divertir, não terá problemas, eu super entendo, e indico os melhores mestres em BDSM. — Claro, obrigada pela oferta! — Grace agradeceu. — Venha, ainda tem muitas coisas para te mostrar. Grace acompanhou Alana por outras áreas.Adrian Valverde estava parado do lado de fora do The Velvet Room, observando o movimento do clube. Com suas luzes coloridas e a música sexy que ecoava pela rua, o lugar parecia um imã para todos que buscavam algo diferente. Ele conhecia bem aquela energia, aquele pulsar que parecia vir do próprio coração do clube. Era ali, naquela mistura de desejos e fantasias, que ele se sentia em casa. Adrian era um homem impressionante. Alto, com mais de 1,90 metros, tinha ombros largos e um corpo forte, moldado por anos de treino. Os cabelos escuros eram cortados de forma simples, e a barba, bem aparada, acentuava seu maxilar marcado. Seus olhos castanhos, profundos e intensos, tinham a capacidade de hipnotizar qualquer pessoa. Quando ele olhava para alguém, parecia que enxergava muito mais do que o exterior; parecia alcançar a alma, mesmo estando por trás de uma máscara que o deixava mais elegante e atraente. Sua postura era sempre segura e imponente, e o jeito como se movia exalava uma confia
Adrian sempre manteve o controle absoluto sobre suas emoções e reações. Mesmo cercado por desejos e fantasias todas as noites, ele nunca permitia que nada o abalasse. Mas naquela noite, algo mudou. Seus sentidos entraram em alerta no momento em que viu Grace adentrar o The Velvet Room pela primeira vez, acompanhada por Alana. Era como se o mundo ao seu redor tivesse parado por alguns segundos, enquanto ele focava toda sua atenção naquela mulher desconhecida que parecia iluminar o ambiente apenas com sua presença. Ela era deslumbrante. A primeira coisa que chamou sua atenção foi seu rosto. Grace tinha uma pele morena, suave e impecável, que combinava com seus olhos grandes e profundos, de um tom castanho que parecia mudar de cor sob as luzes do clube. Seus lábios eram cheios e bem desenhados, transmitindo uma mistura de inocência e sensualidade. Ela usava pouco ou quase nenhuma maquiagem, o que deixava ainda mais evidente sua beleza natural. Adrian observou o jeito que ela se movia.
Grace sentia-se completamente fora do lugar enquanto Alana explicava as regras do The Velvet Room. Cada palavra parecia ecoar em sua mente, mas ela não conseguia se concentrar totalmente. A sensação de estar em um ambiente tão diferente de tudo que conhecia a deixava desconfortável e, ao mesmo tempo, admirada. Era como se estivesse mergulhando em um universo paralelo, onde tudo que conhecia sobre relações e desejos era redefinido. As regras eram simples, mas exigiam comprometimento. Alana falava com calma, deixando claro que tudo no clube girava em torno de respeito e consentimento. Grace precisaria se submeter a essas normas, assim como todos ali dentro. Nada aconteceria sem seu consentimento explícito, e ela teria a liberdade de explorar seus limites, mas também de definir claramente o que não estava disposta a experimentar. Era um espaço de segurança, onde cada um poderia se conhecer mais profundamente e expressar desejos sem medo de julgamento. — Você será observada, Grace, assi
Alana inclinou-se o suficiente para que Grace pudesse sentir seu perfume doce, e sussurrou com uma voz cheia de provocação: — Olha como ele gostou de você. Está te olhando. É um convite, e você deveria aceitar. Adrian é um bom mestre, e é muito procurado por aqui, mas pelo visto, hoje ele não quer outra a não ser você. — A voz de Alana era baixa, quase um ronronar. — Mestre Adrian te fará sentir mulher de uma forma na qual você nunca pensou ser possível. Grace sentiu o coração bater forte, cada pulsação ecoando em seus ouvidos. Era impossível ignorar o peso do olhar de Adrian sobre ela. Mesmo à distância, ele parecia saber exatamente o que se passava em sua mente, como se pudesse decifrar seus pensamentos mais íntimos apenas observando. Era um olhar que a desnudava, que fazia com que cada parte de seu corpo reagisse a uma presença que ela mal conhecia. Ela desviou o olhar rapidamente, tentando manter o controle sobre suas emoções. Mas foi impossível não lançar mais um olhar para el
Adrian observava Grace com uma intensidade que beirava a loucura. Ele mal piscava, seus olhos fixos nela, enquanto ela conversava com Alana e ocasionalmente lançava olhares furtivos em sua direção. Algo em Grace o atraía de uma forma que ele não conseguia controlar. Era como se cada movimento dela o hipnotizasse, a maneira como mexia no cabelo, o sorriso hesitante, a forma tímida como olhava para o salão, tudo nela parecia uma mistura de inocência e curiosidade que o deixava ainda mais fascinado. Quando viu Alana ser chamada por uma das funcionárias do clube, ele soube que aquele era o momento perfeito. Sua presa estava sozinha, e ele não perderia a oportunidade de se aproximar. Não tinha dúvidas de que a queria, de que precisava tê-la. Adrian saiu de onde estava, pegou duas bebidas no bar e começou a subir as escadas lentamente, observando cada reação de Grace. Ela estava distraída, observando as pessoas dançando no andar de baixo. Os corpos se moviam ao ritmo da música, uma mistu
A noite no The Velvet Room estava mais intensa do que nunca. A música pulsava nas paredes, e o ambiente parecia vibrar com a energia dos corpos que se moviam ao ritmo das batidas sensuais. Grace, ainda tentando processar sua conversa com Adrian, decidiu dar uma volta pelo clube. Ela queria se afastar um pouco da intensidade do encontro e refletir sobre tudo o que havia acontecido até aquele momento. Ela desceu as escadas e começou a explorar o andar inferior. O clube era um labirinto de corredores e salas privadas, cada uma dedicada a um tipo específico de fantasia ou prática. As pessoas estavam imersas em seus próprios mundos, se entregando a experiências que pareciam impossíveis fora daquele lugar. Grace observava com curiosidade e uma pontada de nervosismo. Tudo aquilo era tão novo para ela, tão diferente do que imaginava sobre si mesma. Enquanto caminhava pelo corredor, foi surpreendida por um homem alto e corpulento, que esbarrou nela de forma rude. Ele segurou seu braço com fo
Ainda abraçados, Grace ergueu o rosto para olhar Adrian. Sentia-se pequena e frágil em seus braços fortes, como se todo o peso do mundo pudesse desaparecer se ele continuasse a segurá-la assim. Tentou se afastar, um pouco desconfortável com a proximidade que despertava uma série de sentimentos contraditórios dentro dela. Mas ele não a soltou, mantendo-a firmemente contra o peito. O olhar dele caiu sobre os lábios dela, e Grace soube, sem sombra de dúvida, que se não se afastasse, ele a beijaria. — Adrian, vamos limpar o seu ferimento, se Alana ver isso, ela pode... — começou Grace, tentando trazer um pouco de razão à situação. — Shh... — Adrian a interrompeu suavemente, passando o polegar pelos lábios carnudos de Grace, um gesto que a fez estremecer. — Ela não fará nada. Não se preocupe. O toque dele era delicado, mas havia uma força subjacente que a fazia sentir-se ainda mais vulnerável. Quando ele começou a se inclinar para ela, os olhos fixos nos dela, como se fosse inevitável q
Já em casa, Grace se sentia exausta, tanto física quanto emocionalmente. Depois de tudo o que havia testemunhado no The Velvet Room, sua mente estava um caos. Ela se livrou dos saltos altos com um suspiro de alívio, os pés agradecendo pela liberdade, e pendurou a bolsa no cabide embutido na parede ao lado da porta. Com um gesto automático, começou a desfazer o penteado que havia mantido durante a noite, deixando os cabelos longos e escuros caírem livremente sobre os ombros. Grace sabia que precisava de um banho relaxante para tentar acalmar os pensamentos turbulentos que dançavam em sua mente. Mas sabia também que o banho talvez não fosse suficiente para apagar as imagens que permaneciam cravadas em sua memória. A cena que havia presenciado no quarto com Adrian e Vanessa continuava voltando, como flashes repetidos de um sonho do qual não conseguia escapar. Ela caminhou até o banheiro, tirando a roupa devagar, como se estivesse tentando afastar o peso daquela noite com cada peça que