Mesmo que doa

Guilherme estacionou o Ford Ranger em frente à casa dos pais de Tábata, o motor silencioso contrastando com o turbilhão de emoções que ela sentia. Ele olhou para ela, os olhos âmbar cheios de preocupação, enquanto ela encarava a fachada da casa onde cresceu. A casa parecia à mesma de sempre, porém, Tábata temia que, dentro daquelas paredes, houvessem segredos se remoendo em sua fundação, segredos que explicariam anos de rejeição e tratamento frio.

— Tem certeza de que quer fazer isso? — Guilherme perguntou apertando as mãos no volante, sem desligar o motor.

Ela inspirou fundo. O ar preencheu os pulmões, mas não dissipou a pressão em seu peito.

— Preciso saber... — murmurou, os dedos apertando o cinto de segurança, hesitantes em soltá-lo. — Não aguento viver com essa dúvida. Se minha vida foi uma mentira, mereço descobrir a verdade.

Do banco de trás, um som suave preencheu o espaço. Lean balbuciava algo incompreensível, os dedinhos tentando agarrar um dos brinquedos presos à cadeirinha
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