Capítulo 11Augusto respirou fundo, sentindo seu coração bater mais forte. Seu olhar voltou para a mulher adormecida ao seu lado. Aquele corpo delicado, mas cheio de curvas, mexia com algo dentro dele. Mas quem era ela?Ele estendeu a mão hesitante, afastando devagar os cabelos que cobriam o rosto dela. Assim que seus dedos roçaram sua pele macia, ela se remexeu levemente, soltando um pequeno suspiro antes de se virar na cama.Foi então que ele finalmente viu o rosto dela.Seus olhos se estreitaram. Ela não lhe era familiar. Quem era aquela mulher?Antes que pudesse formular mais perguntas, um estalo veio à sua mente: e se ele realmente tivesse perdido a memória de algo importante?Sentindo um aperto no peito, tentou puxar alguma lembrança recente, mas sua mente era um borrão.Foi nesse momento que a mulher abriu os olhos devagar, piscando algumas vezes antes de focá-lo. O susto estampou-se em seu rosto.— Você… acordou? — a voz dela soou trêmula, quase um sussurro.Ele permaneceu em
Capítulo 12Augusto sentiu o coração bater mais forte, como se cada batida ecoasse no silêncio do quarto. Seus dedos, que antes hesitavam, agora deslizavam suavemente pela pele dela, como se temessem quebrar algo frágil e precioso. Ele não era um homem de muitos romances, nem de envolvimentos passageiros. Sua vida sempre fora regida por uma certa distância emocional, uma barreira que ele mesmo construíra para se proteger. Mas ali, naquele momento, com aquela mulher de olhos profundos e voz suave, ele sentia algo diferente. Algo que o fazia questionar todas as suas certezas.— Você é real? — ele sussurrou, sua voz quase sumindo no ar pesado entre eles. A pergunta saiu involuntária, como se ele ainda não conseguisse acreditar que aquilo não era um sonho.Ela olhou para ele, seus olhos brilhando com ternura e algo mais profundo, algo que ele não conseguia nomear.— Eu sou real — ela respondeu, sua voz tão suave quanto o toque de seus dedos ao roçar o rosto dele. — E você também é.Ele fe
Capítulo 13Do outro lado da porta do quarto, o mordomo, um homem de meia-idade com postura impecável e expressão sempre serena, passava pelo corredor carregando uma bandeja com chá e biscoitos. Ele havia sido encarregado de verificar se o patrão Rafael precisava de algo, como fazia todas as noites. No entanto, ao se aproximar da porta, ele ouviu algo que o fez parar abruptamente.Um grito suave, seguido de um gemido profundo e intenso, ecoou do quarto. O mordomo piscou várias vezes, como se tentasse processar o que acabara de escutar. Suas sobrancelhas se ergueram, e uma expressão de surpresa e confusão tomou conta de seu rosto normalmente impassível.— Meu Deus... — ele murmurou para si mesmo, segurando a bandeja com mais firmeza, como se precisasse de algo para se apoiar. — Será que ele acordou?Por um momento, o mordomo ficou paralisado, sua mente trabalhando rapidamente para entender a situação. Se o patrão pai havia acordado, isso era uma notícia extraordinária.Preocupado e cur
Capítulo 14Patrícia sentia cada centímetro de Augusto entrando e saindo dela, seus movimentos ritmados e precisos, como se ele conhecesse cada curva do seu corpo melhor do que ela mesma. Seus lábios pareciam ter vida própria, incapazes de se conter, deixando escapar gemidos que ecoavam pelo quarto, misturando-se à respiração ofegante de ambos. "Que homem gostoso... que pau gostoso...", o pensamento passou pela mente dela, embora ela mal conseguisse formular palavras naquele momento. Tudo o que ela sentia era ele, o calor, a intensidade.- Ahh... Ahh... - ela gemeu, suas mãos agarrando-se às costas dele, as unhas cravando-se levemente em sua pele, como se precisasse de algo para se segurar.Augusto, com os olhos fixos nela, observando cada reação, cada tremor, cada suspiro, sorriu satisfeito. Ele se inclinou sobre ela, seus lábios próximos ao seu ouvido, e sussurrou com a voz rouca e carregada de promessas:- Goza de novo pra mim, pequena... quero te sentir toda molhada...As palavra
Capítulo 15Patrícia voltou para o quarto com passos leves, ainda carregando a leve dor no corpo que a noite anterior havia deixado. Quando abriu a porta, encontrou Augusto sentado na cama, as mãos segurando a cabeça, os olhos fechados e a expressão confusa. Ele parecia estar lutando para entender algo, como se estivesse tentando juntar os pedaços de um quebra-cabeça que não fazia sentido.- Augusto... - ela chamou, sua voz suave, quase como se estivesse tentando não assustá-lo. - Você está bem?Ele abriu os olhos lentamente, olhou para ela, perplexo. A dor de cabeça ainda latejava em suas têmporas, mas algo na presença dela parecia acalmá-lo, mesmo que ele não conseguisse entender exatamente por quê.- Onde estou? - ele perguntou, sua voz rouca, cheia de confusão. - Por que minha cabeça dói tanto? E por que... por que não consigo me levantar?Patrícia se aproximou dele, sentando-se na beirada da cama com cuidado. Ela olhou para ele, com um olhar preocupado, mas também de uma ternura
Capítulo 16Patrícia deixou o escritório com um sorriso discreto nos lábios, ainda emocionada com a cena que acabara de testemunhar entre Augusto e Rafael. O estômago roncou levemente, lembrando-a de que havia acordado faminta. Decidiu então ir até a cozinha para ver se encontrava algo rápido para comer.Ao entrar, cumprimentou os funcionários com um aceno de cabeça e um sorriso amigável. Eles retribuíram o cumprimento, mas continuaram focados em suas tarefas. Patrícia se dirigiu à geladeira, abrindo-a para ver se havia algo pronto. Seus olhos pousaram em um pote transparente com tampa, cheio de lanches naturais, sanduíches leves e wraps frescos, provavelmente preparados para o lanche da tarde.Ela pegou o pote, virando-se para a cozinheira, que estava de costas, ocupada com outra tarefa.— Isso aqui está sendo guardado para o lanche da tarde? — perguntou Patrícia, segurando o pote.A cozinheira se virou rapidamente, surpresa ao ver a senhora da casa na cozinha. Ela limpou as mãos no
Capítulo 17Augusto sentou-se na cadeira do escritório, colocando as muletas de lado com um movimento cuidadoso. Ele cruzou os braços, seus olhos fixos em Rafael, que estava sentado à sua frente. Havia uma determinação em seu olhar, uma necessidade de respostas que não podia ser ignorada.— Eu preciso saber o que aconteceu comigo — Augusto disse, sua voz estava firme e vulnerável.Rafael suspirou profundamente, sabendo que aquela seria uma conversa longa e emocionalmente pesada. Ele começou a explicar tudo, desde o acidente que deixou Augusto em coma, até os meses de incerteza e os esforços para mantê-lo estável. Falou sobre as decisões difíceis que teve que tomar, sobre como assumiu as rédeas dos negócios da família e sobre a esperança que nunca deixou morrer, mesmo nos momentos mais sombrios.Augusto ouviu atentamente, sua expressão séria, mas cheia de compreensão. Ele sabia que Rafael havia passado por muito, sentiu orgulho e tristeza ao ouvir o relato do filho. Quando Rafael termi
Capítulo 18Augusto pegou as muletas e se levantou com um suspiro pesado. Ele sabia que precisava conversar com Patrícia, mas a ideia de ter que explicar tudo o que estava sentindo, e a decisão que havia tomado, o deixava ansioso. Mesmo assim, ele sabia que não podia adiar. Era preciso ser honesto com ela, por mais difícil que fosse.Ele saiu do escritório e se dirigiu ao quarto que compartilhavam, mas ao abrir a porta, percebeu que ela não estava lá. O quarto estava vazio, a cama arrumada e o silêncio tomando conta do ambiente. Augusto franziu a testa. Onde ela estaria?Decidido a encontrá-la, ele se dirigiu ao quarto de hóspedes, onde Patrícia havia se instalado temporariamente enquanto ele se recuperava. Ao chegar à porta, ele bateu levemente, mas não houve resposta. Com um suspiro, ele abriu a porta lentamente.Patrícia estava lá, de costas para a porta, segurando uma toalha que acabara de tirar. Ela estava completamente nua, e o som da porta se abrindo a fez se virar rapidamente,