Capítulo 14Patrícia sentia cada centímetro de Augusto entrando e saindo dela, seus movimentos ritmados e precisos, como se ele conhecesse cada curva do seu corpo melhor do que ela mesma. Seus lábios pareciam ter vida própria, incapazes de se conter, deixando escapar gemidos que ecoavam pelo quarto, misturando-se à respiração ofegante de ambos. "Que homem gostoso... que pau gostoso...", o pensamento passou pela mente dela, embora ela mal conseguisse formular palavras naquele momento. Tudo o que ela sentia era ele, o calor, a intensidade.- Ahh... Ahh... - ela gemeu, suas mãos agarrando-se às costas dele, as unhas cravando-se levemente em sua pele, como se precisasse de algo para se segurar.Augusto, com os olhos fixos nela, observando cada reação, cada tremor, cada suspiro, sorriu satisfeito. Ele se inclinou sobre ela, seus lábios próximos ao seu ouvido, e sussurrou com a voz rouca e carregada de promessas:- Goza de novo pra mim, pequena... quero te sentir toda molhada...As palavra
Capítulo 15Patrícia voltou para o quarto com passos leves, ainda carregando a leve dor no corpo que a noite anterior havia deixado. Quando abriu a porta, encontrou Augusto sentado na cama, as mãos segurando a cabeça, os olhos fechados e a expressão confusa. Ele parecia estar lutando para entender algo, como se estivesse tentando juntar os pedaços de um quebra-cabeça que não fazia sentido.- Augusto... - ela chamou, sua voz suave, quase como se estivesse tentando não assustá-lo. - Você está bem?Ele abriu os olhos lentamente, olhou para ela, perplexo. A dor de cabeça ainda latejava em suas têmporas, mas algo na presença dela parecia acalmá-lo, mesmo que ele não conseguisse entender exatamente por quê.- Onde estou? - ele perguntou, sua voz rouca, cheia de confusão. - Por que minha cabeça dói tanto? E por que... por que não consigo me levantar?Patrícia se aproximou dele, sentando-se na beirada da cama com cuidado. Ela olhou para ele, com um olhar preocupado, mas também de uma ternura
Capítulo 16Patrícia deixou o escritório com um sorriso discreto nos lábios, ainda emocionada com a cena que acabara de testemunhar entre Augusto e Rafael. O estômago roncou levemente, lembrando-a de que havia acordado faminta. Decidiu então ir até a cozinha para ver se encontrava algo rápido para comer.Ao entrar, cumprimentou os funcionários com um aceno de cabeça e um sorriso amigável. Eles retribuíram o cumprimento, mas continuaram focados em suas tarefas. Patrícia se dirigiu à geladeira, abrindo-a para ver se havia algo pronto. Seus olhos pousaram em um pote transparente com tampa, cheio de lanches naturais, sanduíches leves e wraps frescos, provavelmente preparados para o lanche da tarde.Ela pegou o pote, virando-se para a cozinheira, que estava de costas, ocupada com outra tarefa.— Isso aqui está sendo guardado para o lanche da tarde? — perguntou Patrícia, segurando o pote.A cozinheira se virou rapidamente, surpresa ao ver a senhora da casa na cozinha. Ela limpou as mãos no
Capítulo 17Augusto sentou-se na cadeira do escritório, colocando as muletas de lado com um movimento cuidadoso. Ele cruzou os braços, seus olhos fixos em Rafael, que estava sentado à sua frente. Havia uma determinação em seu olhar, uma necessidade de respostas que não podia ser ignorada.— Eu preciso saber o que aconteceu comigo — Augusto disse, sua voz estava firme e vulnerável.Rafael suspirou profundamente, sabendo que aquela seria uma conversa longa e emocionalmente pesada. Ele começou a explicar tudo, desde o acidente que deixou Augusto em coma, até os meses de incerteza e os esforços para mantê-lo estável. Falou sobre as decisões difíceis que teve que tomar, sobre como assumiu as rédeas dos negócios da família e sobre a esperança que nunca deixou morrer, mesmo nos momentos mais sombrios.Augusto ouviu atentamente, sua expressão séria, mas cheia de compreensão. Ele sabia que Rafael havia passado por muito, sentiu orgulho e tristeza ao ouvir o relato do filho. Quando Rafael termi
Capítulo 18Augusto pegou as muletas e se levantou com um suspiro pesado. Ele sabia que precisava conversar com Patrícia, mas a ideia de ter que explicar tudo o que estava sentindo, e a decisão que havia tomado, o deixava ansioso. Mesmo assim, ele sabia que não podia adiar. Era preciso ser honesto com ela, por mais difícil que fosse.Ele saiu do escritório e se dirigiu ao quarto que compartilhavam, mas ao abrir a porta, percebeu que ela não estava lá. O quarto estava vazio, a cama arrumada e o silêncio tomando conta do ambiente. Augusto franziu a testa. Onde ela estaria?Decidido a encontrá-la, ele se dirigiu ao quarto de hóspedes, onde Patrícia havia se instalado temporariamente enquanto ele se recuperava. Ao chegar à porta, ele bateu levemente, mas não houve resposta. Com um suspiro, ele abriu a porta lentamente.Patrícia estava lá, de costas para a porta, segurando uma toalha que acabara de tirar. Ela estava completamente nua, e o som da porta se abrindo a fez se virar rapidamente,
Capítulo 19Augusto caminhou pelo hall, parando ao pé da escada. Inspirou fundo antes de começar a subida. Seus músculos ainda estavam rígidos, e cada degrau exigia esforço, mas ele não se permitiu hesitar. Passo após passo, alcançou o topo e seguiu pelo corredor até seu quarto.Ao entrar, seus olhos percorreram o ambiente familiar. Tudo estava do jeito que se lembrava, mas parecia diferente. Talvez porque ele próprio estivesse diferente.Dirigiu-se ao closet e parou diante do enorme espelho que cobria a parede de ponta a ponta. Observou seu reflexo com atenção. O rosto estava cansado, marcado pela barba crescida e pelos cabelos mais longos do que jamais permitiu. Ele parecia mais velho do que realmente era.— Pelo visto, Rafael esteve cuidando disso enquanto estava em coma... — murmurou para si mesmo, passando a mão pelo rosto áspero.Virou-se e voltou para o quarto, pegando o interfone.— Richard, arrume o quarto que eu costumava usar. Voltarei a dormir lá.— Sim, senhor. Farei isso
Capítulo 20Patrícia seguiu em direção à sala de jantar, sentindo cada passo que dava, especialmente porque sabia que Augusto estava logo atrás dela. A presença dele era intensa, quase palpável. Seu corpo ficou levemente tenso com a proximidade, e ela teve que se concentrar para não demonstrar nada.Augusto, por sua vez, não desviava o olhar. Seus olhos desceram pelas costas dela até o quadril, e ele precisou segurar a língua para não fazer um comentário impulsivo. Não tinha reparado antes no quanto o corpo dela era bem proporcionado, principalmente aquela curva perfeita que agora se movia à sua frente. Será que ela malhava para manter toda aquela formosura? A ideia o fez sorrir de lado.Patrícia, sem precisar olhar para trás, sabia que ele a observava. Sentia a intensidade do olhar dele queimando em sua pele. Sua mente, no entanto, estava focada em outra coisa: Augusto estava absurdamente lindo. O corte social e a barba bem feita o deixaram com uma aparência mais jovem, como se tives
Capítulo 21O jantar seguia tranquilo até que Richard, o mordomo, apareceu para inspecionar os últimos detalhes e ajudar a servir a sobremesa. Patrícia escolheu um bavarois de chocolate, e Augusto, distraído, passou alguns segundos observando-a comer.Os lábios dela se fechavam suavemente ao redor da colher, e um pequeno suspiro de satisfação escapou quando o sabor rico do chocolate derreteu em sua boca. A cena era tão natural e ao mesmo tempo tão... provocante, que ele se pegou encarando-a sem perceber.Então, sem realmente pensar, simplesmente disse:— Richard, arrume o quarto ao lado do meu para minha esposa. O que tem ligação entre os dois.O silêncio caiu sobre a mesa.Patrícia congelou no meio de um movimento, os olhos arregalados. Rafael, que bebia um gole de vinho, quase engasgou. O próprio Augusto demorou um segundo para perceber o que tinha acabado de falar.— Agora mesmo, senhor — respondeu Richard prontamente, sem questionar a ordem.Augusto pigarreou, tentando se recompor